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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Amália Rodrigues

A ligação artística e efetiva de Amália Rodrigues com o público brasileiro, que tanto admira, sempre foi muito estreita e carinhosa. Saiu ela para cantar em outras terras, pela primeira vez, em 1943, na vizinha Espanha.

Em 1944, mesmo na época perigosa da guerra, sua segunda viagem internacional já teria a direção do Rio de Janeiro, viagem repetida em 1945, quando grava na Continental, e em 1949, em ambas as oportunidades também se apresentando em São Paulo. Foram em seguida tantas as vindas e tantos os seus triunfos no Brasil que se torna difícil e desnecessário enumerá-los.

De família modesta da Beira Baixa, Amália da Piedade Rodrigues, nasceria, todavia, por acaso, em Lisboa, em 1920, num dia e mês que a memória de seus familiares nunca conseguiu determinar com exatidão. Até os quatorze anos, ficou na casa de seus avós maternos, na capital portuguesa.

Muito pequena, em casa, a pedido de seu avô começou a cantar, e depois nas festas escolares. A escola freqüentaria até os doze anos, deixando os estudos para ser bordadeira, passadeira de roupa, empregada de fábrica de doces e vendedora de laranjas no cais lisboeta.

Ao voltar para junto de seus pais e irmãos na Beira Baixa, no Fundão, na serra da Estrela, continuou a fazer o que mais gostava, cantar em toda a parte.

"Cantei desde menina, quando andava descalça e seguia os cegos que pediam esmolas. Quando comecei, inovei o fado. Sou filha de gente da Beira Baixa, gente que tem uma maneira diferente de cantar e esta minha maneira foi considerada uma inovação. Depois mudei, estou sempre mudando aqui dentro e por isto minha música muda. Sou desigual, canto como estou sentindo, por isso canto sempre diferente."

Em meados de 1939, sua vida profissional de cantora tem início quando aceita convite para atuar no Retiro da Severa, em Lisboa, prestigiosa casa de música portuguesa típica. Rapidamente Amália começa a construir sua fama.

Ao mesmo tempo em que se apresenta nas melhores casas noturnas, inclui o teatro de revista, o radio, o disco, as excursões, inclusive internacionais, na sua agenda cada vez mais lotada. O cinema aparece-lhe em 1947. Dois anos atua no filme Vendaval Maravilhoso (Vida e Amores de Castro Alves), uma co-produção luso-brasileira, com locações no Brasil e em Portugal.

Sua glória mundial faz-se perante platéias as mais variadas e exigentes: Madri, Rio de Janeiro, São Paulo, Paris, Londres, Nova Iorque, Milão, Tóquio, Buenos Aires, Cidade do México e tantas outras pelo mundo a fora. E onde não chega pessoalmente, seus discos levam sua voz.

"O fado me deu muito mais do que eu dei a ele. Minha voz foi somente o veículo humilde através do qual a alma de minha terra chegou a todas as partes do mundo".

Além de tudo, Amália era despojada das humanas vaidades. Mas quem pode pensar no fado e não pensar imediatamente em Amália Rodrigues?

Faleceu em 05/10/1999.

Fonte: http://www.revivendomusicas.com.br/biografias_detalhes.asp?id=211

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

César Portillo de la Luz

César Portillo De La Luz, compositor, cantor e violonista nasceu em Havana, Cuba, em 31 de outubro de 1922. Começou como cantor amador aos 19 anos de idade. Mais tarde foi também pintor de paredes.

Em 1946 iniciou profissionalmente suas atividades artísticas com apresentações na Rádio Lavín e na emissora Mil Diez, onde por um tempo, tinha um programa próprio de canções.

Em 1956 passou a trabalhar no cabaré Sans Souci a frente de um pequeno grupo integrado pelo pianista Frank Domínguez, Alfredo León (no contrabaixo), Gastón Laserie (na bateria), e o trompetista Luis Ortellado. Posteriormente atuou nos cabarés Karachi, Chateau Piscina, Gato Tuerto e St. John. No "Pico Blanco" se apresentou por alguns anos junto com José Antonio Méndez.

Algumas de suas canções foram utilizadas em trilhas sonoras de filmes. Realizou recitais e conferências em diferentes centros culturais cubanos e estrangeiros sobre o surgimento e desenvolvimento da canção cubana, em especial temas relacionados com o movimento feeling, de que foi um dos fundadores.

Manteve na Rádio Progreso, por alguns anos, um programa chamado "Cita a las Cinco", onde interpretava obras suas e de outros autores. Sua música foi gravada por orquestras e cantores de diferentes países. Entre os seus primeiros intérpretes esteve o Conjunto Casino, no final da década de 40, e posteriormente os mais importantes conjuntos e cantores do continente.

Entre suas obras encontramos títulos como Ave de paso, Contigo en la distancia, Noche cubana, Nuestra canción, Delirio, Canto a Rita Montaner, Perdido amor, Sabrosón, Realidad y fantasía, Canción de un festival, La hora de todos, Al hombre nuevo, Amor es eso, Canción de los Juanés, Son al son e outras composições que revelam sua genialidade.

