segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pepeu Gomes

Pepeu Gomes (Pedro Aníbal de Oliveira Gomes, guitarrista e compositor) nasceu em Salvador, Bahia, em 07 de fevereiro de 1952. Considerado pela revista americana Guitar World como um dos dez melhores guitarristas do mundo na categoria "world music", aprendeu a tocar violão ainda cedo em sua cidade natal. Aos onze anos ingressou em uma banda, chamada Los Gatos e, aos quatorze anos, participou da banda Os Minos.

Na década de 70, com Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Baby Consuelo formou o grupo Novos Baianos. Partiu para a carreira individual com o final do grupo, por volta de 1978.

No final da década de 1980, voltou-se para a música instrumental, participando de festivais de jazz e lançando, em 1989, "Instrumental On The Road".

Nos anos 90 dedicou-se mais a seu trabalho como guitarrista, relendo velhos sucessos como os chorinhos "Brasileirinho" (Waldir Azevedo) e "Noites Cariocas" (Jacob do Bandolim), presentes no início de sua carreira e que fizeram sua fama de virtuose.

O próprio Pepeu afirmou que, após ter sido visto tocando no Trio elétrico por Dave Mustaine, na Bahia, foi convidado pelo mesmo a integrar a banda de Thrash Metal Megadeth, a fim de substituir o talento de Marty Friedman em meados dos anos 90 .

Também enveredou por um estilo mais pop, com o lançamento de Meu coração em 1999. Pepeu foi casado com Baby Consuelo, com quem teve seis filhos, três das quais formaram o conjunto SNZ - Sarah Sheeva, Nana Shara e Zabelê. Após sua separação, viveu com a então cantora de Axé Music Simone Moreno.

Fontes: Wikipedia; Cliquemusic.

João de Aquino

João de Aquino, violonista e compositor, nasceu em 23 de junho de 1945 no bairro carioca de São Cristóvão. Neto de um maestro de banda do interior do estado do Rio e primo do violonista e compositor Baden Powell, teve contato com a música desde a infância.

Aos dez anos começou a ter aulas de violão com o lendário violonista Meira, chorão de primeira linha. Firmou-se como violonista, primeiro tocando em bailes e cabarés, e depois acompanhando cantores como Pery Ribeiro, Leny Andrade, Dóris Monteiro.

Trabalhou em cinema e televisão, como diretor musical e compositor de trilhas. Em 1970 sua canção Sagarana (com Paulo César Pinheiro), interpretada por Maria Odete, causou sensação no V Festival Internacional da Canção.

Depois excursionou pelo México e Europa antes de se tornar conhecido no Brasil. Quando voltou, alternou a carreira de instrumentista com a de produtor musical. Em 1991 gravou o CD Patuá, pela Leblon, disco lançado também no exterior, e que apostou no resgate da MPB instrumental dançante.

Cinco anos depois foi a vez de Bordões, um CD cheio de convidados: Martinho da Vila, Elza Soares, Áurea Martins, Gilson Peranzzetta, Raul de Souza e outros.

Entre seus maiores sucessos destacam-se Pensando bem e Viagem (com Paulo César Pinheiro), gravada pioneiramente por Marisa Gata Mansa e que já ganhou mais de 60 regravações. Em 1998 fundou, com outros músicos, o Bando da Rua, um movimento dedicado a recuperar o bom humor da música carioca.


Fontes: Cliquemusic; Wikipedia; Rob Digital.

domingo, 4 de julho de 2010

Gilson de Souza

Gilson-de-Souza8

Gilson de Souza, nascido em Marília-SP, fez sucesso em 1975 com a música Poxa, considerado um dos mais belos sambas da época. Não ficou conhecido apenas no Brasil, mas fez shows na Espanha, em Portugal, na França e no Japão. Gravou dois LPs e teve suas composições regravadas por intérpretes famosos. Também ganhou prêmios importantes, como o Troféu Imprensa.

Onde andará Gilson de Souza?

O compositor e sambista Gilson de Souza, fazia, em 1975, em torno de vinte apresentações por mês. O sucesso era decorrência ritmo contagiante do samba “Poxa”, música de sua autoria até hoje cantada pelos brasileiros. O samba, segundo o autor, tem pelo menos 50 regravações, inclusive internacionais. A música fazia parte do seu primeiro disco e chegou a lhe dar o troféu Imprensa como revelação do ano e melhor música.

A inspiração para música veio por meio de uma namorada que, ao retornar de uma viagem, encontrou o sambista e seus amigos músicos no mesmo bar de sempre. Feliz por encontrar o pessoal novamente, falou: “Poxa, que bom encontrar vocês de novo! Eu vou e volto e encontro vocês aqui dentro, gente! Vocês não têm casa não?" Gilson gostou da interjeição e correu para o violão...

Pouca gente sabe, mas Gilson não é autor de um sucesso só. Quem não se lembra de Orgulho de um sambista?, sucesso memorável na voz de Jair Rodrigues e regravado por vários artistas, dentre eles: Adriana Calcanhoto e Luciana Melo. Não fica só nisso: Gilson compôs dezenas de outros sambas – com Almir Guineto, por exemplo, foram pelo menos 40.

A música, curiosamente, veio para Gilson de Sousa depois de uma fratura na mão, que obrigou o sambista a desistir da sua paixão: o boxe. Brincando, declarou em uma entrevista, em um programa da rádio Record, que gostava muito de boxe e chegou a estar perto de disputar títulos, mas após o traumatismo na mão, descobriu ser mais fácil ser poeta do povo do que levar murro.

