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domingo, 11 de janeiro de 2009

Cláudio Fontana

O cantor e compositor Cláudio Fontana nasceu em São Luís do Maranhão, em 14 de junho de 1945. Desde pequeno sempre gostou de cantar e freqüentava programas de auditório das rádios de São Luís do Maranhão. Depois de ganhar alguns concursos para cantor, passou a apresentar um programa de televisão pela TV Difusora - Canal 4, chamado "Bar de Melodias", onde dividia a apresentação com o locutor da época (1963/64), Leonor Filho e "Nonato e Seu Conjunto". Nessa oportunidade, cantava bossa nova e sucessos populares da época.

Em 31 de dezembro de 1965, partiu para o Rio de Janeiro com o sonho de conquistar todo o Brasil, cantando e compondo. Lá, conheceu e mostrou seu trabalho para pessoas do meio artístico da época, como: Carlos Imperial (descobridor de Roberto Carlos), Wilton Franco (produtor musical na TV Excelsior - Rio), Sr. Barros, assessor artístico de Cauby Peixoto e Osmar Navarro.

Mas foi o empresário Genival Melo, que numa tarde de sábado de 1967, no Programa “Festa do Bolinha" - apresentado por Jair Taumaturgo (TV Rio - Canal 13 ) - , que ao escutar as músicas Não posso controlar meu pensamento e Doce de coco (ambas com Robert Livi), quem lhe deu a primeira grande oportunidade, gravando esta música com o cantor Wanderley Cardoso, seu contratado na época. Estas canções alcançariam os primeiros lugares da parada de sucesso daquele ano, sendo então o pontapé inicial das canções que Cláudio Fontana gravaria daí para frente com muitos cantores.

Em 1968 foi para São Paulo, onde gravou seus dois primeiros discos pela Gravadora Copacabana. Mas foi em 1970 que estourou em todo o Brasil com a música de autoria de Geraldo Nunes, chamada Adeus ingrata. Além de mais de 100 mil cópias vendidas, ganhou também o Troféu Chico Viola, da TV Record, entregue pelas mãos do grande comunicador Kalil Filho. Com o sucesso desta música, chegou ainda a participar duas vezes do programa Jovem Guarda de Roberto Carlos.

Sua carreira acabava de "decolar" e seu empresário formava um novo trio de cantores populares de sucesso, viajando por todo o Brasil: Nelson Ned, Antonio Marcos e Cláudio Fontana. A consolidação do sucesso como cantor de Cláudio Fontana se deu, entretanto, quando passou a fazer parte do quadro de maior sucesso do comunicador Sílvio Santos na TV Globo, “Os galãs cantam e dançam aos domingos”, ao lado de outros cantores como: Paulo Sérgio, Antonio Marcos, Wanderley Cardoso, Tony Angely, Ari Sanches, Djalma Lúcio, Jerry Adriani, Arthurzinho e Paulo Henrique, entre outros.

Nas décadas de 70 e 80, fez muitos sucessos como compositor, além de participar de Festivais Internacionais, como por exemplo: o Festival Internacional de La Canción, de Piriápolis, no Uruguai, onde participou diversas vezes. A primeira vez foi com a canção Se Jesus fosse um homem de cor, defendida pelo cantor, hoje ator Tony Tornado, em 1973.

Em 1975, mais uma vez participava como autor e de parceria com Antonio Marcos, com a canção Amor pela primeira vez, defendida pelo cantor Cláudio Roberto, conseguindo o quarto lugar. Em 1976, a cantora Sonia Maia, colocaria a canção Vamos caminhar juntos em primeiro lugar, indo assim parar nas mãos do compositor o troféu do XI Festival Internacional de La Canción de Costa a Costa. No I Festival da Canção do Panamá (1976), com a canção Que seas feliz defendida e interpretada pela cantora brasileira Carmen Silva, Cláudio Fontana conseguiu a terceira colocação.

Foi líder do Grupo Chocolate ao lado da esposa e dos dois filhos. Atualmente continua compondo, residindo no bairro do Brooklin, na cidade de São Paulo.

Fontes: Clube Di Giorgio - Entrevistas - Cláudio Fontana; MySpace - Cláudio Fontana; Wikipédia.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Fábio Júnior

fabio junior

Fábio Júnior (Flávio Airosa Correia Galvão), cantor, compositor e ator, nasceu em 21/11/1953 em São Paulo, SP. Oriundo do bairro do Brooklin, sua mãe era professora de piano e seu pai, motorista de taxi. Ainda adolescente, começou a trabalhar, junto com os irmãos, numa banca de jornal que o pai, então tinha, para ajudar a família. Nessa época, entregava revistas e jornais na casa dos fregueses.

Seu primeiro emprego, depois da banca do pai, foi numa loja de departamentos na seção de crediários e depois fez transporte escolar. Esses empregos serviam somente para seu sustento, mas o sonho de se tornar cantor sempre o acompanhou e nada lhe dava mais prazer do que as conversas na cozinha com o “véio” Galva, como se refere a seu pai, e os acordes que eles tocavam no primeiro violão, presente do pai. A música sempre foi sua grande paixão.

Nos anos 1960, junto com os irmãos formou um conjunto que tocava no programa do Ed Carlos, a Mini-Guarda, no auge da Jovem Guarda. O nome do grupo era “Os Namorados”, depois passou a se chamar Bossa 4 e finalmente Arco-Íris. Com o grupo chegou a se apresentar no programa do Chacrinha como calouros. Com o fim da Mini-Guarda, começou a se descobrir ator. Aos 13 anos passou a fazer teleteatro ao lado de Cacilda Becker e na TV Cultura, atuou no episódio “Um pássaro em meu ombro”, ao lado de Etty Frazer e Paulo Autran. Porém, eram pequenos papéis e por isso mesmo Fábio nunca deixou de cantar e compor.

No início da década de 70, apresentou-se como cantor mirim no programa “Mini-guarda”, da TV Bandeirantes de São Paulo, cantando sucessos da Jovem Guarda. Participou, também, do programa Hallelluyah, ao lado de Sílvio Brito, na TV Tupi da capital paulista. Nos anos de 1974 e 1975, passou a gravar discos em inglês com o nome artístico de Mark Davis.

Tendo começado como cantor, estourou como ator, inicialmente em discretas participações em novelas na TV Globo, como “O feijão e o sonho”, de 1969 (aos 16 anos), depois em 1976, já com o pseudônimo de Fábio Jr., para não ser confundido com o ator Flávio Correia, passou a atuar como ator em novelas como “Pai Herói, de 1976, “Nina”, de 1977, até tornar-se sucesso nacional com o seriado “Ciranda, cirandinha”, de 1978 e a novela “Cabocla”, de 1979.

Nesse ano marcou presença no cinema nacional com sua interpretação no filme “Bye Bye Brasil”, de Cacá Diegues. Seu primeiro sucesso foi Pai, composição própria, gravada no LP de 1979 e incluída na trilha sonora da novela “Pai Herói”.

Em 1980, obteria o seu segundo êxito como cantor e compositor com a música Vinte e poucos anos. Firmado como cantor romântico, fez sucesso também com Eu me rendo, de sua autoria e lançada em 1981, e O que é que há, em parceria com Sérgio Sá, lançada no ano seguinte. Por essa época, gravou o clipe Busca, com Roberto Carlos e apresentou-se no programa do Chacrinha cantando Seu melhor amigo. Fiel ao seu estilo romântico manteve-se em atuação ao longo da década de 1990, sempre com sucesso.

Em 1995, consagrou o sucesso Alma gêmea, de Peninha, emocionando o público ao cantá-lo no programa de fim de ano da TV Globo, comandado por Roberto Carlos. Em 1996, no programa de fim de ano do apresentador Fausto Silva, o Faustão, voltou a emocionar a platéia com esse sucesso.

