Marinês (Inês Caetano de Oliveira), cantora, nasceu em São Vicente Férrer, PE, em 16/11/1935, e faleceu no Recife, PE, em 14/05/2007. Seu pai, filho de índios Ariús, era seresteiro e a mãe foi cantora de igreja.sexta-feira, 14 de maio de 2010
Marinês
Marinês (Inês Caetano de Oliveira), cantora, nasceu em São Vicente Férrer, PE, em 16/11/1935, e faleceu no Recife, PE, em 14/05/2007. Seu pai, filho de índios Ariús, era seresteiro e a mãe foi cantora de igreja.
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sábado, 1 de maio de 2010
Ochelsis Laureano
Ochelcis Aguiar Laureano (foto) foi violeiro, compositor e cantor. Nasceu em 01 de maio de 1909 em Rio Acima, pertencente ainda a Sorocaba, onde hoje é a cidade de Votorantim-SP. Faleceu em 16 de janeiro de 1996.
Formou as duplas “Irmãos Laureano” (com seu irmão João Aguiar Laureano, o Joãozinho), “Laureano e Soares” (com seu cunhado Álvaro Soares, o Soarinho), “Laureano e Mariano” (com Mariano da Silva, pai do músico Caçulinha), “Laureano e Cap. Furtado” (com Ariovaldo Pires, famoso compositor, sobrinho de Cornélio Pires), e os trios “Laureano, Mariano e Serrinha” (com Antenor Serra, autor do sucesso “Chitãozinho e chororó”, com Athos de Campos), “Laureano, Cap. Furtado e Nhá Zefa” (foto: Laureano também fez parte do "Quarteto da Saudade" juntamente com Serrinha, Mariano e Arnaldo Meirelles).· A Caçada (Laureano)
· A Madrugada (Laureano)
· A Morte Do Manuelzinho (Laureano)
· A Mulher E O Relógio (Laureano)
· Agricultura Hoje Tem Seu Lugar (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Amanhecer No Sertão (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Cana-Verde Em Desafio (Laureano - Ariowaldo Pires - Nhá Zefa)
· Cantando No Rádio (Laureano)
· Casamento (Laureano - Soares)
· Casamento Internacional (Laureano)
· Casamento Perdido (Laureano)
· Casando À Bessa (Laureano)
· Chuva de Pedra (Laureano)
· Como Nasceu o Cururu (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Crise (Laureano)
· Deixei De Ser Carreiro (Mariano - Laureano)
· Desafio (Laureano - Soares)
· Desafio Disparatado (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Destinos Iguais (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Em Redor Do Mundo (Irmãos Laureano - Ariowaldo Pires)
· Ensinando A Muié (Laureano)
· Fim De Um Valentão (Laureano)
· Meu Casamento (Laureano)
· Meu Jardim (Laureano)
· Minha Profissão (Laureano)
· Minhas Aventuras (Laureano)
· Moda Da Pinga (Ochelsis Laureano - Raul Torres)
· Moda Das Meias (Irmãos Laureano - Ariowaldo Pires)
· Moda Do Ceguinho (Laureano)
· Moda Do Pito (Laureano)
· Moda Dos Tecelões (Laureano)
· Muié Sapeca (Laureano)
· No Mundo Da Lua (Laureano)
· O Balão Subiu (Laureano)
· O Cavalo E O Boi (Laureano)
· O Cravo (Laureano)
· O Crime Do Restaurante Chinês (Laureano)
· O Diabo E O Mundo (Laureano)
· O Jogo Do Truco (Laureano)
· O Que Eu Vejo (Laureano)
· O Sonho Do Matuto (Laureano - Ariowaldo Pires)
· Patrões E Operários (Laureano)
· Repicando A Viola (Laureano)
· Revolta De São Paulo (Laureano)
· Roseira Branca (Laureano)
· Saudades de Sorocaba (Laureano)
· Situação Dos Homens (Laureano)
· Uma Carta Atrapalhada (Laureano)
· Um Retrato (Laureano)
· Valentia de Voluntário (Laureano)
Fonte: biografia e fotos gentilmente enviadas por Nicc Nilson
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sábado, 17 de abril de 2010
Inhana
Inhana (Ana Eufrosina da Silva Santos), cantora, nasceu em Araras, SP (28/03/1923) e faleceu em São Paulo, SP (11/06/1981). Começou sua carreira atuando como solista em um conjunto formado com seus irmãos.