Respeitado como compositor, Gilson já foi cantado por muita gente boa, como: Elza Soares, Neguinho da Beija Flor, Almir Guineto, Reinaldo, Originais do Samba, Djalma Pires, Luis Américo, Elymar Santos, Rosa Maria e até por artistas internacionais, como a dupla argentina Pimpinela, a Banda Inglesa ACATRAZ-BAND que gravou uma versão de Poxa, já o cantor americano Sheldon Porter gravou uma versão de “Amor de Capoeira”.Até o pop star, Elton John, arriscou cantar a música Poxa em ritmo de Bossa Nova, em um dos seus shows, com direito a registro em DVD.

O paulista de Marília, hoje trabalha como conselheiro fiscal da Sicam – Sociedade Independente de Autores, mas continua compondo e se apresentando em shows, geralmente aos finais de semana e apresentações esporádicas em programas de televisão, onde canta seus sucessos e novas melodias do seu último CD, como Barack Obama, um samba em homenagem ao novo presidente dos Estados Unidos.

Nelson Ned

Nelson Ned (Ubá-MG, 02/03/1947), cantor e compositor desde cedo se interessou por música. Nos anos 60 começou a se apresentar e gravar discos, inclusive nos países da América Latina, onde é extremamente popular. Com repertório voltado para a música romântica, seus shows atraiam multidões em estádios e teatros.

Como compositor, já teve músicas gravadas por Moacir Franco, Antônio Marcos, Agnaldo Timóteo e outros. Ganhou Discos de Ouro no Brasil e já se apresentou algumas vezes no Carnegie Hall, em Nova York, EUA.

Na década de 90 passou a cantar músicas evangélicas, após ter-se convertido. Lançou em 1996 a biografia "O Pequeno Gigante da Canção", uma referência à sua condição de anão (fonte: Wikipedia).

SOS: Doente e sem recurso(10/10/2008)

Com apenas 1,12 de altura e 92 quilos, o cantor Nelson Ned, 61 anos, está lutando para emagrecer e controlar o diabetes e o colesterol. Porém, o que tem agravado sua saúde são a obesidade e o inchaço, difíceis de serem tratados por falta de recursos financeiros.

Conhecido como O Pequeno Gigante da Canção, Nelson Ned foi o único artista da América Latina a lotar quatro vezes o Carnegie Hall. Áureos tempos! Hoje tudo mudou, e a vida do artista se trasnformou em um pesadelo.

Com sucessos um atrás do outro, entre eles a música Tudo Passará, veio também a dependência pelas drogas e o fundo do poço, com a conseqüente perda de toda a sua fortuna. Na década de 90, ele tentou dar a volta por cima, tornando-se evangélico e gravando músicas Gospel, mas as dificuldades de locomoção (freqüentemente precisa da ajuda de uma cadeira de rodas) e as fortes dores o impediram de permanecer no palcos.

Apesar de Nelson Ned não gostar de falar de seu drama, o amigo cantor e vereador Agnaldo Timóteo, que ele conhece desde a década de 60, vem fazendo uma campanha com o objetivo de angariar pelo menos R$ 50 mil para ajudar no seu tratamento médico.

“Toda sua fortuna foi perdida com as drogas. Mesmo recuperado desse vício, hoje ele não consegue voltar a fazer shows, porque a falta de saúde o impede. O Nelson precisa ser internado em uma clínica para emagrecer, fazer as cirurgias necessárias, controlar o colesterol e voltar a cantar. E sua permanência lá deve ser de pelo menos seis meses”, explicou Timóteo a OFuxico.

Agnaldo Timóteo contou ainda que pediu ajuda a diversos artistas, entre eles Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho & Xororó, Bruno & Marrone, Gugu, Hebe, Faustão, Tom Cavalcante e Xuxa. Nenhum deles, porém, respondeu.

“Acredito que eles nem chegaram a saber do assunto, pois são pessoas generosas. Provavelmente, seus assessores barraram minha mensagem”, desabafou Timóteo.

De acordo com Timóteo, Silvio Santos e Sônia Abrão prometeram ajudar. O cantor Daniel, disse ele, também foi procurado e até ofereceu ajuda. Só que o dinheiro oferecido pelo artista gerou polêmica. Agnaldo considerou pífia a importância oferecida.

“Ele deu R$ 2 mil, e eu devolvi. Não aceito só isso, pois ele ganha milhões”, disse Timóteo.

O incidente acabou gerando uma saia justa entre os dois.

“O Daniel respondeu que R$ 2 mil é um valor muito acima do salário mínimo, que sustenta milhões de famílias. Mas cada um vive como pode”, insiste Timóteo.

Até Jô Soares entrou na história. Segundo Timóteo, uma secretária o procurou, esta semana, para dizer que o apresentador da Globo se solidarizou com o que soube e prometeu colaborar.

O empenho de Timóteo tem uma razão de ser: os dois são conterrâneos (nasceram em Minas Gerais) e começaram a carreira juntos, em Belo Horizonte. “Fomos calouros juntos. Ele cantava músicas do Nelson Gonçalves, e eu do Caubi Peixoto”.

Timóteo disse também que, abandonado pelos filhos, Nelson Ned tem sido ajudado por ele.

“Não quero revelar valores, mas faço o que posso. De mim, o que ele já recebeu, daria para comprar um carro novo”, finalizou. (fonte:Doente sem recursos Nelson Ned precisa de sua ajuda).


Evaldo Braga

Evaldo Braga

Evaldo Braga (Campos dos Goytacazes-RJ, 1948 — Três Rios-RJ, 31 de janeiro de 1973), cantor e compositor, não teve pais conhecidos, tendo sido criado num orfanato fluminense, juntamente com o ex-jogador Dadá Maravilha. Sua mãe, uma prostituta da cidade de Campos-RJ, o abandonou numa lata de lixo. Foi nela que se inspirou para compor seu maior sucesso, Eu não sou lixo.

