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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Carolina Cardoso de Meneses

Carolina Cardoso de Meneses, instrumentista e compositora, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 27/05/1916 e faleceu em 31/12/2000. Filha do pianista Osvaldo Cardoso de Meneses, começou a estudar piano aos 13 anos com Zaíra Braga e depois com Gabriel de Almeida e Paulinho Chaves. Formou-se em teoria e solfejo pelo I.N.M. (Instituto Nacional de Música), em 1930, estudando a seguir harmonia com seu primo Newton Pádua.
Ainda nesse ano, participou da histórica gravação do samba Na Pavuna (Almirante e Homero Dornellas), estreando realmente como profissional na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, passando depois por várias emissoras, como a Rádio Educadora, Philips e Mayrink Veiga.
Gravou sua primeira composição, em 1932, pela Odeon: o fox Preludiando; e em 1935 transferiu-se para a Rádio Tupi, indo nove anos depois para a Nacional, onde ficou até 1968, quando se aposentou.
Em 1942 gravou três 78 rpm com Garoto, sob o título Garoto e Carolina. Complementando a tarefa iniciada por Ernesto Nazareth, ajudou a adaptar o chorinho para piano, como no seu LP gravado sob etiqueta Sinter Música de Ernesto Nazareth.
Compôs diversos sambas, choros, foxes e baiões, destacando-se na sua obra Aquela rosa que você me deu (com Armando Fernandes), marcha-rancho defendida por Ellen de Lima e classificada em segundo lugar no II Concurso de Músicas de Carnaval, promovido em 1968 pela Secretaria de Turismo do Estado da Guanabara.
Outros sucessos seus: Aquela rosa que você me deu, marcha-rancho (1967); Ausência, fox (1938); Caboclinha (com Osvaldo Cardoso de Meneses), choro (1933); Comigo é assim, choro; Era tão lindo o meu amor, canção (1932); Esquina da vida (com Armando Fernandes), samba (1954); Eu e ela, samba (1958); Mentiras (com René Bittencourt), bolero (1958); Nós dois (com A Fernandes), samba (1954); Nosso mal, samba (1953); Papai Noel (com Jorge André), canção (1931); Pombo-correio, choro (1931), e Preludiando, fox (1932).
A partir da década de 70 diminuiu suas atividades artísticas. Em 1997 gravou um CD com clássicos como Odeon (Ernesto Nazareth), Lamento (Pixinguinha) e Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu) e composições de sua autoria.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira: erudita, folclórica e popular. Popular. São Paulo, Art Editora.

Dilu Melo

Dilu Melo (Maria de Lourdes Argolo Oliver), cantora, compositora e instrumentista, nasceu em Viana/MA, em 25/9/1913 e faleceu em no Rio de Janeiro/RJ, em 27/4/2000. Criada em Porto Alegre/RS, aos 13 anos ganhou medalha de ouro num concurso de piano, autando depois em algumas rádios.

Em 1938 foi para o Rio de Janeiro, estreando na Rádio Cruzeiro do Sul, surgindo então convite para apresentar-se na Rádio Kosmos de São Paulo. No mesmo dia da estréia, gravou um disco na Colúmbia, cantando as músicas Engenho d’água (com Santos Meira) e Coco babaçu (sua autoria). Depois, a serviço do Ministério da Educação, apresentou nossa música folclórica em vários Estados, bem como na Argentina, onde morou 2 anos.

Em 1944 gravou na Continental o segundo disco, também com músicas suas, o coco Sapo cururu e o xótis Fiz a cama na varanda (com Ovídio Chaves), esta o seu maior sucesso, regravada também em outros países. Atuou no Cassino Atlântico e foi contratada da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Como compositora, editou 98 músicas.

Em 1947 seu corrido Meu cavalo trotador (com Ademar Pimenta), gravado pelos Trigêmos Vocalistas, também fez sucesso no exterior. Em 1949 obtiveram êxito a canção Rolete de cana (com Osvaldo Santiago) e o jongo Conceição da praia (com Oldemar Magalhães), gravado por Marlene.

No total, gravou dez discos em 78 rpm, com 20 músicas, mais o LP Quadros brasileiros (1955, Odeon). Foi professora de dicção, empostação, danças folclóricas e história da música. Também escritora de peças infantis.

CDs: Músicas brasileiras vol. 3, 1994, Revivendo RVCD 075; Marlene, meu bem, 1996, Revivendo RVCD 107.

Dora Lopes

Cantora e compositora carioca, fugiu de casa aos 14 anos para cantar no rádio. Em 1949 foi descoberta no programa de calouros de Ary Barroso e não parou mais de cantar e se apresentar, freqüentemente ao lado de Dalva de Oliveira, Marlene e Emilinha Borba.
Trabalhou nas rádios Nacional e Mayrink Veiga, fez turnês pela Europa e mais tarde radicou-se em São Paulo, onde morou até morrer. Algumas de suas músicas mais conhecidas foram Amor Proibido, Pó-de-Mico, Ponto de Encontro, Velório de Sambista e Samba da Madrugada. Faleceu em 24/12/1983. (Fonte: CliqueMusic)
Enciclopédia da Gíria (o Disco)
Raramente lembrada entre as cantoras/autoras da MPB, a carioca Dora Lopes de Freitas teve prestígio na época áurea do rádio e emplacou alguns sucessos de sua lavra, os sambas Toalha de Mesa, Ponto de Encontro e Samba na Madrugada e a marchinha carnavalesca Pó de Mico ("Vem cá seu guarda/ bota para fora esse moço/ que está no salão brincando/ com pó de mico no bolso").
Depois desviou-se para a área brega compondo para Agnaldo Timóteo, Edith Veiga e Waldik Soriano e participando como jurada do programa Raul Gil (a exemplo de Araci de Almeida no Sílvio Santos).
Dora, que em seu disco Testamento, de 1975 como um Nelson Cavaquinho de saias tematizava principalmente a morte, morreu praticamente esquecida (e endividada) em 1983, aos 62 anos. Nos seus epitáfios jornalísticos ninguém mencionou esse inacreditável disco, proveniente do selo Mocambo que deve ter sido gravado por volta de 1959 (não há qualquer informação na ficha técnica).
Do contrário, a cantora teria de ser incluída entre os primeiros militantes da bossa nova, especialmente pela faixa Tostão Não É Troco. De arquitetura dissonante, costura de violão, um breve scat singing e quebrada rítmica típica, a letra (e música) da cantora dispara: "você é quadrado/ você não casa no meu sincopado/ você é todo na pauta/ eu sou improviso/ eu sou bossa nova/ você é muito implicante/ o meu beijo é dissonante".
Além disso, na faixa título ela também injeta bossa nova no Dicionário de Gíria. No mais, o repertório diferentaço (que inclui outros autores obscuros como Ary Monteiro, Cesar Cruz, Zeca do Pandeiro, Arthur Montenegro, Franco Ferreira e o único razoavelmente conhecido, Aldacir Louro) traz o requebro dos sambas de gafieira coalhados de gírias de época.
"Manera a raça e joga recuado/ tenteia que afobado come cru/ vai ao local do desacerto e diz a umas e outras", aconselha Bom Mulato. "Micha essa banca de galã continental/ você não é baton pra estar em tudo que é boca", cobra Galã Continental. Em Falso Cabrito, a abertura é um boogie woogie cortado pela cantora irada: "neca de transviado, neca de rock’n’roll, isso tudo é de araque, o negócio é teleco-teco".
E engata um samba onde um certo Arnaldo é criticado por andar atrás das ninfetas. "Quem gosta de broto é cabrito", manda Dora com sua voz rasgada. Na Baiúca do Leleco quem faz gracinha "leva um teco". Ela confere a outro personagem o Diploma de Otário: "No seu bolso falta sempre 90 centavos pra um cruzeiro".
Já Conversando na Gíria demanda um Aurélio datado do ramo: "uns e outros não gostam da sua chinfra/ pode ser mão de cinza/ aperta seu passo major/ vá lá na muvuca/ faz a pedida na hora maior". (De)Morô, malandro? (Fonte: Tárik de Souza - CliqueMusic)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Heloísa Helena