Em 1997, seu CD Ao vivo, traria nova gravação para Alma gêmea e Pai, também regravou, com êxito Esses moços (Pobres moços), de Lupicínio Rodrigues, e, em 1998, Café da manhã, da dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Em 1999, lançou um CD especial de natal, intitulado Contador de estrelas, cujas músicas, na sua maioria, são parcerias suas com Marinho Marcos, irmão do falecido cantor Antonio Marcos. No ano seguinte, teve o seu sucesso Vinte e poucos anos, regravado pelo grupo de rock Raimundos. Além da Som Livre gravou também na CBS e na BMG. Por essa época, manteve um programa semanal de variedades, na TV Record de São Paulo.

Em 2001, a Som Livre relançou em CD três de seus discos do final dos anos 1970 e início dos anos 1980, trazendo sucessos como Pai herói, Quero colo, Vinte e poucos anos e O que é que há?.

Em 2002 gravou seu primeiro trabalho acústico, no qual interpretou, entre outras, a clássica Pai, além de inéditas como Em cada amanhecer, Minha outra metade, Coração dividido e Seu melhor amigo. Na ocasião, correu o país apresentando o repertório do disco. Em 2002, recebeu o Prêmio Tim como melhor cantor popular.

Na primeira metade de 2003, lançou seu 21º disco Fábio Jr. Ao Vivo, CD duplo ao vivo, com releituras de seus maiores sucessos em versões voz e violão, em que se destacam Coração dividido, Enrosca e a consagrada Pai. O disco foi apresentado em show no ATL Hall, no Rio de Janeiro. Nesse período, participou do programa “Ensaio geral”, apresentado no canal Multishow, falando de sua vida e carreira. Nesse mesmo ano, lançou seu primeiro DVD, com destaque para Minha outra metade.

Em 2004, o artista, entre diversos shows e apresentações na TV, apresentou show, com casa lotada no Claro Hall. Em 2005, voltou ao topo das paradas de sucesso com a música Alma gêmea, de Peninha, tema da novela homônima da TV Globo, de grande audiência. Em novembro do mesmo ano, a Sony&BMG lançou a caixa Mais de vinte e poucos anos, incluindo um DVD de um show do cantor em 2003 e 5 CDs do cantor, 3 de sucessos, um de raridades e um em espanhol.

Em menos de três meses, a gravadora comemorou a marca de oito mil caixas vendidas, tendo em vista que o luxuoso pacote não saiu a um preço popular. Na caixa, a presença de sucessos notórios da carreira de Fábio, passando por inéditas e raridades como gravações da época em que ele usava o pseudônimo de Mark Davis e de quando cantava em grupos como o Uncle Jack ou Os Namorados.

Em fevereiro de 2006, o cantor estreou o show Mais de 20 e poucos anos, com 2 noites de casa lotada no Claro Hall, (RJ), num total de cerca de seis mil pessoas.

Fábio Júnior é pai da também atriz Cleo Pires, fruto do casamento de Glória Pires. É também pai de Krizia, Tainá e Filipe Galvão, frutos do seu casamento com Cristina Karthalian. Teve um casamento relâmpago com a atriz Patrícia de Sabrit que só durou 3 meses.

Casou-se pela sexta vez no dia 1 de setembro de 2007 com a modelo Mari Alexandre.

Fontes: Dicionário da MPB; DSL MUSIC: Fábio Júnior; Wikipédia.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Leo Jaime

Leo Jaime (Leonardo Jaime), cantor, nasceu em Goiânia (GO), em 23 de abril de 1960. Iniciou a carreira em 1981, cantando no irreverente conjunto carioca de rock João Penca & Seus Miquinhos Amestrados.

Ainda com o conjunto, participou do LP Cantando no Banheiro, de Eduardo Dusek, cujo maior sucesso foi sua composição Rock da cachorra. Foi ele, que indicou um rapaz de classe média carioca chamado Cazuza ao Barão Vermelho.

No ano de 1983 deixou o grupo para seguir carreira solo. No ano seguinte, assinou com a CBS e lançou seu primeiro LP Phodas C, cujo produtor foi o português Johnny Galvão. Duas faixas do disco foram censuradas: Ora bolas e Sônia, esta última versão de Léo para Sunny, sucesso de Chris Montez.

No ano de 1985 gravou o LP Sessão da Tarde, do qual se destacou o sucesso A fórmula do amor. Outro destaque foi a faixa Solange, versão para So lonely, do grupo pop inglês The Police. A canção era dedicada à censora Solange Hernandez, que havia cortado canções de seu disco anterior.

Participou também do disco de estréia do Ultraje a Rigor, Nós vamos invadir a sua praia e ainda em 1985, trabalhou nos filmes "Rock estrela", de Leal Rodrigues, e "Sete Vampiras", de Ivan Cardoso, atuando em ambos como ator e participando das trilhas sonoras. No ano seguinte lançou, também pela CBS, o disco Vida difícil.

Em 1988 lança o álbum Direto do meu coração pro seu, que incluia a canção tema da novela Bambolê da Globo, Conquistador barato, um dos seus maiores hits. Nesse mesmo ano participa atuando na novela Bebê a bordo da Rede Globo.

Passa anos sem gravar novo disco, por conta da gravadora Warner que também não o liberava. A pendenga termina em 1995 com a gravação do disco Todo Amor, do qual se destacou a faixa Preciso dizer que te amo.

Em 2001, como ator, fez parte do elenco do musical "Victor ou Victória", ao lado de Marília Pera, permanecendo em cartaz até o ano de 2002.

No ano de 2005 lançou o CD Rock Estrela, no qual incluiu Rock estrela, Gatinha manhosa (Roberto e Erasmo), Preciso dizer que te amo (Dá, Bebel Gilberto e Cazuza), Marcianita (tema da novela Começar de Novo, da Rede Globo), a versão Sônia e A lua e eu (Cassiano e Paulo Zdan).

Neste mesmo ano, ao lado de Ritche, Paulo Ricardo, Kid Vinil e Leoni, apresentou o show "Geração 80", no Claro Hall, no Rio de Janeiro. O show também passou por Fortaleza, Rio Branco e São Paulo, onde lotou o DirecTV Hall, seguindo até o ano de 2007.

Fonte: Léo Jaime - Biografias - Scalla FM 96,5

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Artur Castro Budd

Artur Castro Budd (circa 1880 Salvador, BA - circa 1930 Rio de Janeiro, RJ), cantor, era filho de um dentista inglês que se casou com uma moça da família Castro Cafezeiro. Tinha uma irmã também cantora, que parece não ter deixado qualquer registro fonográfico.

Apresentava-se ao público como Artur Castro e também como Artur Budd. Fez carreira no teatro musicado e gravou discos na Columbia americana (A concha e a virgem), e na Phoenix (Adeus que te parto, Rasga o coração); em discos Gaúcho de Porto Alegre gravou as modinhas Lembra-te ó virgem , Despedida do tropeiro, Na casa branca da serra, Ao luar, Flor do céu, Mulher celeste, Findou-se tudo , a barcarola Gondoleiro do amor, o fado Lágrimas de mãe e a cançoneta Terra amada.

Por volta de 1913, junto a outros artistas, dentre os quais Josué de Barros, foi convidado pelo dançarino-empresário Duque para apresentar-se no cabaré que este pretendia abrir em Paris. A idéia não foi à frente, mas estimulados por Duque, Artur e Josué resolvem tentar a sorte na Europa.

Não tendo conseguido contrato em Paris, seguiram para Lisboa , onde se apresentaram com sucesso. Na ocasião, foram convidados a gravar para a fábrica alemã Bekka, viajando para Berlim, onde fizeram 140 discos de música brasileira, que viriam a ser as primeiras gravações feitas por artistas brasileiros na Europa.

Voltou ao Brasil por volta de 1915. Entre os anos de 1926-1927, fez gravações para a Odeon registrando a modinha A ceguinha e o maxixe Cristo nasceu na Bahia, entre outros.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Germano Mathias

Germano Mathias, cantor, nasceu em São Paulo-SP em 2 de junho de 1934. Sambista nascido no bairro da Barra Funda, foi contratado pela Rádio Tupi em 1955, depois de se apresentar em um programa de calouros da emissora cantando um samba.