Boêmio, alcoólico, morreu num acidente automobilístico na BR-3 (Rio-Juiz de Fora), em um Volkswagen TL, após tentativa de ultrapassagem forçada segundo populares. Importante ressaltar que no momento do acidente Evaldo Braga não dirigia o carro, e sim seu motorista. Seu túmulo é um dos mais visitados pelos fãs no feriado de Finados no Cemitério do Caju, Rio de Janeiro.

Trabalhou por muito tempo como engraxate, nas portas de rádios e gravadoras. Foi com o emprego que conheceu diversos artistas, tal como Nilton César, que ofereceu a primeira chance de emprego no meio artístico, como seu divulgador.

Foi como divulgador que conheceu Edson Wander e apareceu pela primeira vez no ramo musical, compondo Areia no meu caminho juntamente com Reginaldo José Ulisses. A música foi gravada pelo cantor Edson Wander em seu primeiro disco, Canto ao Canto de Edson Wander, no ano de 1968, e estourou nas paradas brasileiras, chegando a superar artistas do porte de Roberto Carlos.

Com isso conheceu o produtor e compositor Osmar Navarro, que o convidou para gravar um disco na gravadora Polydor. Posteriormente teve músicas gravadas por Paulo Sérgio, um dos artistas que muito o ajudou no mercado musical.

Na música celebrizou-se no ano de 1969, no estilo "dor-de-cotovelo", em parcerias com compositores como Carmem Lúcia, Pantera, Isaías Souza e outros. Apresentava-se com freqüência no programa a Discoteca do Chacrinha. Seus maiores sucessos foram Eu não sou lixo, Nunca mais, A cruz que carrego (clip do youtube no final deste artigo), Mentira, Sorria, sorria, entre outros.

Sendo homenageado com um disco em que artistas como Flor, Canarinhas de Petrópolis dentre outros, faziam duetos com o próprio post mortem...




Fonte: Baseado num esboço de sua biografia na Wikipedia.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sorria, sorria

Sorria, sorria (1973) - Evaldo Braga e Carmen Lúcia

Sorria meu bem, sorria
Da infelicidade que você procurou

Sorria meu bem, sorria
Você hoje chora
Por alguém que nunca lhe amou

Sorria meu bem, sorria
Eu sempre lhe dizia
Quem ri por último, ri melhor

Chorar pra que? Chorar!
Você deve sorrir
Que outro dia será bem melhor

Querida, o seu erro você vai pagar
Entenda, que eu não posso mais te aconselhar
Confesso que você foi o meu grande amor
Sempre sorria, sempre sorria
Assim como estou
Sempre sorria, sempre sorria
Sim meu amor.

Orgulho de um sambista

Orgulho de um sambista (1973) - Gilson de Souza

       Am
Você falou
B7
Que junto de mim não mais desfilava
Dm E7
Se a minha escola perdesse
Am B7 E7
Você nem ligava
Am C
Ensaiei, fiz meu samba-enredo
Dm
Pra minha escola ganhar
G7
E na ala de porta-bandeira
C E7
Você não quis desfilar
Am
O meu povo inteiro chorou
Dm
E você sorria
G7
Pois trocou nossa escola de tempos
C E7
Por um simples amor de três dias
Dm A7
Sufoquei minha dor em sorrisos
Dm
Pra não chorar
E7 Am B7 E7
Tudo isso ajudou minha escola a ganhar
Am
Esse orgulho vou levar comigo
B7
Pro resto da vida
Dm E7
Me contaram que você chorou
Am E7
Quando eu passei na avenida
Am C
Viu outra de porta-bandeira
Dm
Desfilando em seu lugar
G7
Comissão julgadora presente
C E7
Falou que meu samba ia ganhar
A Bm Dbm Gb7
Meu bem, o azar foi seu
Bm
Ganhei o carnaval
E7 A Bm E7
E você me perdeu, e me perdeu

O homem de Nazaré

O homem de Nazaré (1973) - Cláudio Fontana

Intro: D - G - D - G - E


A D A
Ei! está chegando o ano dois mil
D A
Tanto tempo faz que ele morreu
D A D G E
O mundo se modificou, mas ninguém jamais o esqueceu
A D A
E eu sou ligado no que ele falou
D A
Sou parado no que ele deixou
D A D G E
O mundo só será feliz, se a gente cultivar o amor
A D A D A
Ei, irmão, vamos seguir com fé, tudo o que ensinou
D G
O Homem de Nazareth
E A D A
Reis e rainhas que este mundo viu
D A
Todo povo sempre dirigiu
D A D G E
Caminhando em busca de uma luz, sob o símbolo de sua cruz
E Bm E C#m
Ele era o rei mas foi humilde o tempo inteiro
F#m7 B E7
Ele foi filho de carpinteiro e nasceu em uma manjedoura
Bm E C#m
Não saiu jamais muito longe de sua cidade
F#m7 B B7/D# E4 E
Não cursou nenhuma faculdade, mas na vida Ele foi doutor
D E A
Ele modificou o mundo inteiro (3x)
D E A
Ele revolucionou o mundo inteiro
F A# D#/A# A# D#/A# A#
Ei irmão, vamos seguir com fé, tudo o que ensinou
D#/A# G#
O Homem de Nazareth
F A# D# A# D# A# |
Ei irmão, vamos seguir com fé, tudo o que ensinou |
D# G# |bis
O Homem de Nazareth |
F A#
Ei, irmão!!!!