Heloísa Helena (Heloísa Helena de Almeida Lima), cantora, compositora e atriz, nasceu em 28/10/1917 no Rio de Janeiro/RJ e faleceu em 19/06/1999. Filha e neta única, Heloísa desde criança demonstrou vocação artística. Seu pai, Otávio, era advogado e um alto funcionário da Prefeitura do Rio de Janeiro. Na infância, além das disciplinas normais, estudava com uma governanta o idioma inglês. Logo, começou a cantar e tocar violão.
Iniciou sua carreira na Rádio Mayrink Veiga. No começo cantava em inglês, já que dominava a língua como se fosse nativa dos Estados Unidos da América. Participou do filme Samba da Vida, primeiro musical de Jaime Costa, que passou a ser seu ídolo. Heloísa escrevia também.
Foi a primeira cantora a interpretar Carinhoso, de Pixinguinha, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Cantou também nos cassinos da Urca, Copacabana e Atlântico. A embaixada dos Estados Unidos fez na época um intercâmbio cultural com o Brasil e Heloísa Helena acabou indo para New Orleans, permanecendo algum tempo.

Voltando ao Brasil, é convidada por Chianca de Garcia a ingressar na televisão, em 1951, na então recém-inaugurada TV Tupi do Rio. Participou de vários teleteatros, entre os quais Um Bonde Chamado Desejo e A Rosa Tatuada. Começou também a ser apresentadora de programas de televisão.
Trabalhou depois por um tempo em Recife, mas quando voltou ao Rio, já para a Rede Globo, integrou o elenco de várias telenovelas de sucesso, entre as quais Verão Vermelho, Assim na Terra Como no Céu, Selva de Pedra (como Fanny, a divertida dona da pensão) , Pecado Capital, O Astro, Eu Prometo e várias outras. Heloísa Helena também se dedicou à direção de programas, como a versão brasileira do programa What's My Line?.

No cinema, participou de Mãos Sangrentas, Leonora dos Sete Mares, O Homem do Sputinik. Mas o que mais a enche de emoção é Independência ou Morte, filme nacional rodado em 1972 no qual interpretou Carlota Joaquina, mãe do príncipe D. Pedro I, vivido por Tarcísio Meira.
Fonte: Depoimento de Heloísa Helena ao Museu da Televisão Brasileira, em 16/12/1998.

Lina Pesce

Lina Pesce (Magdalena Pesce Vitale), compositora, instrumentista, nasceu em São Paulo/SP em 26/1/1913 e faleceu em 30/6/1995. Filha do maestro italiano Giacomo Pesce, que lhe deu as primeiras orientações musicais e muito a influenciou. Teve aulas de piano com Marcelo Buogo.
Em 1922 fez sua primeira composição, o tango-canção Quantas vezes, com letra em português escrita por seu pai, que assumiu o pseudônimo de Orfeu. São dessa mesma época seus tangos A vingança de Cupido, Compadrito, Esqueça-me, Fatalidad e Miente.
Em 1933 casou-se com Vicente Vitale, um dos fundadores da editora Irmãos Vitale, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu seus estudos de música, teoria, solfejo e harmonia com Lorenzo Fernandez e piano com Tomás Terán.
Em dezembro de 1937, ganhou o primeiro lugar no Concurso Oficial de Músicas Carnavalescas para 1938, promovido pela Divisão de Turismo e Divertimentos Públicos da Prefeitura de São Paulo, com a marcha Você gosta de brincar, gravada por Laís Marival em disco Columbia.
Em 1942 editou pela Irmãos Vitale seu choro Bem-te-vi atrevido, gravado pela organista norte-americana Ethel Smith e apresentada pela mesma no filme Dupla ilusão (Twice Blessed). A partir dessa aparição, a música ganhou novos registros nos EUA, e recebeu gravações na Argentina, Inglaterra, França, Itália, antiga U.R.S.S. e vários outros países.
No Brasil recebeu algumas dezenas de registros conhecidos, dos quais se destacam os de Irani Pinto, Carolina Cardoso de Meneses, Altamiro Carrilho, Sivuca e Heriberto Muraro. O sucesso inspirou-a a compor outros choros com nomes de pássaros: Pintassilgo apaixonado, Corruíra saltitante, Tangará na dança, Canarinho gracioso e Sabiá feiticeiro, todos editados nas décadas de 1940 e 1950 pela Irmãos Vitale e gravados por numerosos intérpretes, destacando-se Simonetti, Copinha, Carioca e Luís Americano.
Na década de 1950, compôs sambas-canções de grande aceitação, como Onde estará meu amor (gravado por Morgana,Dolores Duran, Elisete Cardoso e Agnaldo Rayol), Era uma vez (gravado por Carminha Mascarenhas e Morgana), Eu sou assim (gravado por Jairo Aguiar e Marion Duarte) e Este amor (gravado por Morgana e Paulo Queirós).
Em 1958, a Copacabana lançou um LP contendo exclusivamente composições suas executadas por Irani Pinto, intitulado Inspiração. No mesmo ano, ingressou na Academia Brasileira de Música Popular, possuindo até esse momento mais de 200 gravações divulgadas em diferentes países.
Em 1961 assinou contrato com a CBS, gravando como solista de piano três LPs: Valsas bem brasileiras (1961), com repertório de valsas de sua composição, Concerto em ritmo (1963), com clássicos da música erudita vertidos em ritmo dançante (os dois LPs com arranjos e regência de Lírio Panicalli), e Chorinhos bem brasileiros (1963), com arranjos e regência de Radamés Gnattali. A partir daí, afastou-se do meio artístico.
Em meados da década de 1970, voltou a residir em São Paulo, no bairro de Vila Mariana, restringindo suas aparições públicas a programas radiofônicos e reuniões musicais particulares, além de compor. Com a morte de Vicente Vitale, em 19 de setembro de 1980, abandonou definitivamente a carreira.
Obras: Baião concertante, baião, 1958; Bem-te-vi atrevido, choro, 1942; Canarinho gracioso, choro, 1958; Compadrito, tango, 1929; Corruíra saltitante, choro, 1948; Era uma vez, samba-canção, s.d.; Esqueça-me (c/Giacomo Pesce), tango, s.d.; Este amor, samba-canção, s.d.; Eu sou assim, samba-canção, s.d.; Miente, tango, 1929; Onde estará meu amor, samba-canção, 1958; Pintassilgo apaixonado, choro, 1947; Quantas vezes, tango-canção, 1927; Sabiá feiticeiro, choro, 1950; Tangará na dança, choro, 1942; Você gosta de brincar, marcha, 1939.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora - PubliFolha.