No ano seguinte lançou o primeiro disco, com a música Minha nega na janela (com Doca). Em 1957 saiu seu primeiro LP, Germano Matias, o Sambista Diferente, título que se devia à sua maneira diferente de interpretar sambas e ao acompanhamento percussivo feito por tampa de lata, que executava.

Guarde a sandália dela, samba composto em parceria com Sereno em 1958, foi um dos seus grandes sucessos. Foi também um intérprete assíduo dos sambas de Zé Keti: Nega Dina, Malvadeza Durão e O assalto são exemplos.

Firmou-se como um dos grandes nomes do samba paulista, mas ultimamente não tem gravado tanto. Apresentou-se em 2000 no programa Musikaos, da TV Cultura.

Fontes: Wikipédia; ClicMusic.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Barnabé

Barnabé (João Ferreira de Melo), cantor e compositor (Botelhos MG, 08/12/1932 - São Paulo SP, 13/09/1968), criado no Paraná, trabalhou na roça e na construção de estradas.

Ainda adolescente, juntou-se aos artistas de um parque de diversões, apresentando-se em circos e cinemas como Nhô Peroba, que tocava violão e contava piadas. Levado para São Paulo pela dupla Tonico e Tinoco, passou a participar dos programas de rádio Na Beira da Tuia e Peru que Fala.

Gravou seu primeiro disco como Barnabé em 1965, na Continental, obtendo sucesso imediato. Seu humor ingênuo e espontâneo, misturando piadas e músicas caipiras bem-humoradas, como Sanfona da véia (Brinquinho e Brioso), Casamento do Barnabé (Capitão Furtado), O esculhambeque (paródia do sucesso da Jovem Guarda O calhambeque), rendeu ainda mais três LPs antes de sua morte, em 1968.

A partir de 1970, seu irmão caçula, José Ferreira de Melo (Ribeirão do Pinhal PR, 09/12/1949) passou a usar o mesmo nome artístico e lançou ainda nesse ano seu primeiro disco pela Continental. Nessa gravadora, o segundo Barnabé gravou mais de oito LPs e, entre suas composições, estão Bailinho bom (com Palmar) e Ponto negro (com M. Nascimento), sucesso de Chitãozinho e Xororó.

Publicou três livros de piadas editados pela Luzero. Na década de 90 continuou viajando por todo o Brasil e apresentando seus shows em circos, praças e rodeios.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Ivon Curi

Ivon Curi

Ivon Curi (Ivon José Curi), cantor e compositor, nasceu em Caxambu MG, em 5/6/1928 e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 24/6/1995. Irmão de locutores da Rádio Nacional Alberto e Jorge Curi —, começou a cantar, por volta de 1944, sambas-canções e cançonetas francesas em festas e shows, depois na rádio da sua cidade.
No Rio de Janeiro, teve sua primeira oportunidade através de Caribé da Rocha, que o contratou como crooner da Orquestra Zacarias, do Copacabana Palace Hotel, onde entrou em contato com os maiores astros da época. Era então muito influenciado pelo cantor francês Jean Sablon, criador do sucesso J’attendrais.
Em 1947 conseguiu seu primeiro contrato com a Rádio Nacional, para apresentar-se como convidado nos programas de Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira e Ângela Maria. Transferiu-se em seguida para a Rádio Tupi.
Em 1949 gravou em dupla com Carmélia Alves, pela Continental, o baião Me leva (Hervé Cordovil e Rochinha). Em 1950 participou do filme Aviso aos navegantes, de Watson Macedo, e no ano seguinte apareceu em Ai vem o barão, do mesmo diretor, atuando ainda em 1952 em Barnabé, tu és meu, de José Carlos Burle. Gravou seu primeiro disco na Continental, com as músicas La vie en rose e Nature boy (Eden Abhez), seguindo-se C’est si bon (Charles Trenet), Obrigado (sua autoria), Ta fartando coisa em mim (com Humberto Teixeira), 1950, Humanidade (sua autoria), Margarida (Humberto Teixeira e Copinha), 1952, e Orquídeas ao luar (Gus Khan, Vincent Youmans e Eliscu, versão de Cristóvão de Alencar), 1952. Nessa época modificou seu estilo, passando a fazer mímicas e piadas, tornando-se cançonetista, com repertório nordestino.
Em 1953 lançou, pela Victor, Amor de hoje (Ari Monteiro e Bruno Marnet), música que havia interpretado no filme É fogo na roupa (Watson Macedo, 1952). Gravou Baião das velhas cantigas (Jair Amorim), Caxambu (Zé Dantas e David Nasser), Farinhada (Zé Dantas) e o O xote das meninas (Zé Dantas e Luiz Gonzaga), além da valsa de sua autoria João Bobo e da canção israelita Beija- flor (versão de Caribé da Rocha).
Depois de excursionar pelo Brasil, fez tournée pela Europa em 1956-1957, apresentando-se em Portugal, onde adotou pela primeira vez o estilo one-man-show e foi considerado o melhor intérprete de música brasileira. Em 1961 casou com lvone.
Com o aparecimento da Jovem Guarda, afastou-se temporariamente da vida artística, reaparecendo em 1971 com o show Ivon Curi em todos os tempos, no Teatro Casa Grande, onde se apresentou como show-man e fez uma retrospectiva de sua carreira, lançando então o LP de mesmo nome. Seus maiores sucessos foram João Bobo, Tá fartando coisa em mim, Retrato de Maria (sua autoria), Farinhada, Escuta (sua autoria), Casar é bom (com Meira Guimarães), Amor naquela base (Moura Júnior e Zé Araújo) e Me leva.
Em 1977, a gravadora Continental lançou o LP Ivon Curi, volume 26 da serie Ídolos MPB. Em 1984 voltou a vida artística, festejando 40 anos de carreira, em 1987, com o disco Ivon Curi ontem e hoje. Em 1993, além de ter comandado o programa Show da Manchete, estreou o espetáculo A França e quinze saudades, em que interpretou canções francesas e que deu origem ao disco Douce France, seu último trabalho solo. Sua última gravação foi a faixa Forró do beliscão (Ari Monteiro, João do Vale e Leoncio), incluida, no início de 1995, no disco João Batista do Vale (BMG), tributo ao compositor João do Vale.

Januário de Oliveira

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Januário de Oliveira (Januário de Oliveira Chirico), cantor e humorista, nasceu no Rio de Janeiro RJ, em 24/3/1902, e faleceu em São Paulo SP, em 22/2/1963. Carioca do Catumbi, seu primeiro emprego foi como caixeiro. Depois alfaiate, fazia serestas e brilhava nas festas do Clube Ginástico Português antes de estrear na Rádio Sociedade.
Sinhô tirou-o da Rádio Clube do Brasil, em 1929, para um espetáculo no Teatro Municipal de São Paulo, promovido pelo Clube de Antropofagia em apoio a candidatura de Júlio Prestes à presidência. Gravou então em São Paulo seus primeiros discos na Columbia, com Chequerê, Nossa Senhora do Brasil (homenagem a Tarsila do Amaral), Minha branca e Como se gosta, todas de Sinhô, de quem gravaria 13 composições. Resolveu ficar em São Paulo e Sinhô conseguiu que cantasse na Radio Educadora Paulista (hoje Gazeta). Tornou-se um dos principais artistas da Columbia e gravou 80 músicas numa primeira fase.
Em 1930 fez sucesso com Dança de caboclo e Engenho novo, de Hekel Tavares, Cauã, valsa de Sinhô, e Quebra, quebra gabiroba, marcha carnavalesca de Plínio Brito. No final de 1931, foi para a modesta gravadora Arte-Fone e atuou na Rádio Record. César Ladeira apelidou-o então de A Voz de Veludo.
Em 1933 passou para a RCA Victor e, no ano seguinte, fez sucesso com a valsa Meu destino (José Maria de Abreu e Carlos Rego Barros de Sousa). Nesse ano, começou a cantar na nova Rádio Difusora, de São Paulo, e a atuar no Programa da Saudade, criado em 1935, que se constituiu no mais ouvido do rádio paulista. Em 1935 cantou e fez o papel de galã no filme Fazendo fita, de Vitorio Capelaro, e participou da inauguração da Radio Farroupilha, de Porto Alegre RS, com grande sucesso.
No Carnaval de 1936, em dueto com Arnaldo Pescuma, destacou-se com Mulatinha da caserna (Martinez Grau e Ariovaldo Pires) e Paulistinha querida (Ary Barroso), primeiro e segundo prêmios na categoria de marcha do concurso da Prefeitura de São Paulo. Em 1936 voltou à Columbia e obteve dois sucessos num mesmo disco: Saudades da minha terra (Décio Pacheco da Silveira), valsa, e Alma de violeiro (Décio Pacheco da Silveira e J. Meio Macedo), toada.
Sua discografia, de 1929 a 1938, totaliza 64 discos com 113 músicas. Ao deixar a Rádio Difusora, excursionou pelo Sul com o cantor italiano Carlo Butti e acabou ficando por dois anos na Rádio Farroupilha. Voltou em 1938 para São Paulo e resolveu explorar seu talento humorístico. Passou a ser grande atração em cassinos, teatros e boates de todo o Brasil, ficando conhecido como o Humorista das Quatro Vozes. Fez imitações de Nelson Eddy, Marta Eggerth, Jean Sablon e principalmente Carmen Miranda. Interrompeu sua carreira em 1949, tornando-se empresário de artistas.
CDs: Carnaval vol. 4, 1991, Revivendo RVCD 022; Carnaval vol. 9, 1993, Revivendo RVCD 034; Valsas brasileiras vol. 1, 1993, Revivendo RVCD 048.