Nunca mais, nunca mais

Nunca mais, nunca mais (1973) - Evaldo Braga e César Saraiva da Silva

Nunca mais
Eu irei te procurar
Nunca mais
Não consigo nem te olhar
Meu Deus do céu
Eu prefiro até morrer
Pra você não volto mais
Nunca mais, nunca mais
Eu sofri tanto
Quando lhe dava meu amor
Você não quis
Entender a minha dor
Me abandonou
Quando eu mais precisava de você
Agora quer voltar pra mim
Nunca mais, nunca mais
Pois nunca mais em minha vida
Eu vou lhe dar o meu perdão
Pode chorar se você quiser
Só lhe digo não
E nunca mais você terá
O meu sincero e grande amor
De mim você nada mais terá
Nunca mais, nunca mais
Lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá...

Ninguém tasca

Ninguém tasca (1973, samba/carnaval) - Marinho da Muda e João Quadrado

(Coro)
Essa Nêga é minha
Essa não
Essa Nêga é minha
Essa não

Vou dar bolacha em que mexer com a minha Nêga
Já dei colher demais, agora chega
Há dez mulheres para cada um no Rio de Janeiro
A Nêga é minha, ninguém tasca, eu vi primeiro, ôooi
A Nêga é minha, ninguém tasca eu vi primeiro

Diz!

(Coro)
A Nêga é minha, ninguém tasca, eu vi primeiro, ôooi
A Nêga é minha, ninguém tasca eu vi primeiro

Quando ela estava naquela
Vida aí, bate e passa e a gosto
Não havia nenhum matusquela
Querendo olhar pro seu rosto
Hoje ela anda bonita
E vive no meu barracão

(Coro)
Um, dois, três
Fica assim de gavião, ôooi
No meu barraco, fica assim de gavião............

domingo, 23 de maio de 2010

Codó

Codó (Clodoaldo Brito), instrumentista e compositor, nasceu em Cairu BA em 18/09/1913, e faleceu em Niterói RJ em 26/11/1984. Pescador quando criança, seu primeiro violão foi construído com tábuas de caixotes, tendo aprendido a tocar pelo método prático de Canhoto.

Em 1930 estreou como compositor com Minha primeira valsa. Trinta e três anos depois, gravou seu primeiro LP, incluindo 12 músicas suas, pela etiqueta Polydor. Lançou outros cinco LPs com solos de violão e canções, algumas vezes acompanhado por conjuntos rítmicos.

O jovem Clodoaldo era pescador, como seu pai, no arraial do Cairu, lugar de nome lindo perto de Salvador: Cairu de salinas das Margaridas.Com tábuas de caixote construiu seu primeiro violão. E conseguiu mais dinheiro tocando para turistas do que manejando redes e remos. Largou o mar, ficou com o violão.

Parece sina: morreu como se tivesse tocando, mas para turistas, gente que ouve, da um dinheiro, esquece e vai embora para sempre. Porque nós, brasileiros, nunca aplaudimos Codó o tanto que ele merecia, com aquele seu jeito diferente e “errado” de mexer nas cordas do violão” (depoimento de Maurício Kubrusly, 1983).

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha; Codó - Clodoaldo Brito.

Walter Alfaiate

Walter Alfaiate (Walter Nunes de Abreu), compositor e cantor, nasceu no Rio de Janeiro-RJ em 07/06/1930, falecendo na mesma cidade em 27/02/2010. Foi ritmista desde os 14 anos e alfaiate desde os 13, quando passou a trabalhar numa alfaiataria do bairro de Botafogo. Estabeleceu-se como alfaiate há mais de 20 anos na Galeria Ritz, em Copacabana.

Começou a compor aos 14 anos para os blocos de bairro, como o Foliões de Botafogo e o São Clemente, passando a pertencer à linhagem do “samba de Botafogo”, como Mauro Duarte, Micau, Miúdo, Adélcio Carvalho e Vavá.

Nos anos de 1960, participou de rodas de samba no Teatro Opinião, e de vários grupos de samba, com o nome de Walter Nunes — Os Autênticos (1966-1968), Reais do Samba (1968) e Samba Fofo (1971) —, nos quais cantava e tocava tamborim.

Na década de 1970, foi descoberto por Paulinho da Viola, que gravou três músicas suas: Coração oprimido (com Zorba), em 1971, A.M.O.R. amor (com Mauro Duarte), no LP Zumbido, de 1979, e Cuidado, teu orgulho te mata (com Mauro Duarte), em 1981, e com quem dividiu um show no Teatro Clara Nunes, em 1993, sob o título de Paulinho da Viola, Walter Alfaiate e os sambas de Botafogo.

Foi crooner da boate Bolero, na Avenida Atlântica, quando se tornou conhecido como Walter Sacode, porque seu grande êxito como cantor era o samba Sacode Carola (Hélio Nascimento e Alfredo Marques).

Em 1982 foi para o G.R.E.S. da Portela, levado por Mauro Duarte. Em 1994 participou do CD Resgate, de Cristina, e em 1996 dos CDs Flamengo — 100 anos de Estácio e Aldir Blanc —50 anos, este lançado em 1997.

Suas músicas foram gravadas por outros cantores, como João Nogueira e Elza Soares.

Obras

A.M.O.R. amor (c/Mauro Duarte), 1981; Bate-boca (c/Mauro Duarte), s.d.; Coração oprimido (c/Zorba), s.d.; Cuidado, teu orgulho te mata (c/Mauro Duarte), s.d.; Sorri de mim (c/Mauro Duarte), s.d.

CD

Aldir Blanc — 50 anos, 1997, Alma Produções 001.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Meire Pavão

meire pavao

Meire Pavão (Antônia Maria Pavão), cantora, nasceu em Taubaté-SP, em 02/06/1948, e faleceu em 31/12/2008. Flha do professor de violão, pesquisador de folclore e compositor Teotônio Pavão, iniciou a carreira no conjunto vocal Alvorada, criado e dirigido por seu pai.