Com o ressurgimento do bolero na década de 80 do século XX, suas obras voltaram a ser gravadas por importantes figuras internacionais como Plácido Domingo, Luis Miguel, Caetano Veloso e a Orquestra Sinfônica de Londres.
Fonte: SonCubano

Frank Domínguez

Frank Domínguez, compositor e pianista nasceu em Matanzas, Cuba, em 1927. Iniciou suas atividades como compositor na década de cinqüenta, época em que era estudante universitário. Realizou sua primeira apresentação pública na televisão, durante um programa para artistas amadores.
Trabalhou como pianista-acompanhante em diversas casas noturnas de Havana. Integrou-se a um grupo junto com César Portillo de la Luz na qual acompanhou diversas vozes cubanas como Elena Burke.
Autor de famosos boleros como Refúgiate en mí, Tú me acostumbraste, Pedacito de cielo, Luna sobre Matanzas, Me recordarás, Si tú quisieras, Imágenes, El hombre que me gusta a mi, La dulce razón.
Suas canções tiveram grande difusão em Cuba e no exterior sendo gravadas por muitos cantores cubanos e estrangeiros. Na década de 80 radicou-se em Mérida, México, onde continuou a compor.
Fonte: SonCubano

José Antonio Méndez

José Antonio Méndez, compositor, violonista e cantor nasceu em Havana, Cuba, em 21 de junho de 1927, e faleceu em junho de 1988. Iniciou em 1940 seu aprendizado para violão e composições musicais.
Ainda como estudante universitário estreou sua primeira composição em uma festa no Instituto de La Habana. Fez depois várias apresentações na emissora Mil Diez. Nessa época formou o grupo musical Loquibambia. Foi, também, um dos fundadores do grupo do feeling.
Em 1947 sua canção La gloria eres tú foi gravada por Toña la Negra, e foi um sucesso estrondoso que o autor escutou pela primeira vez na vitrola do Lucero Bar, onde freqüentava, e por querer ouvi-la várias vezes, gastou todo o dinheiro que levava, motivo pelo qual tivera que regressar a pé para sua "casita en los Pinos", muito distante do bar.
Em 1949 viajou para o México e atuou com sucesso em casas noturnas e emissoras de rádio. Gravou cinco discos nesse país, que considerava sua segunda pátria. Em 1959 voltou para Cuba, e continuou sua carreira com apresentações em teatros, rádio, TV, gravações de novos discos e viagens por diversos países da América Latina e Europa.
Homem sensível, sempre amável, passava as noites de Havana em locais como El Pico Blanco del hotel Saint John, onde atuou por anos junto a César Portillo de la Luz. Morreu em conseqüência de um acidente, em plena celebração do Festival "Boleros de Oro", quando se dirigia a pé até seu local de trabalho no Pico Blanco.
Entre seus boleros se encontram La gloria eres tú, Novia mía, Quiéreme y verás, Ayer la vi llorar, Si me comprendieras, Sufre más, Soy tan felíz, Me faltabas tú, Decídete, Tú, mi adoración, Por nuestra cobardía, Mi mejor canción, Ese sentimiento que se llama amor e Cemento, ladrillo y arena.
Fonte: SonCubano

Pedro Junco

Pedro Junco, compositor e pianista, nasceu no povoado de Pinar del Río, Cuba, em 22 de fevereiro de 1920 e faleceu em Havana, em 24 de abril de 1943. Iniciou muito jovem seus estudos e atividades musicais em seu povoado natal. Morreu jovem vítima da tuberculose.
Compôs mais de trinta obras musicais entre as quais se destacam Ya te lo dije, Soy como soy, asssim como seu famoso bolero Nosotros, lançado por seu autor no Festival de Canción Cubana de 1942, e que foi um sucesso internacional.
Fonte: SonCubano

Adolfo Utrera

Adolfo Utrera, compositor e poeta, nasceu em Havana, Cuba, em 28 de maio de 1901 e faleceu em Nova York, em 3 de dezembro de 1931. Foi o mais velho de dez irmãos e desde cedo teve que enfrentar a vida, pois seu pai morreu em 1922.

Tomou aulas de canto em Havana e depois com uma professora chilena em Nova York. De dezembro de 1926 a novembro de 1931, gravou 126 discos pela etiqueta Columbia, sem contar outras gravações com diferentes artistas.

Entre elas está o histórico Aquellos ojos verdes, canção escrita pelo próprio, com música de Nilo Menéndez. Adolfo era poeta e a dedicou aos olhos de sua irmã mais nova Conchita, que passava a temporada naquela época em Nova York com ele.

Por razões desconhecidas, se suicidou, acabando assim uma promissora carreira. Conchita gravou algumas canções como intérprete (1929-30) mas dedicou-se mais a poesia.

Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.

Fonte: SonCubano

Nilo Menéndez

Nilo Menéndez, compositor, pianista e diretor de orquestra, nasceu em Matanzas, Cuba, em 26 de setembro de 1902 e faleceu em Los Angeles, EUA, em 15 de setembro de 1987.
Estudou música em seu povoado natal e em sua adolescência, trabalhou como pianista no Cine Velasco em filmes mudos. No fim da década de 20 viaja a Nova York, onde faz amizade com o músico espanhol José Lacalle, que lhe consegue emprego na gravadora Columbia.
Em 1929 compõe sua famosa canção Aquellos ojos verdes, com letra de Adolfo Utrera, e dedicada a irmã deste, Conchita, do qual era vizinho. Esta obra foi gravada por Ernesto Lecuona (em cuja companhia havia atuado antes) e interpretada pelo próprio Utrera. Suas primeiras gravações foram feitas em 1925.
Trabalhou com a orquestra de Xavier Cugat e foi pianista acompanhante do cantor mexicano Tito Guízar. Musicou várias filmes nos Estados Unidos. Em 1990 suas cinzas foram transladadas para Havana pela sobrinha do músico, Perla Negrete.
Entre suas obras, além da citada Aquellos ojos verdes, se encontram Su mamá tuvo la culpa (foxtrot); Julieta (danzón); Viniste del cielo, El chicharronero (pregón); Negra soy (rumba bembé); e Bajú fiesta, entre outras.
Fonte: SonCubano