João Petra de Barros

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João Petra de Barros, cantor, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 23/6/1914, e faleceu em 11/1/1947. Estreou como cantor no início da década de 1930, participando do Programa Casé, na Rádio Philips. Logo tornou-se conhecido no rádio como “a voz de 18 quilates”, de timbre muito parecido com o de Francisco Alves.
Freqüentador das rodas de Noel Rosa, Luís Barbosa e Custódio Mesquita, alcançou grande sucesso no Carnaval de 1933 com a gravação, na Odeon, do samba Até amanhã (Noel Rosa), seu disco de estréia. Ao lado de Custódio Mesquita e Carmen Miranda, participou de várias apresentações no rádio e em teatros.
Foi um dos principais artistas do elenco da Rádio Globo. Deixou gravados 48 discos com 94 músicas. Entre suas gravações de maior sucesso estão o samba-canção Palacete de malandro (Custódio Mesquita), Victor, 1933; o fox Cantor de rádio (Custódio Mesquita e Paulo Roberto), Odeon, 1933; Caixa Econômica (Nássara e Orestes Barbosa), Victor, 1933; a marcha Chegou Papai Noel (Roberto Martins e Kid Pepe), Odeon, 1934; o samba Feitiço da Vila (Noel Rosa e Vadico), Odeon, 1934; a marcha Professora da saudade (André Filho e Orestes Barbosa), Odeon, para o Carnaval de 1935; o samba Foi no teu olhar (André Filho), Odeon, para o Carnaval de 1935; a canção Beijo mascarado (Gadé e Almanir Greco), Odeon, 1935; o fox O que o teu piano me revelou (Custódio Mesquita e Orestes Barbosa), Odeon, 1935; Em cima da hora (Russo do Pandeiro e Valfrido Silva), Victor, 1939; Última inspiração (Peterpan), Victor, 1940; Flor do lodo (Guilherme Pereira), Victor, 1940; o samba Santo Antônio amigo (Zé da Zilda, Marino Pinto e J. Cascata), Victor, para as festas juninas de 1941; o fox Mais um minuto apenas (Newton Teixeira e Mário Lago), Victor, 1942; a marcha Quem é o tal? (Ubirajara Nesdan e Afonso Teixeira), Victor, para o Carnaval de 1943.
Foi também o responsável pelo lançamento, em 1934, de Linda pequena (João de Barro e Noel Rosa), primeira versão da marcha Pastorinhas. Teve sua carreira interrompida por um acidente, do qual resultou a amputação de uma perna e seu falecimento prematuro.

Aldacir Louro

Aldacir Louro

Aldacir Louro (Aldacir Evangelista de Mendonça), compositor, cantor e instrumentista nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 22/4/1926 e faleceu em15/6/1996. Nascido no bairro de Botafogo, viveu em diversos outros subúrbios cariocas, freqüentando desde criança as escolas de samba Unidos da Tijuca, Depois te Explico e Braço a Braço, onde tocava tamborim.

Bom intérprete de sambas, começou como apresentador de músicas, contratado por compositores para mostrar produções destes a cantores. Como essa atividade rendesse pouco, decidiu tentar a sorte como autor, lançando em 1946 o samba Onde vamos morar (com Antônio Valentim dos Santos), gravado por Zilá Fonseca. Na época, a música rendeu (cerca de 20 cruzeiros) bem mais do que conseguia como apresentador.

Embora não tivesse estudado música, iniciou assim uma carreira de compositor, cujo maior sucesso foi o samba Recordar (com Aluísio Marins e Adolfo Macedo), que, premiado em concurso carnavalesco de 1955, se tornou peça antológica e obrigatória em muitos Carnavais. Outros êxitos foram o samba Cabeça prateada (com Edgar Cavalcanti e Anício Bichara) e a marcha Trrim-Trrim (com Santos Garcia), ambos lançados no Carnaval de 1956.

Como cantor, atuou em rádio e televisão, apresentando-se na década de 1950 em vários programas das rádios Nacional e Mayrink Veiga, exibindo-se com ritmistas e passistas. Na TV Globo carioca apresentou-se com sua escola de samba. De 1960 a 1973 participou de programas da TV Tupi, do Rio de Janeiro: Bibi ao Vivo e Programa Flávio Cavalcanti, entre outros.

Obras: Cabeça prateada (c/Edgar Cavalcanti e Anício Bichara), samba, 1955, Garota sapeca (c/Fernando Martins), marcha, 1951; Onde vamos morar (c/Antônio Valentim dos Santos), samba, 1946; Recordar (Aluísio Marins e Adolfo Macedo), samba, 1954; Refúgio (c/Linda Rodrigues), bolero, 1959; Trrim-Trrim (c/Santos Garcia), marcha, 1955.

Albenzio Perrone

Albenzio Perrone (Albenzio Gaspare Raffaele Perrone), cantor, nasceu em Marselha, França, em 1/9/1900, e faleceu no Rio de Janeiro RJ, em 7/7/1974. Filho de italianos, veio para o Brasil com seis anos. Desde muito jovem dedicou-se ao bel-canto, interpretando canções napolitanas, árias e operetas, tendo viajado com companhias por vários Estados do país. Fez parte do Orfeão Português.
Em 1927 começou no rádio, como cantor e locutor da Rádio Clube do Brasil. No ano seguinte, foi para a Rádio Educadora do Brasil, em que desempenhou durante muitos anos as mesmas e também outras funções, motivo pelo qual deixou o curso de medicina. Começou a gravar na Odeon em 1927. O primeiro disco trazia os tangos Paraguaita (Marcelo Tupinambá) e Pecado (Joubert de Carvalho).
Em 1929 foi para a Victor que se iniciava, gravando primeiramente o choro Meu bem (Rogério Guimarães). Em 1930 gravou a canção Rancho abandonado (Pixinguinha e Índio). Seu maior sucesso foi a valsa Se esses olhos falassem (Gastão Lamounier e Mário Rossi), em 1938. Deste mesmo ano também e a valsa Apoteose de estrelas (dos mesmos autores da anterior), muito apreciada. Em 1939 igualmente foi sucesso a valsa A vigília da lâmpada(Gastão Lamounier e Mário Castelar), após o que sua carreira retraiu-se.
Na década de 1940, lançou apenas dois discos; na de 1950 voltou para o rádio e gravou três discos na Odeon e um no selo Serenata. De 1929 a 1955 deixou 21 discos de 78 rpm com 40 músicas. Por fim, gravou pela Itamarati um LP chamado Revendo o passado, com sucessos antigos. Foi um cantor essencialmente de valsas, canções e tangos-canções, tendo recebido do locutor e amigo Saint-Clair Lopes o slogan de “A Voz Cariciosa e Bonita”.
CDs : Músicas brasileíras vol. 4, 1995, Revivendo RVCD 088; No tempo da seresta vol. 2, 1995, Revivendo RVCD 095; Valsas brasi/eiras vo/. 2, 1995, Revivendo RVCD 094