Em 1963 gravou com o Conjunto Alvorada as músicas Paraná e Cidade sorriso, ambas de Teotônio Pavão. Em 1964 gravou o primeiro disco solo, um compacto simples com O que é que eu faço do latim?, versão de Teotônio Pavão para a música Che me ne faccio del latino, de Bertolazzi e Beretta.

No mesmo ano apresentou-se com sucesso em programas de TV no Rio de Janeiro. Se tornou uma das principais vocalistas da primeira geração do rock brasileiro. Consolidou seu sucesso em 1965 com a gravação de Bim Bom (Downtown) (Tony Hatch - versão de Paulo Queirós), versão em português de um sucesso da cantora inglesa Petula Clark.

Em 1965 lançou compacto simples com Cansei de lhe pedir e A mesma praia, o mesmo mar, pela Chantecler. No mesmo ano lançou o LP Rainha da Juventude, como passou a ser chamada.

Cantou e gravou várias vezes com o irmão, Albert Pavão, tendo viajado com este no mesmo ano para os EUA, onde gravaram um compacto pelo selo Roulette com as músicas Piqued head e The river of jerere, na verdade versões para o inglês de Cabeça inchada, de Hervé Cordovil e De papo pro ar, de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano.

Em 1966 estreou na RCA com o compacto simples Família buscapé e Robertinho, meu bem, e teve êxito também com História da menina boazinha (Teotônio Pavão - Albert Pavão). No mesmo ano gravou pela Polydor Depois que a banda passou.

Em 1967 lançou pela RCA o seu segundo LP. No mesmo período atuou na TV Tupi do Rio de Janeiro no programa O riso mora ao lado. No mesmo canal, apresentou ao lado do cantor Wanderley Cardoso o programa musical A grande parada.

Em 1969 afastou-se da vida artística, realizando o último show na Cervejaria Urso Branco. Voltou a cantar exporadicamente entre 1974 e 1982 participando de gravações de discos infantis.

Meire Pavão morreu em 2008, vítima de insuficiência respiratória decorrente de um câncer.

Fonte: Cantoras do Brasil.

domingo, 16 de maio de 2010

Joelma

Joelma (Joelma Giro), cantora, nasceu em Cachoeiro de Itapemirim ES, em 19/9/1945. Em 1946 sua família mudou-se para Duque de Caxias RJ, onde morou até 1966. Apresentava-se no programa radiofônico Clube do Guri, em Duque de Caxias, cantando músicas de Ângela Maria, Agnaldo Rayol e Joselito.

Em 1953 foi ouvida pela Rainha do Rádio Emilinha Borba, que a levou ao programa Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Aos 14 anos integrou caravanas de artistas que percorriam o Brasil, cantando e fazendo sketches, ao lado de Domício Costa. Abandonando o magistério em sua cidade, passou a dedicar-se à carreira artística.

Em 1965 alcançou grande sucesso com a gravação de Não digas nada (Rossini Pinto e Fernando Costa). Ainda nesse ano recebeu os troféus Os Melhores do Disco e Rio Hit-Parade. Foi, então, contratada pela Continental, onde gravou músicas em castelhano.

Em 1966 gravou na Continental o LP Joelma, com Onde estás (Pascal e Paul Mauriat, versão de Carlos Vidal) e Não te quero mais (Chauby, versão de Gláucia Prado). Dois anos depois lançou pela Chantecler o LP Joelma muito mais, com Silêncio (Sérgio Odilon) e Tem que ser ele (Gilbert Bécaud, versão de Nazareno de Brito).

De 1969 é o LP Casatschok, pela mesma gravadora, com a faixa-título (Rubaschkin, versão de Fred Jorge) e Aqueles tempos (Raskin, versão de Fred Jorge). Em 1970 lançou novo LP pela Continental, do qual se destacam Todo mundo vê (Gervásio) e Alguém me disse (Jair Amorim e Evaldo Gouveia).

No ano seguinte lançou pela Continental outro LP, com Te quero... te quero (Algueró, versão de Sebastião F. Da Silva) e Não existe nada além de nós (Neneo e Fernando César). Dois anos depois, outro LP Joelma, pela mesma gravadora, com Como te direi (Sancho, versão de Nazareno de Brito) e Sozinha outra vez (Sullivan, versão de Nazareno de Brito).

Cantora muito popular, apresentou-se diversas vezes no exterior.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

Marina

marina-lima12

Marina (Marina Correia Lima), compositora e cantora, nasceu no Rio de Janeiro RJ em 17/9/1955. Tendo residido nos Estados Unidos dos sete aos dezoito anos, aí iniciou sua carreira musical, tocando violão.

Sua primeira composição gravada foi Meu doce amor, lançada por Gal Costa em 1977, no LP Caras e bocas; Maria Bethânia quis gravar Alma caiada em seu LP Mel, mas a canção foi censurada por causa do verso “eu não me enquadro na lei”.

Em 1979 foi contratada pela gravadora WEA e lançou seu primeiro LP, Simples como fogo. Após outros três discos na WEA — Olhos felizes (1980), Certos acordes (1981) e Desta vida, desta arte (1982) —, incluindo destaques como Nosso estranho amor (Caetano Veloso), mudou para a gravadora Polygram e obteve grande êxito com os LPs Fullgás (1984), Marina (1985), Todas (1985), Todas ao vivo (1986), Virgem (1987), Próxima parada (1989) e Marina Lima (1991), que incluem sucessos da cantora como Fullgás, Pra começar (ambas com seu irmão Antônio Cícero), Eu te amo você (Kiko Zambianchi), Nada por mim (Herbert Viana e Paula Toller), À francesa (com Antônio Cícero) e Uma noite e ½.