Linda Rodrigues

Linda Rodrigues, compositora e intérprete, foi uma das cantoras que mais celebraram a dor-de-cotovelo. Gravou pela primeira vez em 1945, pela Continental, os sambas Enxugue as lágrimas (Elpídeo Viana e Correia da Silva) e Abaixo do nível (Osvaldo dos Santos e Odaurico Mota).
Em 1946 gravou a marcha Atchim (J. Piedade e Príncipe Pretinho) e o samba Claudionor (Cândido Moura e Miguel Bauso). Em 1948 gravou a rumba Jack! Jack! Jack! (Haroldo Barbosae Armando Castro) e o samba Mais um amor, mais uma desilusão (José Maria de Abreu).
Em 1951 gravou pela Star o samba canção Os dias que lhe dei (Newton Teixeira e Airton Moreira) e o samba Raça negra (Ailce Chaves e Paulo Gesta). Em 1952 gravou o samba Lama (Paulo Marques e Alice Chaves), que veio a ser não apenas seu maior sucesso como um dos sambas-canções mais celebrados no repertório de fossa, e o bolero Nossos caminhos (Aírton Amorim e Nogueira Xavier).
Em 1953 gravou pela Sinter o samba Sombra e água fresca (Geraldo Mendonça e Russo do Pandeiro) e a marcha Bambeio mas não caio (Elvira Pagã, Ailce Chaves e Paulo Marques). Em 1954 gravou o samba Sereno cai (Raul Sampaio e Ricardo Galeno) e a marcha Tá tão bom (Três Amigos).
Em 1955 gravou pela Continental o samba Ninguém me compreende" de Peterpan e o samba-canção Vício de sua autoria e José Braga, com acompanhamento de Guaraná e sua Orquestra, que também se tornou um grande sucesso de sua carreira. No mesmo ano gravou pela Todamérica a marcha Rico é gente bem (Rebelo, Rupp e Ari Monteiro) e o samba Folha de papel (Paulo Marques, Sílvio Barcelos e Ari Monteiro).
Em 1956 gravou os sambas-canções Farrapo humano de sua autoria e Ailce Chaves e Queimei teu retrato (Noel Rosa e Henrique Brito). Em 1957 gravou os sambas Violeta (Mirabeau e Dom Madrir) e Recompensa (Tito Mendes, Nilo Silva e Osvaldo França). No mesmo ano gravou os sambas-canções Pianista, (Irani de Oliveira e Ari Monteiro) e Comentário barato (Jaime Florence e J. Santos).
Em 1958, gravou os sambas Chorar pra que (Aldacir Louro e Silva Jr.) e Quando o sol raiar (Mirabeau, Sebastião Mota e Urgel de Castro). No mesmo ano registrou ainda o samba Sereno no samba (Aldacir Louro e Dora Lopes) e o bolero Nada me falta de sua autoria e Aldacir Louro.
Em 1959 gravou pela RCA Victor o samba Tem areia de sua autoria e José Batista e a marcha Marcha da folia de sua autoria, Aldacir Louro e Silva Jr. Em 1960 gravou os sambas-canções Negue (Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos) e Tenho moral de sua autoria e Castelo. No mesmo ano gravou Companheiras da noite samba-canção de sua autoria, Ailce Chaves e William Duba.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Eunice Barbosa

Mãe do cantor Antonio Marcos e do compositor Mário Marcos. Sua primeira composição gravada foi Resumo, musicada por Mário Marcos e transformada em sucesso por Roberto Carlos. Entre diversos parceiros, fez composições com Mário Maranhão, Tivas, Neno Meyer e Zequinha Rodrigues.
Outros sucessos de sua autoria foram: Voa liberdade e Solidão de amigos com Jessé. Também teve composições gravadas por Gilliard, Zé Geraldo, João Mineiro e Marciano, Antonio Marcos, Dalvan, Sula Miranda e Chrystian e Ralf.
Discografia
Bom dia solidão em CAPRICHOSO - Nelson Ned (1984)
Canção do 3º milênio em TRIBUTO A LEANDRO - Leandro & Leonardo (1998)
De Belém a Pirapora em NALVA AGUIAR - Nalva Aguiar (1981)
Diga-me em CAPRICHOSO - Nelson Ned (1984)
Fim de primavera em FELICIDADE - Antônio Marcos (1976)
Há de ser por esta estrada em ZÉ GERALDO - Zé Geraldo (1981)
Intimidade em TODOS OS CAMINHOS - Antônio Marcos (1988)
Livro aberto em SOBRE TODAS AS COISAS - Jessé (1984)
Meu desejo em MULHER - Perla (1996)
Meu segredo em NASCE UM COMPOSITOR - João de Barro (1997)
O amor em CONTADOR DE ESTRELAS - Fábio Jr. (1999)
Olhai por nós em TODOS OS CAMINHOS - Antônio Marcos (1988)
Resumo em ROBERTO CARLOS - Roberto Carlos (1974)
Sedução em PÉROLAS - JESSÉ - Jessé (2000)
Solidão de amigos em PÉROLAS - JESSÉ - Jessé (2000)
Solidão de amigos em CAMINHO DO SOL - Amelinha (1985)
Solidão de amigos em O SORRISO AO PÉ DA ESCADA - Jessé (1983)
Solidão de amigos em JESSÉ - Jessé (1982)
Todos os caminhos em TODOS OS CAMINHOS - Antônio Marcos (1988)
Um grito pelos ares em JESSÉ - Jessé (1982)
Voa liberdade em PÉROLAS - JESSÉ - Jessé (2000)
Voa liberdade em O SORRISO AO PÉ DA ESCADA - Jessé (1983)
Voa liberdade em JESSÉ - Jessé (1980)
Fontes: CliqueMusic e Dicionário Cravo Alvim da Música Popular Brasileira.
Contribuição enviada por Larissa Carla Coelho em 03/01/2007.