Bobby Collazo

Bobby Collazo (Roberto Collazo Peña), compositor e pianista nasceu em Marianao, Cuba, em 2 de Novembr0 de 1916 e faleceu em Nova York, em 9 de novembro de 1980. Cursou estudos musicais em sua cidade natal, e mesmo estudando Direito, se inclinou de maneira definitiva pela música.
Compôs seu primeiro bolero en 1938, intitulado Retornarás. Em 1940 surge seu primeiro sucesso com Rumba Matunga, obra interpretada pela cantora Aurora Lincheta que obteve o segundo prêmio em um concurso promovido pela emissora RHC Cadena Azul.
Viajou ao México em 1947 junto com Julio Gutiérrez e permaneceu algum tempo nesse país. No momento da volta compõe sua mais famosa canção, em que estreou Pedro Vargas: La última noche que pasé contigo.
Viaja a Santo Domingo de regresso a Cuba. Participou de concertos organizados pelo maestro Ernesto Lecuona, entre eles um que teve grande repercussão, com oito pianistas de primeira como ele: Julio Gutiérrez, Orlando de la Rosa, Juan Bruno Tarraza, Mario Fernández Porta, Felo Bergaza, Humberto Suárez e Fernando Mulens. Fundou trios, como o Antilano, e quartetos vocais.
Em 1952 se radica em Nova York, com visitas freqüentes a Cuba. Nesses anos escreve canções que se convertem em sucessos inesquecíveis, como Vivir de los recuerdos, Tenía que ser así, Tan lejos y sin embargo te quiero, Qué te has creído, La última noche que pasé contigo, Lejanía, Luna de varadero, Esto es felicidad (com Orlando de la Rosa) e Nostalgia habanera. Compõe também a rumba Serenata mulata.
Seus intérpretes foram os mais destacados de Cuba e América Latina. Publicou um livro: "La última noche que pase contigo", onde faz uma resenha da vida musical cubana entre 1920 e 1960, década por década.
Fonte: SonCubano

Gonzalo Roig

Gonzalo Roig, compositor e diretor de orquestra e banda, nasceu em Havana, Cuba, em 20 de julho de 1890 e faleceu em 13 de junho de 1970. Em 1902 iniciou estudos de piano, teoria e solfejo na Asociación de Dependientes del Comercio de La Habana, com Agustín Martín Mullor e posteriormente com Gaspar Agüero Barreras. Tomou lições de violino com Vicente Alvarez. Depois realizou estudos superiores de música no Conservatório Carnicer.
Em 1907 integrou como pianista um trio que se apresentava no Cine Monte Carlo. Desta maneira iniciava sua carreira profissional e nesse ano, ainda, compôs uma canção para voz e piano intitulada "La voz del infortunio".
Em 1909 começou a se apresentar como violinista no Teatro Martí. Em 1911 fez estudos de contrabaixo de maneira autodidata. O tenor Mariano Meléndez lançou então seu bolero Quiéreme mucho, que resultaria na sua mais conhecida obra, que vendeu a um editor por 5 pesos.
Em 1917 viajou ao México, e trabalhou na companhia de María Guerrero. Regressou a Cuba nesse mesmo ano. Foi fundador e diretor, em 1922, junto a Ernesto Lecuena, César Pérez Sentenat e outros renomados músicos, da Orquestra Sinfônica de Havana, que realizou um importante trabalho na divulgação de compositores cubanos. É considerado, com justiça, o pioneiro do “sinfonismo” em Cuba.
Em 1927 foi diretor da Escola e da Banda Municipal de Música de Havana (depois Banda Nacional de Concertos). Este cargo ele manteve até sua morte. Seu trabalho a frente da Banda foi fundamental e importante, já que escreveu uma enorme quantidade de adaptações de obras de autores estrangeiros e cubanos, o que repercutiu em uma nova sonoridade que tanto peso teve na formação de executantes e no desenvolvimento da música cubana desde o século XIX. Como mostra disso, está o feito de que a banda acompanhou a diversos cantores, o que não havia sucedido antes em toda a história musical cubana.
En 1929 criou a Orquestra Ignacio Cervantes e em 1930 recebeu convite da União Pan-americana para conduzir uma série de concertos nos EUA. Realizou então uma uma bem-sucedida turnê como diretor de bandas de música norteamericanas, como U.S. Army Band, U.S. Soldier's Home Military Band, U. S. Marine Band e U. S. Navy Band, e desta maneira conseguiu difundir internacionalmente a exuberância rítmica cubana.
Em 1931 organizou com Agustín Rodríguez uma companhia de teatro vernáculo no Teatro Martí, com apresentações que duraram mais de cinco anos. Em 1932 lançou Cecilia Valdés, universalmente considerada como a opereta cubana mais importante do teatro lírico nacional.
Em 1936 integrou a Academia Nacional de Artes e Letras, e seu discurso de ingresso, que foi contestado por Sánchez de Fuentes, saiu publicado na revista dessa instituição como "Anotações históricas sobre nossas bandas militares e orquestras".
En 1938 fundou e foi diretor de concerto da Ópera Nacional. Nesse mesmo ano fez a música do filme "Sucedió en La Habana", lançado em 1939. Durante toda sua vida se ocupou de gestões sindicais em prol dos músicos, e foi fundador da Sociedade de Autores Cubanos, da Federação Nacional de Autores de Cuba, da União Nacional de Autores de Cuba e da Sociedade Nacional de Autores de Cuba.
Escreveu alguns ensaios e artigos sobre música. Entre suas obras mais representativas se encontram, além da opereta Cecilia Valdés e da canção Quiéreme mucho, já citadas, Soledad, Amalia Batista, Mosaico cubano, Fantasía cubana, Hoy son día de reyes, e outras mais.
Fonte: SonCubano