Mudando-se em 1993 para a gravadora EMI, gravou os discos O chamado (1993), Abrigo (1995) e Registros à meia voz (1996), no qual regravou sucessos seus e de outros artistas, como Fullgás, Nem luxo nem lixo (Rita Lee) e Para um amor no Recife (Paulinho da Viola).

Participou de Rei, disco-tributo a Roberto Carlos por vários artistas (Sony, 1994), interpretando Por isso eu corro demais.

CDs

O chamado, 1993, EMI 370 8283032; Abrigo, 1995, EMI 368 8362352; Registros à meia voz, 1996, EMI 364 8550442.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e PubliFolha.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Marinês

Marinês (Inês Caetano de Oliveira), cantora, nasceu em São Vicente Férrer, PE, em 16/11/1935, e faleceu no Recife, PE, em 14/05/2007. Seu pai, filho de índios Ariús, era seresteiro e a mãe foi cantora de igreja.

Aos 10 anos de idade começou a participar de programas de calouros, tendo chegado a competir num deles, com o também ainda menino Genival Lacerda. Foi casada com o sanfoneiro e produtor Abdias, com quem se casou aos 14 anos.

Depois de premiada com um sabonete numa retreta de rua, espécie de concurso de calouros ao ar livre, no bairro da Liberdade, onde morava, resolveu inscrever-se num programa de calouros na rádio local e, para fugir da vigilância dos pais, acrescentou o Maria ao seu nome. Ao ser anunciada no concurso, o locutor acabou por chamá-la de Marinês, e ela, gostando, adotou o nome artístico.

Em 1949 formou com o marido Abdias o Casal da Alegria. Em seguida, o casal juntou-se ao zabumbeiro Cacau e formou um trio. Este trio, no começo dos anos 50, passou a atuar como a Patrulha de Choque do Rei do Baião, especializada em realizar apresentações nas praças das cidades onde Luiz Gonzaga iria tocar, interpretando músicas do seu repertório, anunciando sua chegada nas cidades do interior do Nordeste, num trabalho feito espontaneamente.

Seu encontro com o Rei do Baião deu-se na cidade de Propriá, em Sergipe, apresentados pelo prefeito da cidade, Pedro Chaves. Na mesma noite do dia em que se conheceram, fizeram um show juntos. Com o apoio de Luiz Gonzaga, que lhe ensinou o xaxado, a carreira de Marinês ganhou impulso, sendo então batizada de A Rainha do Xaxado.

Gravou seu primeiro disco em 1956, lançado no ano seguinte pela Sinter, apresentando-se como Marinês e sua Gente. Gravou na ocasião, a quadrilha Quadrilha é bom, de Zé Dantas e o xaxado Quero ver xaxar, de João do Vale, Antonio Correia e Leopoldo Silveira Junior.

Em 1957, gravou dois grandes sucessos, os xotes Peba na pimenta, de João do Vale, José Batista e Adelino Rivera e Pisa na fulô, de João do Vale, Ernesto Pires e Silveira Jr., que foram posteriormente regravados por inúmeros artistas. No mesmo ano, lançou o xaxado Xaxado da Paraíba, de Reinaldo Costa e Juvenal Lopes e o xote O arraiá do Tibiri, de João do Vale e Silveira Jr. Ainda nessa época, a convite de Luiz Gonzaga, vão para o Rio de Janeiro, onde se apresentaram no programa Caleidoscópio, na Rádio Tupi.

Em 1958, gravou de Rosil Cavalcanti os baiões Aquarela nordestina e Saudade de Campina Grande. Gravou ainda, de Gordurinha e Wilson de Morais, o baião Perigo de morte. No mesmo ano participou do filme Rico ri à toa, de Roberto Faria. Em 1959, gravou de Antônio Barros e Silveira Jr. o baião Velho ditado e o xote Marieta.

Em 1960, gravou da mesma dupla o baião Mais um pau-de-arara e o chótis Balanço da saudade. No mesmo ano, transferiu-se para a RCA Victor, onde lançou, de Reinaldo Costa e Juvenal Lopes, o xote Viúva nova e, de Onildo Almeida, o xaxado História de Lampeão. Gravou ainda, de Zé Dantas e Joaquim Lima, a polca Chegou São João. No mesmo ano recebeu o troféu Euterpe no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, como a melhor cantora regional.

Em 1961, gravou os cocos Gírias do Norte, de Jacinto Silva e Onildo Almeida e Cadê o Peba, de Zé Dantas. No mesmo ano, gravou a moda de roda Marinheiro, de motivo popular com arranjos de Onildo Almeida e o coco de roda No terreiro da Usina, de Zé Dantas. Gravou ainda o LP Outra vez Marinês, que lhe rendeu um segundo troféu Euterpe, além de ter obtido o prêmio de melhor vendagem.

Em 1962, gravou, de Onildo Almeida, as modas de roda Siriri, sirirá e Meu beija-flor. No mesmo ano, gravou de João do Vale e José Batista o xote Xote de Pirira e de João do Vale e Oscar Moss o coco Gavião.

Em 1963, gravou as modas de roda Balanceio da usina, de Abdias Filho e João do Vale, e Pisei no liro, de Juvenal Lopes. No mesmo ano, gravou, de João do Vale e B. de Aquino, o xote Xote melubico e o baião Macaco véio.

Em 1984 apresentou-se em diversos shows em teatros da periferia do Rio de Janeiro dentro do projeto Pixinguinha, além de fazer participações especiais em discos do conjunto The Fevers e de Zé Ramalho.