Alcides Gerardi

Alcides Gerardi (João Alcides Gerardi) nasceu no Rio Grande/RS em 15.05.1918. Cantor e compositor, ainda criança mudou de Porto Alegre/RS para o Rio de Janeiro/RJ, onde terminou o curso primário e começou a trabalhar com o pai. Continuou seus estudos, trabalhando ao mesmo tempo no comércio até 1935, quando começou a carreira de cantor, como crooner numa orquestra de dancing. Na mesma época tentou o rádio, candidatando-se como calouro num programa da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, mas não conseguiu ser contratado.
Em 1939 atuou no conjunto Namorados ao Luar como vocalista, época em que sua voz começou a se destacar. Nesse ano gravou, em edição particular, o samba de Nelson Cavaquinho Não faça vontade a ela. Em 1941 foi convidado a formar o conjunto Os Três Marrecos, com Marília Batista e seu irmão Henrique, de curta carreira.
Três anos depois, como crooner da orquestra de danças de Simon Bountman, foi convidado para trabalhar na Rádio Transmissora, pelo seu diretor Arnaldo Sampaio. Com a música Lourdes (George Brass e Mário Rossi), gravou comercialmente pela primeira vez, em 1946, na Odeon. Três anos depois foi para a Rádio Tupi, onde ficou até 1953, quando se transferiu para a Rádio Nacional.
Em 1955 foi contratado pela Organização Victor Costa (depois extinta), tendo três anos mais tarde lançado sua primeira composição, Filha do coronel (com Irani de Oliveira), interpretada por ele mesmo, CBS. É letrista e em outras composições teve como parceiros principais Ernâni Campos, Othon Russo, Antônio Soares, Lázaro Martins e Nilo Barbosa.
Seus maiores sucessos como cantor foram as gravações de Antonico (Ismael Silva), Castelo de areia (Geraldo Jacques, Isaías Freitas e Moreirinha), Brotinho maluco (Aníbal Cruz) e E eu sem Maria (Alcir Pires Vermelho e Dorival Caymmi), pela Odeon, e Tudo foi ilusão (Laert Santos e Arcilino Tavares), pela CBS. Alcides morreu em 01.03.1978 por complicações decorrentes de um acidente de carro, quando voltava de um show pela Via Dutra.
Fonte: Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica e popular. São Paulo, Art Editora, 1977.

Arnaldo Amaral

Arnaldo Amaral (Arnaldo Augusto do Amaral Filho), cantor, ator, locutor e produtor, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 05/08/1912. Começou a cantar para o público na Rádio Guanabara levado por Cristóvão de Alencar. Em seguida, passou a se apresentar no Programa Casé, na Rádio Philips.
Gravou o primeiro disco em 1933: Fita os meus olhos, de Cartola e Oswaldo Vasques. No mesmo ano grava Por que será (Buci Moreira e Osvaldo Vasques), Se passar da hora (Osvaldo Vasques e Boaventura dos Santos) e Rindo e chorando (Osvaldo Vasques e Buci Moreira). De 1934 são os sucessos Questão de raça (Francisco de Freitas e Zeca Ivo) e Lili (Kid Pepe e Benedito Lacerda).
Em 1935 faz sucesso com Vou fazer uma pergunta (Cristóvão de Alencar e Nássara). Nesse mesmo ano, assinou contrato com a Rádio Cruzeiro do Sul onde permaneceu até 1938, quando fez uma excursão a São Paulo apresentando-se na Rádio Cosmos e seguindo depois para Minas Gerais, onde apresentou-se na Rádio Inconfidência. Trabalhou também nas Rádios Educadora e Mayrink Veiga. Ainda nesse ano, gravou os sambas Saudade (Cristóvão de Alencar e Pedro Pinto) e Remexe as cadeiras baiana (Cristóvão de Alencar e Sílvio Pinto).
Em 1937, seriam gravadas as marchas Eu vou mandar fazer (Mário Lago e Martinez Grau) e Quem é o homem (Ary Barroso), esta em dueto com Alzirinha Camargo . Em 1939, gravou os sambas Ela foi e não voltou (Zé Pretinho e César Brasil) e Estou sentido com você (Zé Pretinho e Romeu Gentil). No mesmo ano, gravou de Ary Barroso a valsa Amar (Mentira de amor).
São de 1941 as gravações de Quem sabe não és a colombina (marcha de Pedro Caetano e Alcir Pires Vermelho) e do samba Com você e sem você (Amaro Silva e Nelson Teixeira). Em 1942, conquistou grande sucesso no carnaval com a marcha Eu quero ver é a pé (Mário Lago e Roberto Roberti), gravada em novembro do ano anterior em disco, no qual constava ainda o samba Bota a Maria na roda (Roberto Martins e Cristóvão de Alencar). Em 1943, seriam gravadas a marcha Conversa pra siri e o samba Do mundo nada se leva, ambas de Russo do Pandeiro e Valfrido Silva. Em 1944, gravou de Sá Róris e Valfrido Silva a marcha Filha do cacique.
Participou dos filmes Futebol em família (cantando a valsa Sonho de amor não morre), Bonequinha de seda, Jangada, Laranja da China, Entra na farra e de números musicais no filme Abacaxi azul.
Em 1946, resolveu parar de cantar e seguiu com a carreira de radialista, tornando-se locutor e produtor de programas na Rádio Clube. Atuou, ainda, como locutor esportivo. Sua produção radiofônica mais famosa foi o programa "Pescador de estrelas", onde foram revelados nomes como Zezé Gonzaga, Jamelão, Ângela Maria, Dóris Monteiro, Norma Suely, Altamiro Carrilho, Miriam de Souza, Alaíde Costa, Marisa, Dalva de Andrade, Ellen de Lima, Humberto Martins, Marilena Cairo e os locutores Jair Amorim, Oswaldo Sargenteli, Américo Vilhena, Décio Luiz e Walter Luiz. Encerrou sua carreira como diretor da Rádio Mundial, antiga Rádio Clube.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Raul Sampaio

Raul Sampaio (Raul Sampaio Cocco), cantor e compositor, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim em 06 de julho de 1928. É filho de Fanny Sampaio Cocco e José Cocco. Foi aluno dos colégios Liceu Muniz Freire, Bernardino Monteiro e Escola Técnica de Comércio, todos em Cachoeiro.
Sua vida artística começou na ZYL-9, Rádio Cachoeiro, como solista do conjunto Dois Valetes e uma Dama. Em 1949 mudou-se para o Rio de Janeiro, dedicando-se ao comércio até 1952, quando passou a integrar o conjunto Trio de Ouro.
Sua primeira música de sucesso foi Guarda-chuva de pobre. Autor de mais de 200 composições musicais, teve como parceiros Herivelto Martins, Benil Santos, e outros. Raul Sampaio atuou na Rádio Nacional e, pela sua projeção no Rio de Janeiro, principalmente com as músicas Rio Quatrocentão e Rio eterna Capital, recebeu o título de Cidadão do Estado da Guanabara.
Recebeu o título de Cachoeirense Ausente em 1969. O título é a honra máxima de Cachoeiro. Só é concedido uma única vez por ano, ao cidadão nascido nesta cidade que, deixando sua terra, lá fora, tenha prestado relevantes serviços como foi torná-la mais conhecida no Brasil e no Mundo.
É o autor da letra e música do Meu pequeno Cachoeiro. A canção, depois interpretada por Roberto Carlos, em gravação do ano de 1969, é um dos grandes sucessos nacionais de todos os tempos. Outros sucessos de sua autoria: A carta (com Benil Santos), Canção da rua (c/Benil Santos), Estou pensando em ti (c/Benil Santos), Lembranças (com Benil Santos), Meu pranto rolou (com Benil Santos e Ivo Santos), Onde estás agora? (com Benil Santos), Quem eu quero não me quer (com Benil Santos), Revolta (com Nelson Gonçalves).