Isolda

Isolda Bourdot nasceu em 9 de janeiro de 1957 na cidade de São Paulo-SP. Seu bisavô e avó maternos foram maestros e compositores. Desde criança interessou-se por artes em geral. Sua aproximação da música começou em brincadeiras com o irmão e futuro parceiro Milton Carlos, fazendo músicas e histórias para teatrinhos de boneca.
Queria ser jornalista mas, ainda na adolescência, começou a participar, juntamente com o irmão, de festivais de música, muito em moda nas décadas de 60 e 70, pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Ganharam alguns prêmios e assim que o irmão gravou seu primeiro LP como cantor em 1970, tornaram-se conhecidos e passaram a receber encomendas de músicas de alguns cantores que sentiram na dupla de irmãos grande sensibilidade artística.
Em 1973 através do amigo comum Eduardo Araújo, Roberto Carlos gravou Amigos amigos de Isolda e Milton. Foi o primeiro grande sucesso de público da dupla de compositores. Repetiu-se o sucesso no ano seguinte com o mesmo Roberto Carlos gravando Jogo de damas; no mesmo ano Roberto gravou Elas por elas e Wando gravou Na boca do povo, todas de Isolda e do irmão Milton; em 1976 novamente Roberto Carlos gravou com grande sucesso Um jeito estúpido de te amar e Pelo avesso; Milton Carlos gravou também da dupla Um acalanto, Uma valsa por favor, Último samba canção, Me mata e Vexame; ainda em 1976 Ângela Maria gravou Nunca mais e Agnaldo Rayol Eu levo uma cruz na corrente.
Dessa forma o sucesso da dupla de compositores foi sendo ampliado e reconhecido no meio musical brasileiro, principalmente pelas músicas gravadas por Roberto Carlos.
Prematuramente o irmão Milton faleceu num acidente em 1977; mesmo muito abalada com a morte do irmão e parceiro, Isolda compôs nesse mesmo ano sua primeira música sem a parceria do irmão: Outra vez que tornou-se seu grande sucesso na gravação de Roberto Carlos e que teria inúmeras gravações de outros artistas como Altemar Dutra, Simone, Emílio Santiago e outros além das gravações no exterior de Pepino de Capri, Armando Manzanero e Ray Conniff.
Nessa fase de músicas brasileiras populares, prevaleciam os versos geralmente muito românticos com apelos melodramáticos sobre a melodia de modo geral pobre. Isolda sempre se revelou compositora de imenso talento e sensibilidade muito apurada.
Apesar do grande sucesso alcançado através de 90 músicas compostas em parceria com o irmão e solo, Isolda sempre teve comportamento sóbrio e discreto, chegando mesmo a evitar contatos com a mídia.
O grande sucesso de Outra vez entre outras qualidades deve-se à maneira como Isolda com muita sensibilidade e talento escreveu os versos de modo que a maioria de quem viveu um grande amor gostaria de poder falar para sua ex-amada(o) e à magnífica interpretação de Roberto Carlos. "Outra vez" foi um dos maiores senão o maior sucesso da carreira do cantor Roberto Carlos.
Algumas músicas cifradas:

Leci Brandão

Leci Brandão

Leci Brandão, cantora e compositora, nasceu no Rio de Janeiro em 12 de setembro de 1944. Original da estrada da Portela, foi criada em Vila Isabel, concluindo o curso colegial no Colégio Pedro II. Começou a compor em 1963.
Cinco anos depois, quando funcionária da Companhia Telefônica, apresentou-se como compositora no programa de televisão A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti, obtendo primeiro lugar. Trabalhou em seguida em uma fábrica em Realengo e mais tarde conseguiu bolsa de estudos para cursar direito na Universidade Gama Filho, onde participou de dois festivais de música.
Em 1973, com o samba Quero sim (com Darci da Mangueira), na interpretação de Renata Lu, venceu o II Encontro Nacional do Compositor de Samba. Lançou em 1974 seu primeiro disco, um compacto duplo, para a gravadora Marcus Pereira, com as músicas de sua autoria Benedito de Lima, Deixa pra lá, Preferência e Quero sim. No mesmo ano entrou para a ala de compositores da Mangueira e seu samba-enredo obteve o segundo lugar.
Em 1975 classificou a música Antes que eu volte a ser nada, defendida por ela mesma, no Festival Abertura, da TV Globo, e lançou seu primeiro LP, Antes que eu volte a ser nada, pela Marcus Pereira. Gravou ainda os LPs Questão de gosto, 1976, Coisas do meu pessoal, 1977, Metades, 1979, Essa tal criatura, 1980.
Em seguida rescindiu seu contrato com a Polygram, ficando sem gravar por 5 anos. Nesse período, intensificou sua participação em campanhas políticas, realizou shows em defesa de minorias, apresentou-se no exterior a convite (Dinamarca, França, Angola), atuou no Projeto Pixinguinha ao lado da cantora Joyce. Voltou a gravar em 1985, com o LP Leci Brandão, pela Copacabana, e no ano seguinte retornou ao Projeto Pixinguinha, com o Grupo Fundo do Quintal.
Gravou em 1987 o LP Dignidade, com destaque para Só quero te namorar e Me perdoa, poeta e, em 1988, Um beijo no seu coração, que incluía Olodum força divina, sucesso em todo o Brasil.
Em 1990 recebeu dois prêmios Sharp pelo disco Cidadã brasileira. Em 1993 e 1995 lançou pela RGE os CDs Atitudes e Anjos da Guarda. Em 1996 transferiu-se para a gravadora Movieplay, lançando o CD Somos da mesma tribo.
Obras: Anjos da guarda, 1995; Antes que eu volte a ser nada, 1975; Atitude (c/Zé Maurício), 1993; Bate tambor (c/Zé Maurício), 1992; Benedito de Lima, 1974; Deixa pra lá, 1974; Preferência, 1974; Quero sim (c/Darci da Mangueira), samba, 1973; Só quero te namorar, 1987; Somos da mesma tribo (c/Dionísio Santos), 1996.
CDs: Somos da mesma tribo, 1996, Movieplay BS275; Sucessos de Leci Brandão, 1996, Copacabana 99102.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

Dona Ivone Lara

É tão cristalino quanto sua maravilhosa voz lírica, já elogiada nos anos 30 por Heitor Villa-Lobos, o merecimento de Dona Ivone Lara de trazer definitivamente incorporada ao nome a distinção honorífica.