Arsenio Rodríguez

Arsenio Rodríguez (Arsenio Travieso Scull), compositor, nasceu em Güira de Macurijes, Matanzas, Cuba, em 30 de agosto de 1911, e faleceu em Los Angeles, EUA, em 1972. Desde muito cedo começou a se dedicar à música. Perdeu a visão aos treze anos de idade, e por esta condição, quando já músico muito popular, ganhou o apelido de "O cego maravilhoso".
Em 1930, aproximadamente, mudou-se para Havana onde conheceu os artistas (soneros) da capital cubana. Iniciou, nessa época como "tresero" no Sexteto Boston, e posteriormente formou parte da Bellamar.
Em 1940 fundou seu conjunto de sons, que obteve uma extraordinária popularidade. Durante a década de 40 obteve fama entre os dançarinos que visitavam cada domingo os jardins de fábrica de cerveja "La Tropical".
Nos anos 50 viajou para Nova York onde formou um grupo, já que em Havana havia ficado seu conjunto, que passou a ser dirigido pelo trompetista Félix Chapottín. Autor dos conhecidos "sones" El Guayo de Catalina, Bruca Manigüá, Güira de Macurijes, Fuego en el 23, Laborí, Vacuno, Lo dicen todas; e dos boleros, entre outros, En su partir, Camagüey, Nos estamos alejando, Acerca el oído e La vida es un sueño.
Fonte: SonCubano

Bienvenido Granda

Bienvenido Granda (Bienvenido Rosendo Granda Aguilera), cantor, nasceu em Havana, Cuba, em 30 de agosto de 1915 e faleceu na Cidade do México, México, em 9 de julho de 1983. Orfão de pai desde os seis anos de idade, desde criança mostrou afinidade pelos ritmos cubanos e os tangos, que cantava nos ônibus.
Começou pouco a pouco a consolidar sua carreira e atuou em emissoras de rádio dos anos 40 e 50, como CMQ, RHC Cadena Azul, Rádio Cadena Suaritos e Rádio Progreso. Um momento importante em sua vida foi o seu ingresso a Sonora Matancera, em 1940. Com este grupo permaneceu durante muitos anos como cantor, até 1954, e posteriormente passou a cantar como solista.
Apresentou-se na Colômbia e outros países, até fixar residência na Cidade do México, México. Interpretou vários gêneros musicias cubanos e do Caribe, cultivando especialmente o bolero com um original estilo e timbre pessoal.
Era conhecido pelo apelido de "El bigote que canta". Entre suas composições se destacam Todo el mundo canta e México (guaguancós); Pasión extraña, Perfume de gardenia, En la orilla del mar, Angustia, Oración de amor e Ten piedad (boleros).
Fonte: SonCubano

Osvaldo Farrés

Osvaldo Farrés

Osvaldo Farrés, compositor, nasceu em Quemado de Guines, Cuba, em 13 de janeiro de 1902, e faleceu em Nova Jersey, EUA, em 22 de dezembro de 1985. Foi um conhecido animador de um programa de rádio (e depois chegou na televisão) chamado "Bar melódico de Osvaldo Farrés", pelo qual passaram os mais importantes artistas cubanos dos anos 50. Não sabia escrever música, nem tocava nenhum instrumento, era um jovem inexperiente nesse ramo.

Em Havana foi carteiro, estofador, decorador, vidraceiro e pintor de paisagens. Destacou-se, contudo, como publicitário e, entre outras coisas, dirigiu a promoção da cerveja "Polar".

Seus boleros foram interpretados por grandes nomes como Nat King Cole, Doris Day, Bing Crosby, Johnny Mathis, Maurice Chevalier, Plácido Domingo, Edith Piaff, Katina Ranieri, Pedro Vargas, Toña La Negra, Lucho Gatica, Olga Guillot e Sarita Montiel.
Passou residir nos EUA em 1962. Muitas de suas obras alcançaram popularidade em Cuba e no exterior, com versões de cantores latinos e, mesmo, norte-americanos.
Fonte: SonCubano

Gabriel Ruiz

Gabriel Ruiz (Gabriel Ruiz Galindo), filho de Rosalío Ruiz e Aurelia Galindo, nasceu em 18 de março de 1908 em Guadalajara, Jalisco, México, para ser parte de uma família de 18 irmãos. Alguns historiadores afirmam que foi em 1912. Faleceu em 1998.

Artista desde a juventude, sua dedicação ao piano o fez abandonar os estudos de medicina, quando já havia cursado dois anos. A partir dessa decisão, dedicou-se plenamente ao estudo da música, sob a tutela do maestro Jesús Estrada.