Tito Madi

Tito Madi

Tito Madi (Chauki Maddi), compositor e cantor nasceu em Pirajuí/SP em 18/7/1929. Começou a interessar-se por música por influência do pai, tocador de alaúde, e dos irmãos, que tocavam violão e bandolim. Aos seis anos, dedilhava violão e aos dez já tocava e cantava nas festas do grupo escolar de Pirajuí.
Por essa época, criou, com os irmãos, o serviço de alto-falantes A Voz de Pirajuí e quando da inauguração da rádio local, foi chamado a colaborar, junto com os irmãos. Aos 18 anos já era um dos diretores da Rádio Pirajuí, onde fazia de tudo um pouco: era locutor, escrevia textos de programas, criava textos de publicidade e, de vez em quando, cantava.
Em 1949 compôs sua primeira música, Eu espero você, e no ano seguinte organizou, ainda na cidade natal, o conjunto de amadores Estudantes Alegres. Na mesma época, servindo no tiro-de-guerra, organizou dois shows musicais e desde então começou a se dedicar à música.
Durante dois anos, a partir de 1952, atuou como cantor na Rádio e TV Tupi, de São Paulo/SP, e em 1953 teve sua primeira composição gravada, a valsa Eu e você, interpretada pelo conjunto vocal Os Quatro Amigos, liderado por Sidney Morais, que depois dirigiu o conjunto Os Três Morais.
Em 1954 gravou Não diga não e Pirajuí (ambas com Georges Henri), pela Continental, com arranjo do maestro Luís Arruda Pais, recebendo por esse disco o título de Cantor Revelação do Ano. Transferiu-se para o Rio de Janeiro/RJ, ainda nesse ano, passando a cantar com o pianista Ribamar, no ano seguinte, em diversas boates cariocas, como Jirau, Little Club, Texas e Cangaceiro.
Por intermédio de Teófilo de Barros Filho, conseguiu um contrato com a Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, e continuou gravando pela Continental, lançando, em 1956, Senhorita e Eu voltei, acompanhado pelos Garotos da Lua e As Três Marias.
Convidado, em 1957, para participar dos festejos de aniversário da Rádio Farroupilha, em Porto Alegre/RS, compôs lá uma música de inspiração local, Gauchinha bem querer, que gravou a seguir com Chove lá fora, composição de sua autoria que atingiu as paradas de sucesso e que lhe assegurou quase todos os prêmios de melhor compositor daquele ano, tendo recebido, entre outros, o Disco de Ouro oferecido pelo jornal carioca O Globo, medalhas dos Diários Associados e da Revista do Rádio, esta recebida diretamente das mãos do presidente Juscelino Kubitschek.
Chove lá fora, com o titulo It’s Raining Outside, destacou-se também nos EUA, tendo sido gravada por Della Reese e The Platters, conjunto norte-americano que lançou num LP (um milhão de cópias vendidas) duas outras músicas suas: Quero-te assim (I Wish) e Rio triste (Sad River), todas com letras em inglês de Buck Ramm.
Tendo rescindido, em 1956, o contrato com a Rádio e TV Tupi, passou a trabalhar como cantor independente e, em 1957, gravou Fracassos do amor (com Milton Silva) e Cansei de ilusões. Dois anos depois, quando gravou o LP Sua voz.., suas composições, deixou a Continental, transferindo-se sucessivamente para a Columbia (onde gravou cinco LPs até 1964), Odeon, onde gravou um de seus maiores êxitos, Balanço Zona Sul, RCA e Odeon novamente, onde gravou uma série de LPs de sucesso, A Fossa, em quatro volumes.
Entre os seus maiores sucessos destacam-se ainda Menina moça (Luís Antônio) êxito em 1964, Carinho e amor, Canção dos olhos tristes, Sonho e saudade, Amor e paz e Chove outra vez (com Romeu Nunes). Em 1987 fez temporada no restaurante Via Brasil, em New York, EUA. Gravou 34 LPs e 10 CDs, o último disco em 1996.
Letras e cifras:
Obras:
Amor e paz, samba, 1964; Balanço Zona Sul, samba, 1965; Cansei de ilusões, samba, 1957; Canto do engraxate, samba, 1957; Carinho e amor, samba, 1960; Chove lá fora, samba, 1957; Encontro no sábado (c/ Georges Henri), valsa, 1955; Eu e você, valsa, 1953; Fracassos de amor (c/Milton Silva), samba, 1957; Gauchinha bem-querer, samba, 1957; Não diga não (c/Georges Henri), samba, 1954; Olhe-me, diga-me, samba-canção, 1958; Pirajuí (c/Georges Henri), samba, 1954; Senhorita, valsa, 1956. CDs: Brasil samba-canção (c/Dóris Monteiro). 1996, Sony 479357; Tito Madi, 1996, Sony 866190.

Blecaute

Blecaute (Otávio Henrique de Oliveira) , cantor e compositor nasceu em Espírito Santo do Pinhal SP, em 05/12/1919, e faleceu no Rio de Janeiro, em 9/2/1983. Órfão de pai e de mãe, aos seis anos foi levado para São Paulo SP, onde trabalhou como engraxate e entregador de jornais.
Estreou como cantor em 1933, no programa de calouros A Peneira de Ouro, da Rádio Tupi, e oito anos depois começou a atuar na Rádio Difusora, adotando, por sugestão do Capitão Furtado, o nome de Black-Out, abrasileirado pela imprensa para Blecaute. Entre 1942 e 1943 foi para o Rio de Janeiro RJ, contratado pela Rádio Tamoio, atuando também na Mauá e Nacional.
Em 1944 participou como cantor do filme Tristezas não pagam dívidas (direção de José Carlos Burle e J. Rui) e gravou seu primeiro disco, com Eu agora sou casado (Cristóvão de Alencar e Alcebíades Nogueira). Obteve grande sucesso no Carnaval de 1949 com O Pedreiro Valdemar (Wilson Batista e Roberto Martins), mas o maior êxito de sua carreira ocorreria com o samba General da banda (Tancredo Silva, Sátiro de Melo e José Alcides), lançado no Carnaval do mesmo ano, que lhe valeu o apelido de "general da banda", com o qual passou a ser conhecido.
Consagrado como cantor de sucessos carnavalescos, destacou-se em 1951 com Papai Adão(Armando Cavalcanti e Klecius Caldas) e em 1952 com Maria Candelária (da mesma dupla). Dois anos depois, obteve grande êxito com Piada de salão e em 1955 com Maria Escandalosa (também dessa dupla), fazendo sucesso em 1959 com Chora, doutor (de J. Piedade, Orlando Gazzano e J. Campos).
Repetindo seu êxito nos carnavais, em 1963 destacou-se com o Samba do Iê-Iê-Iê (Estanislau Silva,William Duba e Rosa de Oliveira) e dois anos depois com Quero morrer no Rio, lançando em 1969 Bloco de Banana (de sua autoria), e em 1971 Teresinha Copa70 (Marli de Oliveira e Gatinho).
Além de cantor, também compôs algumas músicas, como Natal das crianças e Iansã, esta lançada no Carnaval de 1973. Gravou dois LPs, um pela Odeon, É para todo mundo cantar, e outro pela Polydor, Na boca do povo.
CDs: Carnaval - Sua história, sua glória, vol. 9, 1993, Revivendo RVCD-034; Carnaval - Sua história, sua glória, vol. 11, 1994, Revivendo RVCD-059.