Carioca nascida em 1921 (13 de abril), ela só se projetou como cantora e compositora profissional no início dos anos 70, cumprido já meio século de vida, uma experiência riquíssima que incluía as provações da orfandade na infância e a dedicação de enfermeira e assistente social formada e concursada, nessa condição auxiliar valiosa de Nise da Silveira, a médica pioneira na utilização da arte para o tratamento dos doentes mentais.
Dona Ivone também abriria caminhos: foi a primeira mulher a compor samba-enredo (seu currículo aqui é o de co-autora do clássico Cinco Bailes na História do Rio, constante de todas as listas de melhores da especialidade, e parceira de Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola, dois dos criadores que poderiam reivindicar a paternidade do gênero).
Compunha desde os 12 anos, quando ainda integrava corais infantis e escolares, alguns sob a direção de Lucila Villa-Lobos, a primeira mulher do gênio. Também ainda menina começou a tocar cavaquinho, quando ganhou o instrumento de presente de um tio, Dionísio, chorão de saraus freqüentados por nomes como Pixinguinha e Candinho Trombone.
O samba, em Dona Ivone, está nas veias e nas circunstâncias. Seu sogro, Alfredo Costa, foi presidente do Prazer da Serrinha, embrião do Império Serrano, e presidente também do próprio Império, escola da qual Dona Ivone é uma eloqüente representação (vê-la rainha do desfile principal, como em 1983, protagonizando a Mãe Baiana do enredo imperiano daquele ano, foi uma emoção inesquecível).
Durante anos, a jovem e então inédita sambista morou em casa ao lado da sede do Prazer da Serrinha. Nos primeiros tempos da sede do Império, quando mulheres ainda não eram admitidas na ala de compositores, ela mandava seus sambas à quadra por intermédio dos primos parceiros, Hélio e Antônio, este o Mestre Fuleiro, lendário diretor de harmonia da escola.
Hoje o principal parceiro na harmonia elaboradíssima das composições é Délcio Carvalho, também imperiano. O palco da estrela – oitentona conservada na voz privilegiada, no dengue natural de rosa faceira do povo e na miraculosa destreza dos passos do miudinho – é que se ampliou para muito além da Serrinha e de Madureira: Dona Ivone Lara é diva de agenda internacional repleta.
Moacyr Andrade - ENSAIO - 11/2/2002
Algumas músicas cifradas de Dona Ivone Lara:
Fonte: SESC SP

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Maria Toledo

Maria Toledo

Maria Toledo (Maria Helena de Toledo), cantora e compositora, nasceu em Belo Horizonte - MG em 30/6/1937. Iniciou a carreira aos dez anos, cantando em dupla com a irmã, Rosana Toledo, no programa Gurilândia, de Rômulo Pais, na Rádio Guarani, de Belo Horizonte.
Em 1951, a dupla desfez-se, quando se mudou para o Rio de Janeiro RJ, e só reapareceu em 1959, na TV Itacolomi, de Belo Horizonte, no programa Uma Voz ao Longe. Sua primeira gravação foi Me leva pra longe (com Luiz Bonfá), na RCA, em 1960. Entre seus parceiros, destacam-se Baden Powell, Chico Feitosa e Geraldo Vespar.
Casada com Luis Bonfá, viajou em 1962 para os EUA, onde gravou três LPs: Maria Toledo sings Bonfá, na etiqueta United Artist, em 1962; Jazz Samba Encore, cantando em português, acompanhada por Stan Getz, na Verve, em 1963; e Braziliana, com Luis Bonfá e o norte-americano Bob Scott, em 1965.
No ano seguinte participou do 1 FIC, da TV-Rio, do Rio de Janeiro RJ, com Dia das rosas (com Luís Bonfá), cantada por Maysa e classificada em terceiro lugar. Em 1967, no II FIC, da TV Globo, do Rio de Janeiro, apresentou duas musicas: Vem comigo cantar e Amada, canta (ambas com Luis Bonfá).
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Tia Amélia