Abandonou Guadalajara com o objetivo de se superar, e na Cidade do México conseguiu uma bolsa de estudos oferecida pela Secretaria de Educação Pública para estudar no Conservatório de Música, onde foi aluno do maestro Salvador Ordóñez Ochoa.

Ao terminar seus estudos em 1934, apresentou-se em público no Teatro Arbeu, tocando, sob a regência do maestro Carlos Chávez, um concerto de Francis Poulenc. Através de la XEW, Gabriel Ruiz fez conhecer sua música, e esse feito lhe abriu as portas da popularidade.

Suas canções foram interpretadas primeiro por Gloria Luis e José Luis Caballero, para depois ficarem consagradas nas vozes de Amalia Mendoza, Alfonso Ortiz Tirado, Pedro Infante, Pedro Vargas, Avelina Landín, Irmãs Aguila, Salvador García e Hugo Avendaño.

Alcançou fama mundial, quando em 1945 realizou para Hollywood a música para o filme Mexicana, e a partir de então estudou no Conservatório de Paris até 1947, para logo aproveitar seus conhecimentos como docente do Instituto Nacional de Belas Artes.

Uma das homenagens mais importantes que recebeu, fora o reconhecimento do público por suas canções, foi o que organizou em 1967 o INBA, quando dirigiu a Sinfônica Nacional na interpretação de suas principais melodias, entre elas: Desesperadamente, Entre tú y yo, La cita, Un minuto, Grito prisionero, ¡Viva el amor!.

A nível mundial seus méritos artísticos foram reconhecidos quando ganhou medalha de ouro outorgada pela Broadcast Music e B&I de Nova York, em três ocasiões por haver chegado a um milhão de execuções nos EUA de seus temas Amor, amor, amor, Mar e La parranda.

No México
, por decreto do governo de Jalisco, lhe foi conferido a medalha José Clemente Orozco, em 1978; uma rua do porto de Mazatlán foi batizada com seu nome e foi aclamado como "filho predileto" pelas suas melodias Mazatlán e Noche de Mazatlán. Em 1980 foi merecedor do prêmio Jalisco. Em 1989, Prêmio Nacional de Tradições e Artes Populares compartilhado com Manuel Esperón e Consuelo Velázquez.

Obras de Gabriel Ruiz que constam no site: Amor, amor, amor, Condición, Desesperadamente, Despierta, Lo quiso Dios, Mar, Noche, Sin motivo, Tentación, Tu nombre, Usted.

Veja também: Agustín Lara / Altemar Dutra / Armando Manzanero / Bolero, O / Bolero, A história do / Bolero, Cifras e letras de / Canções Latinas, Cifras / Gregorio Barrios / Lucho Gatica / Luis Miguel / Mario Clavell / Rafael Hernández / Roberto Yanés / Trío los Panchos / Trio Yrakitan.

Fontes: Sociedad de Autores y Compositores de Música (SACM) - México; El Fonógrafo - Biografias - Red Radio Universidade de Guadalajara; MPB CIFRANTIGA - Boleros Inesquecíveis.

Ernesto Lecuona

Ernesto Lecuona (Ernesto Lecuona Casado), compositor e pianista nasceu em Guanabacoa, Cuba, em 7 de Agosto de 1896 e faleceu nas Ilhas Canárias, em 29 de Novembro de 1963. Iniciou estudos de piano com sua irmã Ernestina e os continuou, depois, com Peyrellade, Saavedra, Nin e Hubert de Blanck.
Aos cinco anos de idade chamava a atenção por sua habilidade ao piano e, na época, deu um concerto no Círculo Hispano. Aos onze anos começou a trabalhar como pianista de filmes mudos no Cine Fedora, em Havana, e aos doze compôs suas primeiras obras.
Ao terminar seus estudos no Conservatorio Nacional obteve por unanimidade o primeiro prêmio e medalha de ouro de seu curso (1913). Dotado com qualidades excepcionais, fez aportes a pianística nacional cubana no uso de ritmos.
Foi o formador de orquestras e de inumeráveis artistas, a quem apoiou como amigos. Como concertista, visitou muitos países da América e Europa. Seu catálogo musical possui mais de 600 obras, que abarcam grande quantidade de gêneros musicais. Escreveu para o teatro obras inesquecíveis "El Sombrero de Yarey", "Rosa la China", "Lola Cruz", "María La O", "El Cafetal","El Batey", "La Tierra de Venus" e "Nina Rita".
Entre suas canções brilham Siboney, Eclipse, Damisela encantadora, Noche azul, Siempre en mi corazón, Recordar, Como arrullo de palmas, Tus ojos azules, Se fue e Mariposa. Ademais, 70 danças para piano nas quais se destacam: Ahí viene el chino, Danza Negra, La Comparsa, La Malagueña e Danza Lucumí.
Desde os primeiros discos de 78 rpm até o long play os numerosos discos que gravou se difundiram pelo mundo, com uma mensagem básica: talento e "cubanía".
Fonte: SonCubano

Alvaro Carrillo

Alvaro Carrillo (Alvaro Carrillo Alarcón) nasceu em Cacahuatepec, Oaxaca, México, em 2 de dezembro de 1921, seus pais eram Jesús Carrillo e Teodora Alarcón. Passou sua juventude na terra natal, trabalhando na propriedade de seus pais.

Em 1940 ingressou na Escola Nacional de Agricultura em Chapingo, onde teve a oportunidade de ler um pouco de literatura que lhe estimulou a compor suas primeiras canções, surgindo assim "Celia".