Em 1986, lançou o LP Marinês e sua Gente - Tô chegando, com a participação especial de Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Jorge de Altinho. Com Luiz Gonzaga, interpretou Tá virando emprego, de Luiz Gonzaga e João Silva, com Dominguinhos, Agarradinho, de Michael Sullivan e Paulo Massadas, com Gilberto Gil, Doida por uma folia, do próprio Gil e Quatro cravos, de Jarbas Mariz e Cátia de França, e com Jorge de Altinho, Jeito manhoso, de Nando Cordel.

Em 1987, gravou pela RCA Victor o LP Balaio de paixão, interpretando, entre outras, as composições Tô doida pra provar do teu amor, de Nando Cordel, Fulô da goiabeira, de Anastácia e Liane, Novinho no leite, de Nando Cordel e Feitiço, de Jorge de Altinho.

Em 1988 estreou na Continental com o disco Feito com amor, onde regravou sucessos dedicados à festas juninas. Recebeu discos de ouro com A dama do Nordeste e Bate coração.

Gravou diversas músicas consideradas apimentadas e que mexeram com a moral da época, como Peba na pimenta e Pisa na fulô, de João do Vale, Cadarço de sapato, Xote da Pipira e Viúva nova, entre outras. Devido a essas gravações, chegou a ter problemas com os meios católicos do país, tendo ocorrido casos de padres que durante as missas pediam aos fiéis para não comprarem seus discos, como foi o caso de Peba na pimenta.

Com a separação do marido e produtor Abdias, ficou alguns anos sem gravar; ainda sim, lançou cerca de 30 discos, entre 78 rpm, LPs e CDs. Dentre os seus LPs, estão Nordeste valente, Balaiando e Cantando pra valer.

Em 1995, lançou o CD Marinês cidadã do mundo. Ainda nos anos 1990, participou do disco de forró lançado por Raimundo Fagner. Em 1998, com produção da cantora Elba Ramalho, lançou pela BMG o CD Marinês e sua Gente, contando com a participação de importantes nomes da Música Popular Brasileira contemporânea, quase todos do Nordeste. Uma das faixas de destaque é o dueto com Alceu Valença em Pelas ruas que andei, do cantor e compositor pernambucano.

No mesmo ano, a Copacabana/EMI lançou uma coletânea de seus sucessos remasterizados na série Raízes Nordestinas. Foi a primeira mulher a formar um grupo de forró. Em 2000 teve CD lançado pela BMG dentro da série Eu só quero um forró, no qual contou com as participações especiais de Gilberto Gil na música Quatro cravos e Alceu Valença em Pelas ruas que andei.

Faleceu em 2007, vítima de um acidente vascular cerebral que foi acometida um mês antes de sua morte.

Fonte: Cantoras do Brasil.

Lílian knapp

Lílian Knapp (Sílvia Lílian Barrie Knapp), cantora, compositora e modelo, nasceu no Rio de Janeiro em 30/3/1948. Ao lado de Leno, era a metade da dupla Leno e Lílian, um dos diversos grupos atuantes durante a Jovem Guarda.

Os dois conquistaram as rádios, em 1966, com Pobre menina (Hang on Sloopy) (Bert Russell - Wes Farrell - versão de Leno), Devolva-me (Lílian e Renato Barros) e Eu não sabia que você existia (Renato Barros - Tony).

Em 1967 estouraram mais uma vez com Coisinha estúpida (Something stupid) (Carson Parks - versão de Leno). A dupla se desfez em 1968, mas Lilian continuou a fazer sucesso, ganhando três discos de ouro com seus trabalhos solos.

Vendeu 500 mil cópias de Como se fosse meu irmão (1975), música que foi incluída na trilha sonora do longametragem Pixote. Em 1979 atingiu cerca de um milhão de discos vendidos do disco Lílian, ancorada pelo sucesso de Eu sou rebelde (Soy Rebelde) (M. Alejandro - versão de Paulo Coelho). O sucesssso seguinte foi Uma música lenta (Ed Wilson e Robert Livi), que ficou na casa das 850 mil cópias, em 1980.

Ancorada nesses sucessos, a cantora percorreu todo o Brasil e chegou a cantar na Argentina, Chile e Colômbia. Em seguida se especializou em ser cantora de estúdio, fazendo backing vocals para gravações de vários cantores, como Gal Costa, além de ter músicas gravadas por Sandra de Sá, José Augusto, Sandy e Júnior e Zezé di Camargo e Luciano.

Esporadicamente, reúne-se a Leno em shows comemorativos sobre a Jovem Guarda. Lançou mais dois discos solo, Lilian (1992) e Lilian Knapp (2001). No ano de 2000, sua canção Devolva-me foi reagravada com imenso sucesso pela cantora Adriana Calcanhotto.

Em 2002 Lilian relançou o Cd de 2001 com outro nome (Lilian Barrie) e com uma música inédita, Enrosca, de Gastão Lamounier. No decorrer de sua carreira, Lílian trocou algumas vezes seu nome artístico, tendo seu nome grafado nas capas de seus discos como Lílian, Lílian Knapp e Lílian Barrie. Atualmente se apresenta como integrante do grupo de rock Kinna, ao lado de Luís Sérgio Carlini e Cadu Nolla.

Fonte: Cantoras do Brasil.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Luely Figueiró

luely

Luely Figueiró, cantora, atriz e escritora, nasceu em Porto Alegre-RS, no dia 26 de setembro de 1935. Iniciou a carreira no princípio da década de 1950, e integrou o elenco da Rádio Gaúcha e foi considerada como uma das melhores intérpretes do sul do país.