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quinta-feira, 15 de abril de 2010
Gaúcho da Fronteira
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sexta-feira, 31 de julho de 2009
Duo Ciriema

Duo Ciriema - Dupla sertaneja formada por Aparecida Martins Batista (Franca-SP 1940-) e Irene Lopes (Franca-SP 1941-). Iniciaram carreira em 1960, cantando no programa Alvorada Cabocla, da Rádio Nacional, de São Paulo, e um ano depois estreava em disco com Não beba mais não (Jeca Mineiro e Orlandinho).
Sempre acompanhadas pelo acordeonista e compositor Orlandinho, a dupla atuou em várias emissoras de rádio paulistas, como a Nacional, América, Bandeirantes e Piratininga. Passou então a excursionar pelo Norte deo país, onde fez grande sucesso, seguindo depois para o Nordeste - Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Em 1962 gravou na RCA seu primeiro LP, em que se destacaram o rasqueado Ciriema (Nhô Pai e Mário Zan) e Não bebas mais (Nísio), lançando pouco depois outro LP, que incluiu, entre outros, Lencinho de nhanduti (Piraci e Nhô Fio), música de grande sucesso até em Assunção, Paraguai, onde o duo cumpriu temporada em 1964. Do Paraguai trouxe u7ma composição do embaixador e escritor Mario Palmério, a guarânia Saudade, de expressivo êxito.
Ne4ssa época a dupla afastou-se da vida artística, só retornando em 1972 quando gravou na Continental os sucessos Chitãozinho e chororó (Serrinha e Atos Campos), Como era bom aquele tempo (César e Cirus), Rogo ao Senhor (J. K. Filho e Miguel da Portela) e Hei de vencer (Juvenal Fernandes e Capitão Furtado).
No ano seguinte, pela mesma gravadora, o duo lançou novo LP, em que foi incluída a guarânia Saudade, só então levada a disco, e Não bebas mais não, seu primeiro sucesso, que deu título ao disco, além de Mensagem de esperança (Capitão Furtado e João Pacífico), tema da novela escrita por Capitão Furtado com o mesmo título.
Em 1975 gravou outro disco, pela Copacabana, em que se destacaram Onde tu irás sem mim (J K. Filho e Zito Bertinato) e Vivo chorando, chorando (Everaldo Ferraz e Sílvia Boanato).
O duo encerrou definitivamente suas atividades no final de da década de 1970.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.
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Duo Brasil Moreno
Duo Brasil Moreno - Dupla sertaneja formada pelas irmãs Dora (Dora de Paula, Guariba-SP 1917-) e Didi (Antônia Glória de Paula, Guariba-SP 1924-). As irmãs foram criadas na cidade de Cambará (PR), com mais dois irmãos.
Começaram a cantar no coral da Igreja Santa Cecília em Cambará, juntamente com os irmãos. Em 1940, a família mudou-se para São Paulo. Dora e Didi formaram com os irmãos o Quarteto Brasil Moreno. Passam a se apresentar em programas de calouros das rádios Record e Cultura. O quarteto virou Trio Brasil Moreno, quando o irmão foi chamado para o serviço militar. O trio continuou a participar de programas de calouros.