Alvaro Carrillo contava que, com seus companheiros de estudos, levava serenata para as jovens, nos povoados vizinhos de sua escola, trocando o nome da canção conforme a mocinha. Entre estudos, atividades agrícolas e inquietudes próprias de sua idade levou uma vida cheia de alegrias e de satisfação.

Em 1945 formou-se engenheiro agrônomo e abandonou a escola para radicar-se na Cidade do México, onde trabalhou na Comisión del Maiz.

Com passar do tempo fez amizade com Antonio Pérez Mesa, que integrava o Trío Los Duendes e lhe deu sua canção Amor mío para ser gravada e sua popularidade logo lhe chegou, motivo pelo qual trocou a engenharia pela música.

Cabe fazer menção que Yoshiro Hiroishi, cantor de fama entre o público japonês, gravou Sabor a mí, canção com que Alvaro Carrillo obteve o triunfo definitivo. Foi assim que quando Yoshiro Hiroishi visiou a Cidade do México, localizou nosso compositor que atuava numa casa noturna da cidade, vestiu-se com indumentária tradicional japonesa, foi ao local antes mencionado e se apresentou com sua guitarra e cantou Sabor a mí com muito sucesso.

Esta canção deu a volta ao mundo, foi gravada no México, França, Bélgica, Grécia, Áustria, Inglaterra, Itália, Holanda, Espanha, Estados Unidos, etc.
Algumas canções de sua autoria que constam no site: Amor mío, Cachito, Eso, La mentira, Sabor a mí e Sabrá Dios.

Sua última atuação pública foi na Cardini Internacional de Ciudad Juárez, Chihuahua. Compôs mais de 300 canções e trabalhou em vários programas de rádio, televisão, teatro de revista e casas noturnas durante 15 anos. Entre seus principais intérpretes temos Pepe Jara, Trío Los Santos, Trío Los Duendes e Linda Arce.

Faleceu de forma trágica em 3 de abril de 1969 e foi velado junto com sua esposa Ana María Inchaústegui no Teatro de los Compositores, para logo ser sepultado no Panteón Jardín da Cidade do México.

Bobby Capó

Bobby Capó (Félix Manuel Rodríguez Capó), compositor, cantor, diretor de televisão e funcionário público, nasceu em Coamo, Porto Rico, em 1/1/1922, e faleceu em 18/12/1989. Ao terminar seus estudos na escola superior mudou-se para San Juan para tentar a sorte no mundo da música, onde participou do programa de calouros de Rafael Quiñones Vidal, no qual foi aprovado.
Sua fama internacional começou quando outro artista porto-riquenho, Pedro Ortiz Dávila (Davilita), abandonou o quarteto Victoria que dirigia Rafael Hernández e Bobby o substituiu.
Depois de sua saída do quarteto Victoria, Capó adotou Nova York como sua residência e base de operações. Em plena década de 40, converteu-se num ídolo em Cuba, e sua fama transcendeu rapidamente pelo mundo hispânico.
Tomou parte da orquestra do reconhecido músico Xavier Cougat, mas foram suas gravações como solista que lhe deram fama internacional. Considerado um dos pioneiros entre os cantores-autores hispânicos, entre suas composições destacam-se: Piel canela, El negro bembón, El bardo, Luna de miel en Puerto Rico, Sin fe, Triángulo e María Luisa. A saudade pelo seu lar nativo lhe inspirou clássicos como: Soñando con Puerto Rico e também lhe levou a fazer denúncias com canções como Despierta borincano.
Seu domínio de gêneros musicais foi impressionante. Sua composição Llorando me dormí tem sido reconhecida como a primeira balada escrita por um porto-riquenho. Esta transcendeu internacionalmente em meio da invasão da Nova Onda na década de 60. Por esses anos a sua composição Jacqueline, dedicada a então primeira-dama dos EUA, Jacqueline Kennedy Bouvier, causou controvérsias no México.
No começo da década de 70, Bobby trabalhou na Oficina de Porto Rico em Nova York, na Divisão de Migração e finalmente na Junta de Libertad Bajo Palabra.

Fonte: Fundación Nacional para la Cultura Popular - San Juan, Puerto Rico.