Tia Amélia (Amélia Brandão Néri), instrumentista e compositora, nasceu em Jaboatão PE em 25/5/1897, e faleceu em Goiânia GO em 18/10/1983. A mãe era pianista e o pai maestro da banda da cidade, além de clarinetista e solista de violão. Começou a tocar piano de ouvido aos quatro anos de idade e aos seis passou a estudar música, dedicando-se somente aos clássicos, por imposição do pai.
Aos 12 anos compôs sua primeira música, a valsa Gratidão. Pensava em seguir a carreira de pianista, mas o casamento, aos 17 anos, e a oposição do marido a impediram. Morando em uma fazenda em Jaboatão, passou a tocar apenas em festas de amigos, dedicando-se ainda a estudar o folclore musical da região.
Aos 25 anos, ficando viúva com três filhos, decidiu tornar-se profissional e foi contratada pela Radio Clube de Pernambuco, em Recife, onde começou a fazer sucesso. Com a fama, e resolvida a esclarecer uma questão de direitos autorais surgida com a gravação, na Odeon, de uma composição sua sem autorização, viajou para o Rio de Janeiro, em 1929, sendo contratada para se apresentar em um concerto no antigo Teatro Lírico, onde teve grande êxito, passando a ser chamada “a coqueluche dos cariocas”.
Na Odeon, além de ter ganhado seus direitos autorais, foi convidada para gravar um disco, e a repercussão de sua apresentação levou-a a tocar nas rádios Mayrink Veiga, Sociedade e Clube do Brasil. Regressou em seguida a Recife, trabalhando na Rádio Clube de Pernambuco e realizando algumas viagens ao interior, nas quais, alem de tocar, fazia pesquisas folclóricas, que serviram de tema a muitas de suas composições.
Em 1931, novamente no Rio de Janeiro, trabalhou em rádio e teve algumas de suas músicas gravadas, como a adaptação de Capelinha de melão, na voz de Elisa Coelho, e Cavalo marinho, interpretada por Stefana de Macedo. Já era compositora e interprete bastante conhecida, com muitos contratos e apresentações.
Em 1933, a convite do Itamaraty, realizou uma tournée pelas Américas, acompanhada de sua filha, a cantora Silene de Andrade, interpretando suas composições inspiradas no folclore brasileiro. Na Venezuela, recusou convite do governo para permanecer dois anos no país estudando o folclore local e viajou para os EUA, contratada por uma emissora de rádio de Schenectady, onde atuou durante cinco meses, sob patrocínio da General Electric.
Cumpriu depois contrato em New York e New Orleans, e em Hollywood chegou a ser convidada para participar, com Silene, de um filme da RKO, no qual trabalharia ao lado da orquestra de Rudy Vallee, mas recusou, por não querer apresentar-se cantando.
De volta ao Brasil em 1939, excursionou com Silene por todo o país, com exceção de Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Com o casamento da filha, resolveu encerrar a carreira, apresentando-se uma única vez no Teatro Municipal, do Rio de Janeiro, e passando a morar, primeiro, em Marília SP e, depois, em Goiânia.
Anos depois, em casa de sua filha em Goiânia, ficou conhecendo a cantora Carmélia Alves, que se entusiasmou ao ouvi-la tocar valsas e choros, revivendo uma escola tradicional da música popular brasileira, a de Pixinguinha, Ernesto Nazareth e Anacleto de Medeiros. Convencida pela cantora, voltou a se apresentar, depois de 17 anos, no Rio de Janeiro e em São Paulo, já com o nome de Tia Amélia e um repertório de chorinhos de sua autoria.
Trabalhou na Rádio Nacional, no Clube da Chave e em outros clubes cariocas, e em São Paulo atuou durante três meses na TV Record, TV Tupi e TV Paulista (hoje Globo). Viajou, em seguida, para Pernambuco trabalhando nas rádios Clube de Pernambuco e Jornal do Comércio, de Recife.
O seu grande sucesso, entretanto, foi o programa Velhas Estampas, que manteve durante 14 meses na TV-Rio, no qual, além de tocar piano e apresentar suas composições, contava histórias dos velhos tempos de sua juventude. A convite da Odeon gravou o LP Velhas estampas, interpretando ao piano diversas composições de sua autoria, entre elas os chorinhos Dois namorados, Chora, coração, Sem nome, Bordões ao luar (nome escolhido pelo poeta Vinícius de Moraes), Sorriso de Bueno e algumas valsas, acompanhada pela Banda Vila Rica.
Com esse disco, grande sucesso de vendagem, recebeu o prêmio de melhor solista e compositora do ano. Lançou depois novo LP pela Odeon, Musicas da vovó no piano da titia, e em julho de 1960 foi contratada pela TV Tupi, do Rio de Janeiro, para fazer um retrospecto da época áurea do choro brasileiro, semelhante ao que já fizera no programa Velhas Estampas.
Continuou atuante, e sua última gravação foi À benção, Tia Amélia, na Marcus Pereira, em 1980, quando já contava 83 anos de vida.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Joyce

Joyce

Joyce (Joyce Silveira Moreno) - 31/1/1948 Rio de Janeiro, RJ. Nascida Joyce Silveira Palhano de Jesus, foi criada na Zona Sul do Rio, começou a tocar violão aos 14 anos de idade, observando seu irmão, o guitarrista Newton, amigo de músicos da bossa nova como Roberto Menescal e Eumir Deodato. Mais tarde, estudou com Jodacil Damaceno (violão clássico e técnica) e Wilma Graça (teoria e solfejo).
Em 1963, participou pela primeira vez de uma gravação em estúdio, no disco Sambacana, de Pacífico Mascarenhas, convidada por Roberto Menescal. A partir daí, gravou vários jingles e começou a compor.
Em 1967, classificou sua canção Me disseram no II Festival Internacional da Canção (RJ). Em 1968 lançou seu primeiro LP, Joyce, com texto de apresentação assinado por Vinícius de Moraes. Em 1969, gravou seu segundo disco, o LP Encontro marcado.
Entre 1970 e 1971, fez parte, juntamente com Nélson Ângelo, Novelli, Toninho Horta e Naná Vasconcelos, do grupo vocal e instrumental A Tribo, chegando a gravar algumas faixas no disco Posições, lançado pela Odeon. Em 1973, gravou com Nélson Ângelo, o LP Nélson Ângelo e Joyce.
Entre os anos de 1971 e 1975, afastou-se das atividades musicais, dedicando-se exclusivamente às filhas Clara e Ana, nascidas em 1971 e 1972, respectivamente. Retomou a carreira em 1975, substituindo o violonista Toquinho, ao lado de Vinicius de Moraes em turnê pela América Latina.
Foi convidada, em seguida, para participar dos shows do poeta pela Europa, já com Toquinho de volta ao grupo. As apresentações geraram, na Itália, a gravação do LP Passarinho urbano, produzido por Sérgio Bardotti para a etiqueta Fonit-Cetra em 1976. Nesse disco, a cantora interpretou músicas de compositores brasileiros que naquele momento estavam tendo sua obra censurada pela ditadura militar, como Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Maurício Tapajós e o próprio Vinícius de Moraes. O disco teve lançamento discreto no mercado brasileiro no ano seguinte.
Em 1977, apresentou-se em temporada de seis meses em Nova York, gravando o Natureza, em parceria com Maurício Maestro, para o mercado exterior, mas que não chegou a ser comercializado.
A partir de 1978 começou a se destacar como compositora, entrando para o repertório de cantores como Milton Nascimento, Elis Regina, Maria Bethânia, Boca Livre, Nana Caymmi, Quarteto em Cy, Joanna, Fafá de Belém e Ney Matogrosso.
Em 1980, participou do Festival de Música Popular Brasileira da TV Globo, classificando Clareana. Nesse mesmo ano, gravou o disco Feminina, com destaque para a canção título, também gravada com sucesso pelo Quarteto em Cy, Mistérios (Joyce - Maurício Maestro), Essa mulher (Joyce - Ana Terra), Da cor brasileira (Ana Terra - Joyce) e Clareana, sucesso de vendagem e responsável pela primeira grande exposição da cantora na mídia.
Ainda na década de 1980, lançou os LPs Água e luz (1981), que trazia o hit Monsieur Binot (Joyce), Tardes cariocas (1984), Saudade do futuro (1985), que trazia Minha gata Rita Lee (Joyce), Wilson Batista: o samba foi sua glória (1986), Tom Jobim: anos 60 (1987), com Gilson Peranzzetta, Negro demais no coração (1988), com destaue para sua regravação de Samba da benção (Baden Powell - Vinícius de Moraes), e Joyce ao vivo" (1989), trazendo, entre outras, Mulheres do Brasil (Joyce). Lançou, em 1990, o LP Music inside" e, no ano seguinte, o LP Language of love.
Em 1993, realizou em Londres um show para um público de 2.000 pessoas, passando a fazer grande sucesso entre o público de drum'n'bass e acid-jazz europeu. Em 1994 a EMI-Odeon lançou o CD Revendo amigos, songbook de seus sucessos em duetos com outros cantores.
Ainda na década de 1990, gravou os discos Delírios de Orfeu (1994), Live at Mojo Club (1995), Sem você (1995), em parceria com Toninho Horta, e Ilha Brasil (1996). Em 1997, publicou o livro Fotografei você na minha rolleyflex, uma coletânea de crônicas e histórias da música popular brasileira. Lançou os discos Astronauta (1998), um tributo a Elis Regina, e Hard bossa (1999).
Divulgando a música brasileira em seguidas turnês internacionais, ministrou workshops, em 2000, no Rytmisk Konservatorium de Copenhagen (Dinamarca) e em Soweto (África do Sul). Ainda nesse ano, seu CD Astronauta foi indicado para o Grammy Latino, na categoria Melhor Disco de MPB. Também em 2000, gravou o disco Tudo bonito, que contou com a participação de João Donato.
Em 2001 teve seu nome alterado para Joyce Silveira Moreno em função do registro civil de seu casamento com o baterista Tutty Moreno. Nesse mesmo ano, lançou o CD Gafieira moderna. Em 2003 sairam Just A Little Bit Crazy e Bossa Duets. Em 2004 lançou Banda Maluca.
Tem centralizado a divulgação de seus trabalhos principalmente no mercado europeu, onde é considerada uma das artistas brasileiras de maior influência.