Bob Nelson

Bob Nelson (Nelson Pérez), cantor e compositor, nasceu em Campinas, SP, em 12.10.1918, sendo o 6º dos oito filhos de José Pérez, espanhol, ferroviário da Mogiana e dono do Hotel Dalva, e de D. Floresmina. Fez o grupo escolar que funcionava em anexo à Escola Normal e formou-se contador na Escola de Comércio São Luiz. Em sua família só ele teria pendores artísticos.
Com 11 anos já trabalhava no comércio. Depois entrou na Mogiana, apenas para atender ao desejo do pai, foi contador da Armour e caixeiro-viajante. Iniciou-se como crooner da Orquestra Julinho e cantor-solista do Grupo Cacique, que apresentava na Rádio Educadora de campinas (PRC-9), nas pegadas do Bando da Lua e dos Anjos do Inferno, e era formado, além dele, por Paulinho Nogueira e seu irmão Celso, Armando do Couto, primo dos dois e médico, Aimoré dos Santos Matos, oficial, e pelo professor Enéas.
Quando Carmen Miranda se apresentou em Campinas, em 1939, lá estavam eles acompanhando a Pequena Notável. Uma noite, depois de assistir ao filme Idílio Nos Alpes, no Cine Rink, na rua Barão de Jaguara, por brincadeira, começou a se comunicar com um amigo à maneira das montanhas do Tirol, como o cowboy-cantor Gene Autry, com menos perfeição, já vinha fazendo. Aquilo fez vibrar as mocinhas que passavam.
Durante a semana, para viver percorria a Central do Brasil como vendedor das meias Ethel, que ninguém comprava devido ao preço. Uma noite, em Taubaté, cantou no serviço de alto-falante uma adaptação que tinha feito de Ó Suzana. Agradou demais e foi estimulado a ir à Hora da Peneira Rodine, na Rádio Cultura de São Paulo. Vai com o amigo Paulo, que fica com o 2º lugar, com Lábios que beijei, e ele, com Ó Suzana, com o 1º, repartindo entre si, conforme o combinado, os prêmios, 100 e 50 cruzeiros respectivamente, ou seja, 75 para cada um. Aí resolve ficar por São Paulo, tornando-se um "calouro profissional".
Quando canta, sempre Ó Suzana, no programa Calouros do Chá Ribeira, na Rádio Tupi, o diretor Dermival Costalima o contrata a 300 cruzeiros por mês. Numa reunião de diretores, fica decidido que Nelson Pérez positivamente não era nome de cowboy. Um diretor, folheando uma revista de cinema, dá com o nome de Robert (Bob) Taylor, grande galã da época. Costalima tem o estalo: "Bob Nelson!". Nessa ocasião, Assis Chateaubriand, todo-poderoso dono das Associadas, estava empenhando em homenagear, na Tupi, o oficial-comandante americano do Atlântico Sul. Teve uma de suas idéias: "Rapaz, pegue este dinheiro, vá à loja Sloper e compre uma roupa completa de cowboy. E cante Suzana, pois o homem é do Texas!" "- O americano gostou tanto que subiu no palco para abraçar. Ele era muito alto. Abracei ele no joelho!"
Com um repertório ampliado, nesse mesmo ano de 1943, vai atuar no Cassino Ahú, de Curitiba, a 300 cruzeiros por noite. A seguir faz todo o circuito das bases militares, até Natal e Fernando de Noronha. Na volta, Ziembinski o convida para ir ao Rio de Janeiro, onde atua na Rádio Tupi e no Cassino Atlântico, a 500 cruzeiros por noite, com mais sucesso até que Gregorio Barrios e Libertad Lamarque. Como a Tupi ficasse em atraso de pagamento por quatro meses, tenta leiloar nos corredores, com colegas, seus vales e é expulso pelo diretor. Assis Chateaubriand, que o chamava de "cowboy sem cavalo", chega pouco depois e dá-lhe razão: "Atrasou, não pagou, faz leilão dessa porcaria!"
Haroldo Barbosa sem demora o recomenda a Victor Costa, diretor da Nacional. Mesmo já sabendo de seu sucesso, quer testá-lo num programa de auditório. Não deu outra: contrato imediato. Daí em diante o Vaqueiro Alegre, seu slogan, faz-se astro do disco e da Rádio Nacional, emendando um sucesso após outro como Boi Barnabé (com Afonso Simão), Eu tiro o leite (com Sebastião Lima), Minha linda Salomé (Denis Brean e Vitor Simon), Te agüenta, Mané (com Almeida Rego) e Catulé (com Murilo Latini), e sua adaptação de Ó Suzana, gravada na Victor e depois lançada nos EUA.
O Brasil também o conhece através do cinema: Este Mundo É Um Pandeiro (1946), Segura Essa Mulher (1946), É Com Este Que Eu Vou (1948), no qual canta Como É Burro O meu Cavalo! , e Estou Ai? (1949).
Muito depois, em 1970, faria papel de padre em Vale do Canaã, sob a direção de Jece Valadão. Casa-se com Antonietta Leal Perez, em 1950, e têm dois filhos, Nelson Roberto e Eduardo José, e dois netos, Luciana Antonela e Victor Eduardo. Deixando de cantar, continua na Rádio Nacional, como secretário do departamento jurídico e diretor do departamento de gravações.
Na Nacional aposenta-se em 1976, depois de 26 anos ininterruptos de trabalho na estação. Jamais pararia, contudo, de trabalhar. É representante de produtos ópticos, percorrendo todo o Brasil para promover as vendas, e sempre disposto a se apresentar artisticamente, com a mesma disposição e a mesma capacidade de conquistar qualquer platéia.
Fontes: Revivendo Músicas - Biografias; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Caco Velho

Caco Velho

Caco Velho (Mateus Nunes), cantor, instrumentista e compositor, nasceu em Porto Alegre/RS, em 12/3/1909, e faleceu em São Paulo, em 14/9/1971. Era filho de um violonista amador, trabalhou como auxiliar de mecânico na Editora Globo e desde cedo se interessou pelo samba.
Estreou, em 1932, na Rádio Gaúcha, como pandeirista do Regional de Piratini, conjunto no qual foi também crooner e tocou piano, baixo e bateria. Nessa época, apresentou-se em rádios e boates em Montevidéu, Uruguai, e Buenos Aires, Argentina, cantando sempre uma música de que gostava muito - Caco velho (Ary Barroso), que originou seu apelido.
Mudou-se para São Paulo em 1940, ingressando na orquestra de J. França e atuando no Cassino OK. Descoberto por Dermeval Costa Lima em 1943, foi levado para a Rádio Tupi, tornando-se cantor muito popular e passando a ser conhecido como "o homem com uma cuíca na garganta", por imitar o som de cuíca em vocalizações.
Gravou pela primeira vez, em disco Odeon de 78 rpm, em 1944, cantando os sambas Briga de gato (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins) e Maria caiu do céu (com Nilo Silva).
Na Continental gravou os sucessos: em 1945, o samba Bombocado (Denis Brean); em 1946, um de seus grandes sucessos, o samba Meu fraco é mulher (Matias da Cruz e Heitor Barros) e o samba É doloroso (Heitor Barros e Alfredo Borba), em 1948, Alegria de pobre (Ciro de Souza).
Trabalhou também em cinema, participando dos filmes Carnaval Atlântida (de José Carlos Burle, 1952), Mulher de verdade (de Alberto Cavalcanti, 1954) e Carnaval em lá maior (de Ademar Gonzaga, 1955).
Ainda na Rádio Tupi, apresentou-se como crooner do conjunto de Robledo e, depois, da orquestra de Georges Henri, com quem excursionou a Paris, França, em 1955. Desse ano até 1957, cantou no cabaré La Macumba, em Paris, e, de volta a São Paulo, abriu sua primeira casa noturna, Derval Bar.
Na década de 1960 teve outra casa de samba - Brazilian's Bar - e por 1966 partiu para São Francisco, E.U.A., ode ficou durante dois anos, com o conjunto do Brazilian's Bar, apresentando-se em boates e shows em universidades.
Seguiu para Lisboa, Portugal, em 1968, onde fez apresentações em teatros, rádio e televisão.
Voltando a São Paulo, em 1970 passou a atuar nas boates Jogral e Mondo Cane, e no ano seguinte inaugurou nova casa de samba, Sem Nome Drinks. Participou, em 1971, do programa Som Livre Exportação, na TV Globo.
Como compositor destacou-se com Mãe preta (com Antônio Amabile), Barco negro (ambos gravados pela portuguesa Amália Rodrigues), Não faça hora, outro grande êxito em sua interpretação, e Não bobeie Kalamazu, gravada pelos Namorados da Lua.