Daniel Santos

Daniel Santos, compositor e cantor, nasceu em 5/2/1916 em Santurce de Acuario, Porto Rico, e faleceu em 27/11/1992. Uma das mais enigmáticas personagens da música popular latino-americana Daniel Santos, "El Inquieto Anacobero", era filho de Don Rosendo de los Santos, carpinteiro, e María Betancur, costureira.
Passou sua infância em um bairro de Santurce, conhecido como Trastalleres. Ali viveu seus primeiros anos com suas três irmãs Sara, Rosalilia e Lucy. Aos cinco anos aprendeu o abecedário com a maestrina do bairro conhecida como Dona Ana, e aos sete iniciou sua educação formal na escola pública de Las Palmitas, na Rua Aguacate.
Ao concluir o terceiro grau foi para a Escola Rafael Cordero, na Parada 15 de Santurce, mas não pode se matricular porque a situação econômica em seu lugar era desesperadora tendo, inclusive, que trabalhar como engraxate para ajudar a família. Nessa época sua família mudou-se para a cidade dos arranha-céus, onde Daniel teve que voltar a estudar no primeiro grau já que não sabia falar inglês e conseguiu completar seu segundo ano de escola superior, onde já cantava no coro.
Aos 14 anos abandonou o lugar devido ao pouco que ganhava seu pai, mudando-se para um quartinho por três dólares semanais e iniciou sua vida de “Inquieto Anacobero”. Um dia, enquanto se banhava, começou a cantar as únicas canções que sabia de memória: uma guaracha de Rafael Hernández e Te quiero dijiste, de María Grever. Estava na mais profunda de sua inspiração quando ouviu que batiam em sua porta. Era um dos integrantes do Trio Lírico, um conjunto musical que tocava em bailes, batizados e outras atividades.
Terminou seu banho e se reuniu com o resto dos integrantes, que lhe convidaram a participar em várias apresentações do conjunto. Assim se fez profissional e cobrava um dólar para interpretar canções várias vezes. Logo aumentaram para um peso e meio para cantar aos sábados no Borinquen Social Club de Nova York. Passou, então, a alternar entre o Trio Lírico e o Conjunto Yumurí, até 1938, quando teve um encontro histórico com o compositor Pedro Flores.
Neste ano estava trabalhando em um pequeno cabaré chamado Los Chilenos, onde cantava nos finais de semana por dez dólares e toda bebida que pudesse tomar. Depois foi cantar no Cuban Casino, um cabaré latino localizado na Oitava Avenida. Ali tocavam a orquestra do maestro Augusto Cohen, que alternava com o conjunto Escalera, uma artista espanhola de nome Consuelo Moreno, e um casal de bailarinos mexicanos. Daniel Santos cantava com as duas orquestras, passava-se por mestre de cerimônias, fazia o espetáculo, e quando faltava algum integrante, também o substituía. Por tudo isso ganhava a quantia de 17 dólares semanais.
Uma noite chegou ao cabaré o maestro don Pedro Flores que escutou Daniel interpretar várias canções, entre elas seu bolero Amor perdido. Ao concluir, o compositor lhe convidou para sentar-se à sua mesa que compartilhava com várias personagens e disse-lhe que tinha gostado muito da sua forma de cantar e o convidou para ensaiar com seu grupo Quarteto Flores, em Manhattan.
Com o Quarteto de Pedro Flores gravou muitas das canções que o fariam famoso, entre elas, Tú serás mía, Irresistible, Esperanza inútil, Perdón, Mayoral, Venganza, Amor, Olga, Yo no sé nada, Hay que saber perder, La número 100, Bella mujer, Margie, Prisionero del mar, El último adiós, Borracho no vale, Bella mujer, Guaracha amorosa, e muitas outras.
Em 1941, período da Segunda Guerra Mundial, Daniel gravou o disco mais popular de Don Pedro Flores, Despedida. No ano seguinte substituiu Miguelito Valdés na orquestra de Xavier Cugat e pouco depois abandonou o Hotel Waldorf Astoria para cumprir o serviço militar obrigatório com o exército norte-americano.
Por essa época começou a cobrar consciência nacionalista e se identifica com o pensamento do maestro Don Pedro Albizu Campos, ideais que lhe trazem problemas com o FBI e com o Departamento de Estado norte-americano cada vez que viajava. Mais tarde, recordando as atrocidades da guerra, gravou vários discos com canções de protesto contra esse mesmo exército que utiliza as praias de sua pátria para exercícios militares.
Essa vida de “Inquieto Anacobero” que lhe levou ao cárcere várias vezes começou em Cuba no final de 1946, quando Bobby Capó o apresentou ao Guajiro Amado Trinidad e este lhe contratou para trabalhar durante oito dias no programa "Bodas de Prata Portagás" na RHC Cadena Azul de Rádio, onde se apresentavam os melhores artistas da época. Ali sempre iniciava seu programa com a canção "Anacobero" do pianista porto-riquenho Andrés Tallada. O locutor Luis Villarder sempre o apresentava: “Com vocês Daniel Santos e o tema Anacobero”. Um dia Daniel surpreendeu a audiência no estúdio ao vestir-se com traje de “chuchero” e entrar no estúdio dançando.
Quando o locutor foi anunciar se equivocou e disse: “Com vocês o Anacobero Daniel Santos". A partir desse dia se transformou em "El Anacobero", que na língua ñáñigo significa diabinho. O de 'Inquieto' é por causa da intensa vida de boêmio impenitente que haveria de levá-lo a várias prisões.
Esteve viajando entre Cuba e Nova York durante uns 15 anos, até escutar que Fidel estava recrutando meninos para adestrá-los na milícia, e nunca mais retornou a Cuba. Durante esses anos lhe ocorreram coisas que inspiraram muitas de suas 400 composições, entre elas, "El columpio de la vida", "Patricia", "Amnistía", "El preso", "El que canta" y "Bello mar". Foi também o autor da canção "Sierra Maestra", hino do Movimento 26 de Julho, com a qual Fidel Castro iniciava a transmissão da Rádio Rebelde lá da Sierra Maestra.
Além de grande cantor e compositor, Daniel Santos se deu a conhecer pela vida desordenada que sempre viveu, entre bebidas, mulheres e brigas de rua que lhe fizeram cumprir penas em várias prisões da América Latina, entre elas de Cuba, Equador e República Dominicana. Mesmo assim, muitos países do continente americano o disputavam, chegando ao extremo de confundir sua verdadeira nacionalidade.
Durante seus últimos anos seguiu se apresentando em turnês e concertos nos EUA e América Latina, onde o público lotava os salões para ver o seu ídolo, a lenda do bolero e da guaracha, e escutar suas inumeráveis anedotas e aventuras.
Daniel Santos teve doze filhos e viveu seus últimos anos em Ocala, Flórida, junto a sua duodécima esposa, Ana Rivera, onde morreu em 27 de novembro de 1992, vítima de um ataque cardíaco.
(texto parcial de Josean Ramos, traduzido do espanhol)
Fonte: Fundación Nacional para la Cultura Popular - San Juan, Puerto Rico.