Em 1943, ao tirarem o primeiro lugar no programa de Otávio Gabus Mendes e Geraldo Mendonça, são convidados a assinar contrato com a PRB-9. Em 1951, o trio transformou-se no Duo Brasil Moreno, com a saída da irmã (Helena), que abandonou a carreira artística para se casar. O Duo Brasil Moreno teve inúmeras participações em programas radiofônicos, inclusive no programa História da Música, na Rádio Record, produzido e apresentado por Almirante.
Em 1952, a dupla gravou seu primeiro 78rpm, pela Star, subsidiária da Copacabana. O disco incluía as canções Chalana, de Mário Zan e Arlindo Pinto, e Abandonada de Mário Zan e Palmeira. Graças ao sucesso alcançado, especialmente com o rasqueado Chalana, vários discos se seguiram.
Em 1961 lançaram pela Chantecler a guarânia Último adeus, de Luiz de Castro e o bolero Bis para o amor, de José Bettio e Roberto Stanganelli. No mesmo ano gravaram na Sertanejo o rasqueado Pedaço de coração, de Elpídeo dos Santos em parceria com a dupla e o xote China morena, de Raul Torres e Sebastião Teixeira. Posteriormente lançaram, pela Copacabana, seu primeiro LP, com o qual colecionaram sucessos como Natal no sertão, de Palmeira e Mário Zan, Campo Grande, de Raul Torres, Canção do trolinho, de Hervé Cordovil , e Flor de Tupã, de Mário Zan e Palmeira.
A dupla gravou também, pela Copacabana, várias versões, lançadas em 78rpm. Fizeram , entre outros, um programa na Rádio Record, todas as segundas-feiras, que aconteceu por 16 anos. Atuou em diversas emissoras de televisão de São Paulo e excursionou por vários estados. Em 1974, o Duo Brasil Moreno gravou um LP, de repertório exclusivamente sertanejo, acompanhado de toda a família.
Fontes: Encilopédia da Música Brasileira - Art Editora; Dicionario Cravo Albin de Musica Popular Brasileira.
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Irmãs Castro
Irmãs Castro - Dupla sertaneja formada por Maria de Jesus Castro
(Itapeva/SP, 1926) e Lourdes Amaral Castro (Bauru/SP, 1928).
Em 1938, Maria de Jesus e Lourdes Amaral participaram escondidas dos pais do concurso Descobrindo Astros do Futuro, em Bauru (SP). Venceram o concurso e continuaram a cantar músicas em inglês numa rádio local.
A carreira profissional da dupla teve início quando Nhô Pai as viu cantando e gostou do duo perfeito das vozes. Nhô Pai pediu então autorização aos pais de Maria de Jesus e Lourdes Amaral para ensiná-las o gênero sertanejo.
No início dos anos 1940, receberam convite para cantar no Rio de Janeiro. Devido à idade, tiveram que falsificar as certidões de nascimento para poder cantar em cassinos.
Na Capital Federal cantaram nas Rádios Tupi, Globo, Mayrink Veiga. Em São Paulo atuaram nas rádios Cultura, Tupi e Bandeirantes. Em 1944, gravaram seu primeiro disco, interpretando o corrido Não me escrevas, de Gabriel Ruiz e Nhô Pai, e o rasqueado Che cabu (Vem cá), de Nhô Pai. No ano seguinte, gravaram novo disco contendo o valseado Faz um ano, de F. Valdez Leal e Nhô Pai, e o corrido Beijinho doce, de Nhô Pai, que se tornaria o maior sucesso da dupla e um dos clássicos da música sertaneja.
Com o sucesso obtido com a gravação de Beijinho doce, as Irmãs Castro tornaram-se estrelas. Seus discos começaram a vender em grandes quantidades. Em 1945, gravaram Sou roceira, chamego de Cuates Castilla e Ariovaldo Pires, e a valsa Cidade morena, de Nhô Pai e Riellinho.