Ney Matogrosso

Ney Matogrosso

Ney Matogrosso (Ney de Souza Pereira), cantor, nasceu em 1º de agosto de 1941 em Bela Vista, no Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai, e aos 17 anos entrou para a Aeronáutica, indo mais tarde trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Base de Brasília.

Pouco mais tarde começou a cantar em um quarteto vocal e participou de um festival universitário, depois do que enveredou para a carreira artística, querendo ser ator de teatro. Com esse objetivo foi para o Rio de Janeiro em 1966, onde virou hippie e passou a viver da venda de peças de artesanato. Trabalhou como iluminador na Sala Cecília Meireles. Fez a iluminação de vários grandes shows, como por exemplo, Paratodos, de Chico Buarque.

Em 1971 mudou-se para São Paulo, adotou o nome artístico Ney Matogrosso e passou a integrar o grupo Secos e Molhados, que, em apenas um ano e meio de vida, tornou-se um fenômeno, vendeu mais de um milhão de discos e se desfez. Ney projetou-se com o sucesso da banda, chamando a atenção por sua voz e por seu desempenho sempre teatral no palco.

Com o fim do grupo em 1974, seguiu uma carreira individual de sucesso, gravando então o LP Tercer mundo, pela Continental, mesma gravadora do LP Água do céu-pássaro, lançado no ano seguinte. Por essa época, fez shows no Rio de Janeiro e em São Paulo e trabalhou com Astor Piazzola em Milão, Itália, gravando um compacto duplo com ele e seu grupo. Ainda pela Continental lançou os dois LPs posteriores: Bandido (1976) e Pecado (1977). Pela WEA, lançou o LP Feitiço, em 1978.

No ano seguinte, com o show Seu tipo, pretendeu mudar a imagem andrógina e espalhafatosa, mas a tentativa não deu certo. Gravou o LP Seu tipo, WEA. Lançou em 1980 o LP Sujeito estranho, WEA. No ano seguinte, o disco Ney Matogrosso, Ariola, incluiu América do Sul (Paulo Machado) e Coubanakan (Moisés Simon, Sauvat e Champfleury) e ganhou um Disco de Ouro.

Em 1982 fez sucesso com o show Matogrosso, no Canecão, Rio de Janeiro, com destaque para Deixar você (Gilberto Gil) e Tanto amar (Chico Buarque). Gravou Matogrosso, Ariola.

Em 1983, já tendo lançado 8 LPs individuais, e recebido quatro prêmios, sendo dois Discos de Platina e dois Discos de Ouro, fez sua primeira tournee européia, que teve como ponto de partida o Festival de Jazz de Montreux (Suíça). Também nesse ano comemorou 10 anos de carreira, com o LP Pois é, Ariola.

Em 1984, numa iniciativa pioneira, alugou a lona do Circo Tihany e fez o espetáculo Destino de aventureiro, que ficou 5 meses em cartaz no Rio de Janeiro e depois correu o Brasil. Gravou pela Barclay o LP homônimo, que tambem recebeu Disco de Ouro e de Platina. Depois de dois anos sem gravar, voltou em 1986 com o LP Bugre.

Em 1990 lançou o disco A flor da pele, com Rafael Rabelo (Som Livre). A biografia Ney Matogrosso — um cara meio estranho, da jornalista Denise Pires Vaz, foi lançada em 1992-1993. Dirigiu o Prêmio Sharp de 1993, feito em homenagem a Ângela Maria e Caubi Peixoto. Em 1994 lançou As aparências enganam, com o grupo Aquarela Carioca (Polygram).

Em 1995 fez tournee pelo Brasil cantando o repertório de Ângela Maria, gravado no disco Estava escrito (Polygram). Gravou em 1996 Um brasileiro, disco dedicado a obra de Chico Buarque (Polygram). Em 1997 lançou pela Polygram o CD O cair da tarde, tributo a Villa-Lobos e Tom Jobim. Apresentou-se em shows de lançamento do CD com o pianista Leandro Braga e o grupo Uakti.
Confiram mais detalhes sobre este excelente intérprete da MPB em seu Site Oficial.
Algumas letras e músicas cifradas:

Cândido Botelho

Cândido Botelho (Cândido de Arruda Botelho), tenor, nasceu em São Paulo/SP em 24/2/1907 e falceu em 20/4/1955. Cursando o terceiro ano de direito, começou a estudar canto com Carlos Alves de Carvalho, no Rio de Janeiro.
Gravou em 1929 seu primeiro disco na Colúmbia com as modinhas Canção da felicidade (Barroso Neto) e Canção do violeiro (Lorenzo Fernandez). Com bolsa de estudos do governo do Estado de São Paulo, foi aluno de Vera Janacopulos em Paris, França, e de Morini, em Roma, Itália.
Intérprete preferido de Villa-Lobos em Paris, apresentou-se, em novembro de 1929, na sala Gaveau, ao lado de Monteiro da Silva e Leônidas Autuori, por ocasião da Semana Brasileira. De volta ao Brasil, exibiu-se ao lado da esposa, a pianista Maria do Carmo Monteiro de Arruda Botelho. Contratado pela Rádio Tupi no início da década de 1930, tornou-se conhecido como “A Voz Apaixonada do Brasil”. Como homenagem ao centenário de Carlos Gomes, gravou Mamma dice e Mon bonheur, desse compositor.
Em 1937, no Rio de Janeiro, atuou na Rádio Nacional e Rádio Jornal do Brasil, apresentando-se diariamente no programa A Hora do Brasil; em novembro de 1938, estreou no Teatro República e, no mês seguinte, na Rádio Mayrink Veiga. De 1931 a 1938, continuou a gravar canções populares na Columbia, como a embolada Passarinho verde (motivo popular), as modinhas Viola quebrada (Mário de Andrade), Quem sabe? (Carlos Gomes e Bittencourt Sampaio) e Conselhos (Carlos Gomes), além de algumas versões.
A partir de 1939 passou a gravar na Odeon, gravadora pela qual lançou em 1940 as marchas Fla-Flu (Haroldo Lobo e David Nasser) e Maria Antonieta (Haroldo Lobo e J. Cascata). Em setembro de 1939, na peça Joujoux et balangandans, de Henrique Pongetti, interpretou, entre outras canções, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, passando a dedicar-se ao samba, sem abandonar o canto lírico.
A 16 de fevereiro de 1940 estreou no Cassino da Urca, ao lado de Aurora Miranda, Grande Otelo, Mesquitinha, Manuel Pera e Anjos do Inferno, em O circo, quadros de motivos nacionais. Em junho desse ano foi para os E.U.A., como representante da música brasileira na Feira Mundial de New York. Consagrado como A Voz do Brasil, foi contratado por dois meses pela National Broadcasting Company.
Em fevereiro de 1941 retornou ao Brasil e logo seguiu para Buenos Aires, Argentina, como contratado do programa Hora do Brasil, da Rádio Municipal, atuando, nessa ocasião, com a orquestra de Radames Gnatalli. Regressou ao Brasil em 1941, voltando a se apresentar na Rádio Tupi, de São Paulo, e em inúmeras cidades do Brasil e do exterior. Em julho de 1941 participou da segunda versão de Joujoux et balangandans, no Teatro Municipal, do Rio de janeiro, e gravou a valsa Canta, Maria, seu maior sucesso, e os sambas Cena da senzala e Brasil moreno, todas de Ary Barroso. Gravou, entre outras, Berceuse da onda, de Lorenzo Fernandez, e Canção brasileira, de Francisco Mignone.
Atuou nos filmes Maridinho de luxo (1938), de Luis de Barros, e Joujoux et balangandans (1939), de Amadeo Castellaneto, filmagem da primeira versão da peça, na qual interpretou seis quadros Abandonou a carreira artística em 1942 para só retomá-la no curto período de 1951 a 1952, quando gravou seis músicas pela Continental.