Baby Consuelo

Baby Consuelo (Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade), cantora e compositora, nasceu em Niterói RJ em 18/7/1952. Aos nove anos, ganhou da mãe o primeiro violão; cresceu ouvindo Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi Beatles e João Gilberto.
Em 1966 mudou seu nome para Baby Consuelo; dois anos depois, foi morar em Salvador BA, onde ficou conhecendo Pepeu, guitarrista do recém-formado conjunto Os Novos Baianos, que passou a integrar como vocalista e percussionista.
Em 1978 iniciou carreira solo com o disco O que vier eu traço, que incluía Menino do Rio (Caetano Veloso), um de seus maiores êxitos. Lançou ainda os discos Pra enlouquecer (1980), Canceriana telúrica (1981) — com o sucesso Todo dia era dia de Índio —, Cósmica (1982), Krishna Baby (1984), Sem pecado e sem juízo (1985), Ora pro nobis (1991).
Depois de uma peregrinação a Santiago de Compostela, Espanha, mudou seu nome para Baby do Brasil. Em 1997, reencontrou Os Novos Baianos, para gravar o CD duplo Infinito circular (Globo/Polydor); no mesmo ano, lançou o CD Um, que marcou seu ingresso na dance music.
CD: Um, 1997, BMG/Ariola 7432145483.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora PubliFolha

Marília Medalha

Marília Medalha

Marília Medalha, cantora e compositora, nasceu em Niterói RJ em 25/7/1944. Aos cinco anos cantava para os amigos da família e, adolescente, freqüentava reuniões musicais em Niterói, das quais participavam Sérgio Mendes e Tião Neto, que a acompanhavam em algumas apresentações públicas na cidade. Nesse período, realizou espetáculos no Clube de Regatas de Icaraí e no Clube Central.

Em 1965, Sérgio Mendes, já radicado nos EUA e famoso, convidou-a para integrar seu conjunto; recusou, preferindo participar, a convite de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, da peça Arena conta Zumbi, no Teatro de Arena, de São Paulo, recebendo, por sua atuação, o prêmio de Atriz-revelação de 1965, conferido pela Associação Paulista de Críticos Teatrais.

Dois anos depois, apresentou-se com Edu Lobo num show da boate carioca Zum-Zum e começou a tomar parte no programa da TV Excelsior, de São Paulo, Ensaio Geral, ao lado de Gilberto Gil, Maria Bethânia, Caetano Veloso e Sérgio Ricardo.

Interpretou no III FMPB, da TV Record, de São Paulo, em 1967, a música Ponteio (Edu Lobo e Capinam), vencedora do concurso. No festival seguinte da mesma emissora, cantou a música (que se classificou em segundo lugar) Memórias de Marta Saré (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri). Ainda em 1968, defendeu na I Bienal do Samba, também na TV Record, a composição colocada em terceiro lugar, de autoria de Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho, Pressentimento, gravada no seu primeiro LP — Marília Medalha — lançado pela Philips nesse mesmo ano.

Em 1970 apresentou-se ao lado de Toquinho e Vinícius de Moraes, no Teatro Castro Alves, em Salvador, e também em Buenos Aires, Argentina, na boate La Fusa. No LP Como dizia o poeta, gravado em 1971, junto com Vinícius de Moraes e Toquinho, interpretou duas composições suas, feitas em parceria com Vinícius, Valsa para o ausente e O grande apelo.

Até 1972, excursionou pelo exterior (Argentina, Uruguai, França), com Vinícius de Moraes e Toquinho. Lançou, em 1973, um LP com composições suas e letras de Vinícius, como Encontro e desencontro, e se apresentou no show Caminhada, no Teatro da Praia, no Rio de Janeiro, com direção geral de Silnei Siqueira e direção musical de Paulo Moura.

Participou, dois anos depois, da remontagem do show Opinião (Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa), ao lado de Zé Kéti e João do Vale, sob a direção de Bibi Ferreira, no Teatro Opinião, do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Fátima Guedes

Fátima Guedes, cantora e compositora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 6/5/1958. Criada entre a Zona Norte e o subúrbio carioca, iniciou carreira como compositora em 1973.
Em 1976, sua música Passional venceu o Festival de Música da Faculdade Hélio Alonso. Autora de trilhas sonoras para teatro, compôs Onze fitas, para a peça O dia da caça, de José Louzeiro. Sua música Bicho medo foi gravada por Wanderléia e Meninas da cidade interpretada no show Transversal do tempo, por Elis Regina.
Participou, em 1980, do Festival da Nova Música Popular Brasileira, com Mais uma boca. Lançou seu primeiro disco, Fátima Guedes, em 1979, com as composições Onze fitas, Meninas da cidade e Passional. Em 1980 lançou outro disco, também com o nome Fátima Guedes, contendo Cheiro de mato e Mais de uma boca, também suas.
Em 1981 lançou Lápis de cor, com a composição Arco-íris, e chamou a atenção de toda a crítica musical. Em 1983 saiu Muito prazer, em que se destaca Absinto; e, em 1985, Sétima arte, com a composição de mesmo nome. Seu segundo CD, Pra bom entendedor, conta com composições suas (Minha senhora e Mãos de jardineiro) e da dupla Guinga e Aldir Blanc.
Tem músicas gravadas por Elis Regina (Onze fitas), Nana Caymmi (Chora brasileira), Zizi Possi, Joanna e Simone (Condenados).
CDs: Pra bom entendedor, 1993, Velas 11-V017; Grande tempo, 1995, Velas 11-V114.
Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Anastácia

Anastácia (Lucinete Ferreira), cantora e compositora, nasceu no Recife, PE, em 30/5/1941. Seu interesse pela música surgiu muito cedo, aos sete anos de idade. Nessa época, acompanhava um cantador de cocos no bairro Macaxeira, onde ela vivia.