Em 1947, gravaram Noites do Paraguai, guarânia de S. Aguayo, com versão de Ariovaldo Pires, uma das muitas versões de canções paraguaias e mexicanas que a dupla gravou. No mesmo disco estava o rasqueado Ciriema, de Nhô Pai e Mário Zan, outro de seus grandes sucessos. Com o sucesso que estavam obtendo, passaram a receber vários convites. Apresentaram-se em circos e rádios por todo o Brasil. Cantaram também em diversos países da América Latina, tais como Paraguai, Uruguai e Argentina.
Em 1956, gravaram a guarânia Luar de Aquidauana, de Anacleto Rosas Jr. e Zacarias Mourão. Por essa época fizeram excursão ao Paraguai para se apresentar por uma semana no Teatro Vitória, o maior de Assunção. Acabaram ficando um mês, sendo transferidas em seguida para o Teatro Municipal, já que o conjunto americano The Platters iria se apresentar no Vitória. The Platters teve que esperar a transferência das irmãs Castro e ficou com lotação pequena enquanto as duas estiveram em Assunção. De retorno ao Brasil, vieram em avião cedido pelo governo daquele país. No Paraguai fizeram sucesso principalmente com Che Yara porã tupy, de Ariovaldo Pires e Riellinho, e Che china mi, de Antônio Cardoso e Ariovaldo Pires.
Em 1974, lançaram um LP pela Chantecler, quando regravaram antigos sucessos como Beijinho doce, além de outras músicas, como Pelejo pra te deixar, de Biá e Gauchito. Em 1984, participaram do programa Viola minha viola, na TV Cultura de São Paulo.
Dissolvida em 1985, foi a primeira dupla feminina a gravar música sertaneja.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; http://www.radioterra.fm.br/artistas/?id=51
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Canário e Passarinho
A dupla sertaneja Canário e Passarinho era formada pelos irmãos Antônio Bérgamo, o Canário (Altinópolis SP 1934-) e Pedro Bérgamo, o Passarinho (Altinópolis SP 1936-). Trabalharam inicialmente na lavoura, cantando em festas na escola.Em 1959, com o nome de Canário e Canarinho, participaram das eliminatórias do segundo torneio Roda de Violeiros, na Rádio Clube de Orlândia SP, obtendo sucesso.
Viajaram depois para São Paulo - onde Canarinho adotou o nome de Passarinho -, começando a trabalhar como faxineiros de hotel, participando em seguida do prograama Alvorada Cabocla, de Nhô Zé, na Rádio Nacional.
Em 1961, a dupla foi aprovada num teste da Chantecler, gravando seu primeiro disco, Adeus (Aparecido Ferreira e Canário) e Romaria trágica (Anacleto Rosas Júnior).
Dois anos depois, a dupla gravou seu primeiro LP na Continental, destacando-se Gaiola de ouro (da dupla) e Eu, ela e o garçom (José Ferreira e Canário).
Em 1967, o LP Cantando para o Brasil (Chantecler) trouxe Folclore brasileiro, Filho de Maria e Vida de artista, entre outras. No ano seguinte, o LP Caneta de ouro (Chantecler), incluiu Mulher do Juca e Dois italianos.
O LP de 1970 foi Canário e Passarinho, prá frente (Chantecler), com Herói vencido e Vá embora tristeza. Em 1981 veio o LP Arapuca (Chantecler), com Moreninha do Paraná e Não amo ninguém.
Já gravaram 8 discos 78 rpm, 9 compactos duplos, 39 LPs e 2 CDs de relançamentos, além de participações em LPs e CDs mistos. Por um período, gravavam seus programas, em estúdio próprio e enviavam para rádios de diferentes pontos do País.
A dupla, que se consolidou como um dos grandes nomes da música sertaneja "de raiz", se mantém até hoje, mas apenas para eventos especiais.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e publiFolha.
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terça-feira, 18 de novembro de 2008
Barnabé
Barnabé (João Ferreira de Melo), cantor e compositor (Botelhos MG, 08/12/1932 - São Paulo SP, 13/09/1968), criado no Paraná, trabalhou na roça e na construção de estradas.