Tornou-se uma das pioneiras na gravação de compositores que conheceriam a consagração na década de 1960 como Tom Jobim, Carlos Lyra, Ronaldo Bôscoli, Newton Mendonça e Sérgio Ricardo. Foi contratada pela gravadora Continental lançando o primeiro disco em 1957 com acompanhamento de Rafael Puglielli e sua orquestra registrando o tango "Yasmin de Santa Mônica", de Haletz, Warner e Huberto, e o bolero "Quero-te assim", de Miguel Prado e Sancristobal, ambos com versões de Carlos Américo.

No mesmo ano, e também com acompanhamento da orquestra de Rafael Puglielli gravou o samba-canção Nasce uma pobre menina, de Alberto Ribeiro e Alcir Pires Vermelho, a valsa-campeira Quero...quero..., de Luiz Carlos Barbosa Lessa, e os slow Marcelino, de Savona e Giacobeti, com versão de Edson Borges, e Marcelino pão e vinho, de Pablo Sorozabal com versão de Ribeiro Filho, estas últimas, da trilha sonora de conhecido filme da época. Também em 1957, atuou no filme Casei-me com um xavante, com direção de Alfredo Palácios.

Em 1958, gravou a toada Gauchinha bem querer, e a valsa Olha-me, diga-me!, composições de Tito Madi, e o calipso Melodie d'amour, de Salvador e Lanjean, com versão de Milton Cristofani, e o fox-trot Till (Até...), de Sigman e Denvers, com versão de Osvaldo Santiago.

Em 1959, gravou os xotes Xotis do Netinho, de Vitor Dagô e Poly, e Estou ficando louca, de sua autoria e Guaraci Ribeiro. Nesse ano, gravou com a orquestra de Rafael Puglielli os sambas-canção Não quero, não posso, não devo, de Dirce Moraes, e Eu não sei, de Lúcio Alves. Gravou também os sambas-canção O relógio da saudade, de Sérgio Ricardo, e
O que é amar, de Johnny Alf, além dos sambas A felicidade e O nosso amor, da dupla Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

Em 1960, gravou os sambas-canção
Meditação, de Tom Jobim e Newton Mendonça, Fim de noite, de Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli, Poema azul, de Sérgio Ricardo, e Se é tarde, me perdoa, de Ronaldo Bôscoli e Carlos Lira.

Em 1961, gravou pela RCA Victor com acompanhamento de orquestra a toada Amor ruim, de Sérgio Ricardo, e o samba-canção Chuva que passa, de Durval Ferreira, Maurício e Bebeto.

Em 2000, suas gravações dos sambas-canção O nosso amor e A felicidade, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes foram relançadas na série de três Cds Raros compassos com as primeiras gravações de obras de Tom Jobim relançadas pelo selo Revivendo.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB

Menina veneno

Menina Veneno (1983) - Ritchie e Bernardo Vilhena

(intro) ( E  F#  Abm  E  F#  Ebm )

E F# Abm E F# Ebm
Meia-noite no meu quarto ela vai subir
E F# Abm E F# Abm
Ouço passos na escada, vejo a porta abrir
A F# Abm E F# Ebm
O abajur cor de carne, o lençol azul
E F# Abm E F# Abm
Cortinas de seda, o seu corpo nu

(parte 1)
A E B F#
Menina veneno, o mundo é pequeno demais prá nós dois
C#m Abm F# F7 F#7
em toda cama que eu durmo só dá você, só da voçê ieie

E F# Abm E F# Ebm
Seus olhos verdes no espelho brilham para mim
E F# Abm E F# Abm
Seu corpo inteiro é um prazer do princípio ao fim
A F# Abm E F# Ebm
Sozinho no meu quarto eu acordo sem você
E F# Abm E F# Abm
Fico falando prás paredes até anoitecer

(parte 2)
A E B F#
Menina veneno, você tem um jeito sereno de ser
C#m Abm F# F7 F#7 Ab7
Toda noite no meu quarto vem me entorpecer, me entorpecer heieieeee

(intro)

(repete 1)
E F# Abm E F# Ebm
Meia-noite no meu quarto ela vai surgir
E F# Abm E F# Abm
Eu ouço passos na escada, eu vejo a porta abrir
A F# Abm E F# Ebm
Você vem não sei de onde, eu sei, vem me amar
E F# Abm E F# Abm
Eu não sei qual o seu nome mas nem preciso chamar

(repete 2)

E F# Abm E F# Abm
Menina veneno, menina veneno (3x)

Ritchie

Ritchie (Richard David Court), cantor e compositor, nasceu em Beckenham, no condado de Kent, ao Sul da Inglaterra, em 06/05/1952. Foi um dos mais bem-sucedidos do pop-rock brasileiro da década de 1980.

No início dos anos de 1970, tocava flauta em vários grupos ingleses, como o Everyone Involved, quando Rita Lee, Lucinha Turnbull e Liminha, de passagem por Londres, convidaram-no a vir morar no Brasil; aceitou, e por pouco não entrou para os Mutantes.

Radicado em São Paulo, durante a década de 1970 integrou grupos como Scaladácida (ao lado de Sérgio Caifa, Fábio Gasparini e Azael Rodrigues), Soma, Barca do Sol e Vímana (com Lulu Santos, Lobão e outros). Mas só em 1983 veio a ser nacionalmente conhecido, quando gravou uma fita com 17 músicas em parceria com o poeta Bernardo Vilhena e despertou o interesse da gravadora CBS, que o contratou.

Seu primeiro LP, Vôo de coração, emplacou vários grandes sucessos, como Menina veneno, Pelo interfone, Pra conversar e Casanova. O sucesso durou apenas dois anos, mas continua gravando e se apresentando em shows. Em 1995, Menina veneno foi regravada com êxito por Zezé di Camargo e Luciano.

Fontes: Wikipédia; Enciclopédia da Música Brasileira.