Iniciou a carreira no ano de 1954, cantando na Rádio Jornal do Comércio no Recife. Interpretava canções do sul do país, principalmente sucessos de Celly Campello. Em 1960, transferiu-se para São Paulo, onde passou a cantar gêneros nordestinos.

Fez shows pelo interior paulista, participando da "Caravana do peru que fala", com Sílvio Santos. Em seguida apresentou-se com a dupla nordestina Venâncio e Corumba. Ganhou nessa época o nome artístico de Anastácia, dado pelo produtor, cantor e compositor Palmeira, então diretor da gravadora Chantecler.

Gravou em 1960 seu primeiro disco, um compacto com as músicas Noivado longo, de Max Nunes, Chuleado, A Dica do Deca e Forró fiá, todas de Venâncio e Corumbá. Em 1961 gravou o primeiro LP pela Chantecler.

Em 1963, o cantor Noite Ilustrada gravou a primeira composição de Anastácia, Conselho de amigo, feita em parceria com Italúcia. Passou, em seguida, para a gravadora Continental onde gravou quatro LPs, que obtiveram sucesso especialmente no Nordeste.

Em meados da década de 60, conheceu o cantor Dominguinhos num programa de Luiz Gonzaga na extinta TV Continental no Rio de Janeiro, com quem se casou e fez parceria musical. Com Dominguinhos participou de uma caravana artística com o "Rei do baião".

Em 1969, participou com Dominguinhos do Festival de Música Regional Nordestina, promovido pela TV Bandeirantes, com as composições Um mundo de amor, que não foi classificada e De amor eu morrerei, que chegou em segundo lugar, as duas defendidas pela cantora nordestina Marinês. Com Dominguinhos compôs mais de 50 músicas.

Em 1969, lançou pela RCA Victor o disco Caminho da roça, com a participação de Luiz Gonzaga nas faixas Minha gente, eu vou me embora, de Antônio Barros e Feira do pobre, de Onildo Almeida.

Em 1970, lançou o LP Canto do sabiá, apenas com composições próprias. No mesmo ano, gravou duas composições, De amor eu morrerei e Um mundo de amor, no LP Festival nordestino, ambas de sua autoria e Dominguinhos. Em 1971, lançou o LP Torrão de ouro.

Em 1973, Gilberto Gil gravou sua composição Eu só quero um xodó, parceria com Dominguinhos, em gravação clássica. Essa música recebeu mais de 20 regravações. O mesmo Gilberto Gil gravou com sucesso a canção Tenho sede, regravando-a em 1994 no disco Unplugged.

Em 1974, teve duas de suas músicas gravadas por duas das maiores cantoras brasileiras, Gal Costa, que regravou De amor eu morrerei e Ângela Maria que gravou Amor que não presta não serve pra mim.

Anastácia gravou cerca de 30 discos, constituindo-se numa das maiores nomes do forró. Outros intérpretes que gravaram composições suas foram Nana Caymmi, Cláudia Barroso, Jane Duboc, Doris Monteiro, José Augusto, Ângela Maria e outros, além dos internacionais Paul Murriat, Timy Thomas e Ornela Vanoni.

Fonte: http://br.geocities.com/cantorasdobrasil/cantoras/anastacia.htm

Tetê Espíndola

Tetê Espíndola (Teresinha Maria Miranda Espíndola), cantora, compositora e instrumentista, nasceu em Campo Grande MS, em 11/3/1954. Originária de família de artista teve sua primeira craviola (instrumento de 12 cordas inventado por Paulinho Nogueira) em 1974. Iniciou-se musicalmente tocando esse instrumento no conjunto Luz Azul, em Campo Grande.

Lançou seu primeiro disco, Tetê e o lírio selvagem, em 1978 pela Polygram trazendo composições próprias e de seus irmãos Alzira, Geraldo e Celito. No disco seguinte, Piraretã (Polygram, 1980), trabalhou com Arrigo Barnabé.

Em 1981 defendeu a valsa Londrina (Arrigo Barnabé) no Festival MPB Shell, música que recebeu o prêmio de melhor arranjo, feito por Cláudio Leal. Fascinado com o timbre de voz da cantora, o poeta Augusto de Campos batizou o terceiro álbum, Pássaros na garganta (Som da Gente, 1982).

Em 1985 venceu o Festival dos Festivais, da TV Globo, com a canção Escrito nas estrelas, que se tornou um grande sucesso de execução e vendagem. Seguiu- se o LP Gaiola (Polygram, 1986), cuja música de maior sucesso foi Na Chapada (com Carlos Rennó), em dueto com Ney Matogrosso.

Como representante brasileira, participou em 1988 do festival The Concert Voice, em Roma, Itália. Em 1989 cantou no festival New Morning (Paris, França) e no Festival de Jazz da Bélgica. Posteriormente, recebeu uma bolsa da Fundação Vitae, para desenvolver projeto sobre a instrumentalidade da voz humana e a musicalidade dos pássaros da Amazônia e do Pantanal, que resultou no disco Ouvir (independente, 1991).

Em 1993 lançou o CD interpretativo Só Tetê (Camerati), que traz músicas de compositores como Djavan e Tom Jobim, e viajou por todo o país fazendo shows. Em 1995 foi lançado o CD Canção do amor (Luz Azul/JHO/Movieplay), totalmente acústico, no qual toca craviola em todas as faixas, trazendo convidados especiais, como seus irmãos Humberto, Geraldo e Alzira, o grupo instrumental Duofel, o trombonista Bocato e Chico César, que toca violão e assina com parcerias três faixas do CD. Neste CD, regravou alguns de seus sucessos que se encontravam fora de catálogo, como Na Chapada, Escrito nas estrelas e Vida cigana.

Com voz de timbre e extensão incomuns, é uma artista que tem orientado seu trabalho através de incursões pela vanguarda, praticando experimentalismos com sons de pássaros, regionalismos e fusões do acústico com o eletrônico.

Obras:

É demais (c/Chico César), 1995; Na Chapada (c/Carlos Rennó), 1984; Pássaros na garganta (c/Carlos Rennó), 1982; Sertão (c/Arrigo Barnabé), 1982.

CDs:

Só Tetê, 1993, Camerati TCD 1010-2; Canção do amor, 1997, Movieplay BS 276.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.