Ainda adolescente, juntou-se aos artistas de um parque de diversões, apresentando-se em circos e cinemas como Nhô Peroba, que tocava violão e contava piadas. Levado para São Paulo pela dupla Tonico e Tinoco, passou a participar dos programas de rádio Na Beira da Tuia e Peru que Fala.
Gravou seu primeiro disco como Barnabé em 1965, na Continental, obtendo sucesso imediato. Seu humor ingênuo e espontâneo, misturando piadas e músicas caipiras bem-humoradas, como Sanfona da véia (Brinquinho e Brioso), Casamento do Barnabé (Capitão Furtado), O esculhambeque (paródia do sucesso da Jovem Guarda O calhambeque), rendeu ainda mais três LPs antes de sua morte, em 1968.
A partir de 1970, seu irmão caçula, José Ferreira de Melo (Ribeirão do Pinhal PR, 09/12/1949) passou a usar o mesmo nome artístico e lançou ainda nesse ano seu primeiro disco pela Continental. Nessa gravadora, o segundo Barnabé gravou mais de oito LPs e, entre suas composições, estão Bailinho bom (com Palmar) e Ponto negro (com M. Nascimento), sucesso de Chitãozinho e Xororó.
Publicou três livros de piadas editados pela Luzero. Na década de 90 continuou viajando por todo o Brasil e apresentando seus shows em circos, praças e rodeios.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Alvarenga e Ranchinho

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Capitão Furtado
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Dilu Melo
Dilu Melo (Maria de Lourdes Argolo Oliver), cantora, compositora e instrumentista, nasceu em Viana/MA, em 25/9/1913 e faleceu em no Rio de Janeiro/RJ, em 27/4/2000. Criada em Porto Alegre/RS, aos 13 anos ganhou medalha de ouro num concurso de piano, autando depois em algumas rádios.
Em 1938 foi para o Rio de Janeiro, estreando na Rádio Cruzeiro do Sul, surgindo então convite para apresentar-se na Rádio Kosmos de São Paulo. No mesmo dia da estréia, gravou um disco na Colúmbia, cantando as músicas Engenho d’água (com Santos Meira) e Coco babaçu (sua autoria). Depois, a serviço do Ministério da Educação, apresentou nossa música folclórica em vários Estados, bem como na Argentina, onde morou 2 anos.
Em 1944 gravou na Continental o segundo disco, também com músicas suas, o coco Sapo cururu e o xótis Fiz a cama na varanda (com Ovídio Chaves), esta o seu maior sucesso, regravada também em outros países. Atuou no Cassino Atlântico e foi contratada da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Como compositora, editou 98 músicas.
Em 1947 seu corrido Meu cavalo trotador (com Ademar Pimenta), gravado pelos Trigêmos Vocalistas, também fez sucesso no exterior. Em 1949 obtiveram êxito a canção Rolete de cana (com Osvaldo Santiago) e o jongo Conceição da praia (com Oldemar Magalhães), gravado por Marlene.
No total, gravou dez discos em 78 rpm, com 20 músicas, mais o LP Quadros brasileiros (1955, Odeon). Foi professora de dicção, empostação, danças folclóricas e história da música. Também escritora de peças infantis.
CDs: Músicas brasileiras vol. 3, 1994, Revivendo RVCD 075; Marlene, meu bem, 1996, Revivendo RVCD 107.
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João Pacífico
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Gordurinha
Do seu repúdio à colonização americana, epitomizada pela goma sde mascar nasceu o bebop-samba, Chiclete com banana , em parceria com Almira Castilho, que acabou por pronunciar o tropicalismo ao sugerir antropofagicamente na letra: 'só boto bebop no meu samba quando o Tio Sam pegar no tamborim, quando ele entender que o samba não é rumba'.
Ele mesmo chegou a gravar, como que a tirar um sarro um rock entitulado Tô doido para ficar maluco.