Isolina Carrillo

Isolina Carrillo, compositora e pianista, nasceu em Havana, Cuba, em 1907. Na década de 40 suas canções alcançaram popularidade. Trabalhou muitos anos como pianista-acompanhante, criadora de repertórios e diretora de coros, nos anos 50 e posteriormente, a partir de 1959, igualmente na televisão.
Entre suas composições mais importantes se encontram Canción sin amor, Sombra que besa, Increíble e sua internacional Dos gardenias, composta no final da década de 40, e que é o nome, há muitos anos, de um centro noturno dedicado ao bolero em Havana.
Fonte: SonCubano

Elena Burke

Elena Burke (Romana Burgues), cantora, nasceu em Havana, Cuba, em 28 de fevereiro de 1928 e faleceu em junho de 2002. Em 1941 estreou em programa de calouros na CMQ Rádio.

Profissionalizou-se como cantora em 1942 com atuações nas emissoras Mil Diez, Cadena Roja, COCO e Rádio Progreso, assim como nos cabarés Sans Souci e Zombie.

Em 1945 se apresentou nos teatros Encanto, Alcázar, América, Riviera y Fausto, todos de Havana. Viajou ao México e a Jamaica, como cantora da produção de "Las Mulatas de Fuego". Quando regressou a Cuba integrou os cuartetos Facundo Rivero, Orlando de la Rosa y D'Aida. Com eles fez turnês pelos EUA, Canadá, Venezuela e México.

Esteve por vários anos e se destacou no Quarteto D'Aida, que deixou em 1958 para fazer carreira de solista. Foi acompanhada pelo violinista Froilán Amézaga e também por notáveis pianistas como Frank Domínguez, Meme Solís e Enriqueta Almanza.

Foi uma intérprete singular das canções do “feeling”. Viajou praticamente por toda a Europa e América. Em 1964 participou por Cuba no Festival de Cannes. A partir de 1962 manteve, por muitos anos, um programa na rádio chamado "A solas contigo". Gravou numerosos LPs. Participou de dois filmes cubanos: "Llanto de luna" e "Nosotros la música". Deu recitais por todo o país, e atuou constantemente em rádio, televisão e teatro.

Foi uma das cantoras mais regulares e mais populares da música cubana. Ao final de sua vida, com AIDS, continuou se apresentando em alguns programas.
Fonte: SonCubano

María Grever

María Grever (1885-1951), compositora, segundo alguns, nasceu em León, Guanajuato, México, em 16 de agosto de 1885, mas alguns historiadores não aceitam essa versão. Segundo eles a compositora nasceu em águas internacionais no ano de 1884.
Seu nome de solteira era María Joaquina de la Portilla y Torres. Estudou no Colégio do Sagrado Coração e desde menina recebeu educação musical. Aos quatro fez sua primeira composição com versos escritos por ela mesma.
Emigrou para a Europa (Espanha) com seus pais; foi quando teve oportunidade de viajar para a França. Então estudou com Claude Debussy e com Franz Lenhard em Paris; este último lhe sugeriu não se sujeitar às técnicas musicais para poder conservar sua espontaneidade. Quando voltou ao México ingressou na escola de canto de sua tia Cuca Torres. Viajou a Nova York em 1916 onde se casou com Léon Grever.
Seu primeiro sucesso como compositora foi Júrame, cantada por José Mojica, quando ela ainda não era conhecida. A Paramount a contratou em 1920 para compor musicas para vários de seus filmes com temas hispano-americanos. Em 1941 se encarregou dos arranjos da comédia musical Viva O'Brien que foi apresentado na Broadway. Foi autora de um método chamado “Aprenda Ud”: Espanhol por meio da música, que posibilitava cantores norte-americanos darem recitais de música hispânica sem saber falar espanhol.
Paralítica, regressou ao México em 1949 e recebeu a Medalha ao Mérito Civil e a Medalha do Coração do México; foi convidada para trabalhar na Rádio XEW onde fez 14 apresentações; relatou sua vida no rádio e escreveu um livro autobiográfico que serviu de base para o filme “Cuando me vaya” (1953), protagonizada por Libertad Lamarque. O tenor Nicolás Urcelay, Néstor Mesta Chaires e Alfonso Ortiz Tirado, figuraram entre seus principais intérpretes, sem deixar de mencionar, também, Antonio Aguilar, Alberto Ángel "El Cuervo", Chucho Avellanet, "Bola de Nieve" e até o Grupo La Pandilla.
Compôs em torno de 860 canções como Así, Volveré, Para qué recordar, , Yo canto para ti, Te quiero dijiste (Muñequita linda), Bésame, Tipitín, A una ola, Tú, tú y tú, Amor, amor, México canta, Cuando me vaya, Cuando vuelva a tu lado, De dónde, Lamento gitano, Alma mía (Si yo encontrara una alma), Tulipán, Mi burro y yo, En la noche, Por qué, Amor latino, Atardecer en España, Por si no te vuelvo a ver, etc.
Esta insigne compositora faleceu em Nova York em 15 de dezembro de 1951 e, por vontade sua, seus restos foram transladados para o México.