Mas não foi só de glória e reconhecimento tardio a vida deste que, ao lado do Trio Nordestino, iria se transformar no baluarte do forró na Bahia. Sua estréia no mundo da música se deu em 1938, quando fez parte do conjunto vocal "Caídos do céu" que se apresentava na Rádio Sociedade da Bahia, fazendo logo depois par cômico com o compositor Dulphe Cruz. Logo se destacou pelo seu dom de humorista e pelo sarcasmo que iria ser disseminado em suas letras anos mais tarde.
Em 1942, cansado de tentar conciliar estudo e sessões de rádio, tomou a decisão se debateu com um dilema conhecido de muitos: medicina ou carreira artistica? Como seus discípulos Zé Ramalho e Fred Dantas, Gordurinha caiu fora desse estória de clinicar. Largou a Faculdade de Medicina e seguiu sua sina de cigarra.
Os passos iniciais seriam dados numa Companhia Teatral. Caiu na estrada, mambembeando e povoando de música e pantomimas outras plagas.
Seu próximo passo seria um contrato na Rádio Jornal de Comércio, em Recife, em 1951. Depois, o jovem compositor, humorista e intérprete Gordurinha passaria pela rádio Tamandaré onde conheceu o poeta Ascenso Ferreira, figura folclórica do recife, Jackson do Pandeiro e Genival Lacerda Estes dois últimos gravariam em primeira mão várias das suas composições
Em 1952 partiu para o Rio de Janeiro onde penou sofrendo gozações preconceituosas. Sublimando estes pormenores, conseguiu trabalhar nos programas Varandão da Casa Grande, na Rádio Nacional, e Café sem Concerto as Radios Tupi e Nacional, duas das maiores do país, sempre fazendo tipos humorísticos. Ficou neste circuito até que almejou um sonho que já alimentava desde os magros dias do Recife: um contrato na mais importante mídia do Brasil na época que era a Rádio Nacional.
Meu enxoval, um samba-coco em parceria com Jackson do Pandeiro seria um dos carros chefes do dis-co ‘forró do Jackson’, de 61. Outro que se daria bem com uma composição do baiano seria o forrozeiro paraense Ary Lobo (mais um dos artistas que o Brasil insiste em esquecer) que prenunciou o Mangue beat ao cantar:
‘Caranguejo-uçá, caranguejo-uçá/ A apanho ele na lama/ E boto no meu caçuá/ Caranguejo bem gordo é gaiamum/ Cada corda de 10 eu dou mais um. Vendedor de caranguejo seria gravado por Clara Nunes, em 74, e por Gilberto Gil no seu ‘Quanta’, de 1997. Outro sucesso foi Baiano não é palhaço que fala do seu orgulho de ser baiano.
Gordurinha faleceu em Nova Iguaçú/RJ em 16/1/1969 e seria homenageado na década de 70 com Gilberto Gil, que regravou Chiclete com Banana e Vendedor de Caranguejo no Quanta. O cantor carioca Jards Macalé, também o homenageria com a regravação de Orora analfabeta, no seu 2º LP, ‘Aprendendo a nadar’, de 1974. Elba Ramalho, que em entrevista à revista Showbizz , elogiou sua divisão de versos, se rendeu ao talento do mestre ao dar sua versão de Pau-de-arara é a vovozinha, no seu CD Flor da Paraíba, de 1998.
A última homenagem recebida foi o lançamento do CD A Confraria do Gordurinha, em rememoração aos 30 anos sem o artista. Contando com participação de Gilberto Gil, Confraria da Basófia, Marta Millani e texto do pesquisador Roberto Torres, o CD têm 14 faixas e foi lançado em 1999.
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Jackson do Pandeiro
Fonte: EMI MUSIC
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terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Mário Zan
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Arlindo Pinto
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Manezinho Araújo
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Teddy Vieira
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